Fim de semana #DeViagemEmParaty

Eu adoro cidades históricas, passar por lugares que já foram palco de acontecimentos importantes, imaginar como eram as coisas em outra época. E também adoro praia e sol! Por isso, desde que vim morar no Rio de Janeiro tinha vontade de conhecer Paraty, cidade que une essas duas coisas. Tinha certeza que ia amar.

Na verdade eu meio que já era apaixonada por Paraty antes de conhecer pessoalmente – acho que podemos considerar um caso de amor platônico, né? =P Depois de muito enrolar me programar, acabei indo num fim de semana chuvoso e, com o perdão do trocadilho, foi aquele balde de água fria. Claro que deu para ver um pouco da cidade e até passeio de barco eu fiz, mas de casaco e sem descer. Não consegui curtir direito e nem fotos boas tenho. Mas consegui manter meu encantamento…

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E vontade então continuou. Até que o coletivo De Viagem em Viagem, do qual eu faço parte junto com outras 11 blogueiras do Rio de Janeiro, começou a planejar uma press trip e surgiu a ideia de Paraty! \o/

Foi muito trabalho para que tudo desse certo! Muitas mensagens no Whatsapp! Muitas ideias e informações até que o roteiro fosse fechado. Uma certa ansiedade também. Era nossa primeira viagem juntas e, embora empolgadas, não tínhamos muita noção de como seria. E eu, pelo menos, me surpreendi positivamente! Até a meteorologia ajudou. Inicialmente a previsão era de chuva, mas nossos pensamentos positivos foram tantos que tivemos um fim de semana feliz e cheio de sol.

Mariana, Marianne, Alexandra, Carla, Bete, Roberta, Karilayn, Lilian, Flávia, Bárbara, Aline, Dayana e Amanda (Foto: FourTrip)

Algumas dicas básicas antes de começar a viagem: Lembre-se de levar um bom repelente (a cidade fica em uma região de muita mata, ou seja, muitos mosquitos); calçados confortáveis, preferencialmente tênis (as ruazinhas são de pedras e mesmo de chinelo é meio ruim de caminhar); e guarda-chuva sempre na bolsa (porque é comum chover de repente a qualquer momento do dia; depois passa). E não se esqueça do filtro solar! 😉

O que fazer em Paraty

Agora sim, vamos aos passeios! Algumas das meninas foram na sexta mais cedo. Eu fui no fim da tarde, com a Dayana, do Lolepocket. Pegamos um pouco de trânsito e chegamos lá direto no restaurante Punto Divino, onde nos juntamos à galera. E tudo começou em pizza! =) Aproveitamos para distribuir nossos kits #DeViagemEmParaty, com brindes enviados pelos parceiros da press trip. E fomos embora cedo, porque o dia seguinte estava cheio e precisávamos descansar.

Minha hospedagem foi na Pousada Corsário, que fica pertinho do Centro Histórico – tipo uns 5 minutinhos a pé, então era supertranquilo esse deslocamento. Dividi o quarto com a Amanda, do blog As viagens de Trintim. Depois vou fazer um post contando mais detalhes.

Piscina da pousada – que nem tive tempo de curtir…

City Tour

No sábado a programação começou logo cedo com um city tour pelo Centro Histórico de Paraty, parte da cidade que é tombada pelo IPHAN como Patrimônio Histórico Nacional. Seguimos pelas ruazinhas de pedra estilo “pé de moleque”, vendo as igrejas, construções com suas portas e janelas coloridinhas, charretes passando, lojas de artesanato…

Construção típica da cidade + artesanato colorido = <3

As guias Cláudia e Patrícia da Paraty CBV nos acompanharam, dando todas as explicações – desde o ciclo do ouro, passando pelo ciclo da cana de açúcar, do café e vários outros acontecimentos importantes da história, até chegar ao ciclo do turismo – hoje é a oitava cidade mais visitada do Brasil.

Eu acho esses passeios guiados superlegais, porque dá para conhecer muito mais das cidades e saber detalhes e curiosidades que fazem a diferença na nossa percepção de cada lugar.

Blogueiras com as guias Cláudia e Patrícia (Foto: Uma Senhora Viagem)

Também achei interessante porque minha viagem mais recente antes dessa foi para Portugal. Então fui fazendo um paralelo entre as histórias contadas lá, na visão dos colonizadores, e as histórias contadas aqui, na visão dos colonizados. Os fatos são os mesmos, mas adivinha se as versões não são beeem diferentes?

Se não fossem as guias, certamente teríamos passado batido por pontos marcantes, como, por exemplo, a casa da Família Real – o príncipe Dom João Henrique de Orleans e Bragança, que sempre vai a Paraty, onde é tão íntimo da população que é chamado apenas de Joãozinho. Uma dica: as residências da realeza sempre têm uma palmeira imperial plantada, para identificar.

A casa do príncipe e a palmeira imperial (em duas fotos porque é tão alta que não consegui enquadrar)

Quem quiser fazer o city tour, programa que super recomendo, pode entrar em contato direto com a Cláudia, que é guia credenciada, pelo e-mail claudiagomesparaty@gmail.com ou telefone (24) 99979-3761. Geralmente a duração é um pouco maior, mas, no nosso caso, fizemos uma versão mais resumida para se encaixar no roteiro montado para o grupo.

Passeio de escuna

Em seguida fomos para o Cais de Paraty ,de onde saem as escunas, programa clássico e imperdível para quem está na cidade.

Marcas do período de guerras e barcos coloridos no cais

Há vários tipos de escunas, de diferentes tamanhos, algumas coloridas, enfeitadas… Fomos na Netuno II, que tem dois andares, custa em torno de R$ 70,00 por pessoa. O passeio dura cerca de cinco horas, mas a gente nem vê passar. São quatro paradas de mais ou menos 40 minutos cada.

A primeira é na Praia Vermelha, que tem águas clarinhas e supertranquilas; a segunda na Ilha Comprida, onde é possível ver peixinhos; a terceira na Lagoa Azul, que é a parada do almoço, servido a bordo e pago à parte (os pedidos são feitos logo no início do passeio e cada prato custa em média R$ 40,00), mas também é possível descer para nadar; e a última na Praia do Lula, que é um pouco mais agitada, mas também muito bonita.

Mar azul e mata verde na Praia Vermelha

A descida do barco é opcional. Quando a parada é na praia, há botes que levam os passageiros até a areia, mas dá para ir nadando, eles avisam a profundidade e é uma distância curta. Além disso, praticamente não há ondas, só algumas fraquinhas, o que eu acho ótimo. Nas ilhas só pulando mesmo ou descendo pela escadinha, direto na água, que tem um tom que ainda não consegui definir se é azul ou verde, só sei que é lindo e transparente.

Na volta, quando a escuna vai se aproximando da cidade, dá para ter uma vista linda de Paraty entre o mar e as montanhas. Aquele cartão postal clássico, sabe?

Cidade vista do mar na volta do passeio de escuna

Jantar e teatro

Depois que desembarcamos, foi só o tempo de cada uma seguir para suas pousadas, tomar um banho rápido e logo já estávamos de volta para o jantar no Margarida Café, mais um ótimo restaurante da cidade, com música ao vivo. Comi um espaguete ao molho branco com espinafre e filé de peixe. O jantar foi também um momento de descontração, com sorteio de mais alguns brindes enviados por nossos parceiros.

De lá fomos – debaixo de um temporal – ao Teatro Espaço assistir ao espetáculo de animação “Em Concerto”, que é bem conhecido e já foi destaque até internacionalmente. É um teatro de bonecos super bem-feito, cada mínimo detalhe, às vezes parecia até real. São várias histórias curtas e a duração total é de uma hora.

Cachoeiras

No domingo acordamos cedo mais uma vez. Era o último dia e tínhamos marcado um jeep tour para conhecer as cachoeiras e alambiques da região, que ficam fora da cidade. Enquanto isso, a Day do Lolepocket e a Carla do Asas pra que te quero fizeram um mergulho no fundo do mar! Elas foram com a equipe da Adrenalina Mergulho e amaram. Eu ainda não cheguei nesse nível de aventura…

Guia Alexsandro no jeep que nos levou às cachoeiras

No passeio às cachoeiras nosso guia, o Alexsandro, da empresa Eya Paraty, foi ótimo, enriquecendo ainda mais nossos conhecimentos da cidade com explicações sobre as histórias da cultura indígena local, dos escravos, do cultivo da cana, produção de cachaça, e da Estrada Real, que passa por lá – rota obrigatória que ligava Minas Gerais a Rio de Janeiro e São Paulo na época do ciclo do ouro.

Marco da Estrada Real no Caminho do Ouro em Paraty

A partir do marco da Estrada Real, em meio à mata atlântica, no Parque Nacional da Serra da Bocaina, começa a trilha que acesso às cachoeiras. É uma trilha simples – nível: até eu consegui fazer! heheh Não dura mais que uns dois minutos .

Quem encara esse tobogã?

Primeiro chega-se à Cachoeira do Tobogã (foto acima) que tem esse nome porque tem uma pedra que parece realmente um tobogã, de onde as pessoas descem escorregando. #medinho

Um pouco mais à frente, ao Poço do Tarzan (foto abaixo). Visual lindo nas duas! Eu não entrei na água, me limitei a fotografar as belezas – quando o assunto é natureza, sou mais do tipo que aprecia muito e interage pouco.

Poço do Tarzan – do outro lado da ponte fica um bar

E acabei não ficando para a visita ao alambique, pois optei por voltar de carona com a Flávia, do Viajando por aí, e o horário estava corrido. Motivo mais que justo: a filhota Luna, fofíssima, tinha uma apresentação de balé.

Valeu a pena?

Como disse lá no começo, me surpreendi positivamente. Foi ótimo reencontrar as meninas que eu já conhecia e conhecer pessoalmente as que eu tinha somente contato virtual. A viagem atendeu a todos os perfis de viajantes que temos no grupo – solo, casal, família e com crianças. Nos divertimos e voltamos cheias de ideias! E a cidade é linda, tem aquele clima convidativo e agradável das cidades do interior, com uma pitada de charme que faz toda a diferença.

Na parede, o brasão com alguns símbolos da cidade: café, cana de açúcar, índios, casas coloniais, peixes e influência portuguesa.

Um fim de semana para fazer os principais passeios em Paraty pode ser um pouco corrido, mesmo optando por voltar no domingo um pouco mais tarde. É possível, claro. Mas acho que o  ideal é ficar pelo menos quatro dias inteiros e com tempo suficiente para aproveitar tudo.

Para meu roteiro ficar completo, ficou faltando dar uma volta mais calma pelo centrinho. Me perder pelas ruelas, ir às lojinhas e feirinhas (amo) que só vi de passagem, ver mais do artesanato local, que é lindo, conhecer os índios (sim, lá existem algumas tribos)… Mas nada que uma próxima viagem não resolva.

Balões coloridos feitos de papel machê em uma das lojas de artesanato

O único ponto negativo, pra  mim, foi que eu fiquei muda. Sim, muda. Eu já estava com a garganta ruim há dois ou três dias, consequência de mais uma crise de rinite. Sempre amanhecia falando normal e, no fim do dia, estava sem voz. Assim foi também na sexta e eu toda toda achando que sábado estaria ok, mas… acordei sem voz nenhuma nenhuma, o que me impossibilitou de interagir/conversar mais, como gostaria. Mas, de resto, foi tudo ótimo!

Esse mapinha mostra alguns dos pontos principais da nossa viagem:

Agradecimentos

Tudo isso só foi possível graças aos nossos patrocinadores, a quem quero agradecer aqui: Paraty Convention & Visitors Bureau pela organização da viagem, Pousada Corsário, restaurantes Punto Divino e Margarida Café, Adrenalina Mergulho, Teatro Espaço, Paraty Tours e Associação de Jipeiros de Paraty.

E aos parceiros presentes no nosso kit: Editora Globo pelo Guia Lonely Planet do Rio de Janeiro; Pão de Mel da Gema e Chokolateria pelas guloseimas; Cereja Design pelas tags personalizadas; Gate05 pelo mapa de raspar e a caneca; Papel e Laço de Fita pela necéssaire com nossos nomes; Pati Costurinhas pelo kit higiene bucal; Viagema pelas canecas e capas de almofadas; Laços Gifts pela ecobag com nossa logo; Pulp Edições pelos guias de viagem com crianças; SealBag pelos lacres de malas; Tilibra pelo Diário de Viagem; Léa Foto e Arte pelos bloquinhos personalizados; Club de Viagens Moms pela tag; Cia2Go pela toalhinha com nomes; Vip Wash Spa Automotivo Boulevard Rio Shopping pelos vales para lavar os carros; Cardume Print Shop pelos diversos produtos personalizados. Nosso muito obrigada a cada um. Adoramos tudo!

paraty-parceiros-press-trip

Nos blogs participantes da press trip #DeViagemEmParaty dá para conferir mais dicas e diferentes pontos de vista sobre a nossa viagem: Lolepocket, Despachadas, Kari Desbrava, Malas & Malinhas, As viagens de Trintim, Viajando Por Aí, Four Trip, Por aí com os Pires, Asas pra que te quero, Uma senhora viagem, Freitas para o mundo.

Para ler ouvindo:

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