Florianópolis – ou #viajandocomosafilhados

Quando marquei a primeira parte das minhas férias em 2014, não sabia ainda o que fazer ou para onde ir. Nas pesquisas de preços de passagens fui alterando os destinos e fazendo simulações de cidades e datas. Vi que para Florianópolis estava super em conta. Me lembrei que o Beto Carrero World fica próximo. E só então deu o estalo! Praia, parque, atrações para todas as idades, um destino que eu ainda não conhecia… Era o momento de concretizar a viagem com os afilhados.

Você pode ler mais sobre nosso passeio neste post:
Beto Carrero para crianças (e adultos)

Há muito tempo eu tinha vontade de fazer uma viagem com eles, mas nunca tinha tentado colocar em prática. Queria proporcionar a eles a possibilidade de conhecer lugares diferentes, absorver novas culturas, coisas às quais eles não têm acesso – e que eu também não tive, só vim a ter depois de adulta e, por isso mesmo, sei o quanto é engrandecedora e importante essa abertura ao novo, essa noção de que a vida vai muito além do mundinho que nos cerca. Mas faltava tempo, ou grana, ou achar um destino que satisfizesse a todos, em idades tão diferentes, ou talvez só mesmo planejamento. E também Thales era muito pequeno. Carol já era grande, já tinha vindo com minha mãe passear no Rio (e aproveito para explicar que sou madrinha dela de Crisma, antes que alguém pense que tenho idade para batizá-la. =D)

Aí com o tempo fui amadurecendo a ideia, Thales chegando a uma idade em que já conseguia entender as coisas, e finalmente a hora chegou. Falei primeiro com a Karina, minha comadre querida, para saber se ela autorizaria. Ela disse que sim e eu pedi que não contasse ainda ao Thales para não criar muita expectativa. Falei então com a Carol, deixando bem claro que se por alguma razão (trabalho, faculdade, etc) ela não pudesse, não precisava achar ruim que a gente deixava para um outro momento. Sabia que ela ia querer fazer a viagem, mas não queria prejudicá-la. Depois de confirmar que todos concordaram e todos poderiam é que divulgamos e começamos a deliciosa fase de planejamento.

aviaoTudo conspirou a favor. Até o mosquito da dengue que picou a Carol fez isso alguns dias antes pra dar tempo dela se recuperar. E lá fomos nós! De Belo Horizonte, com breve conexão em São Paulo e, enfim, Florianópolis. Era a primeira viagem mais longa deles, era a primeira vez de avião. Eu me sentia responsável não só pelas questão legais, mas, principalmente, por querer muito que eles curtissem ao máximo e se divertissem muito.

A Florianópolis que conheci com eles foi diferente da Florianópolis de baladas e agitos que muitos de meus amigos conhecem. floripa2Porque estava com criança, porque estava fora de temporada (maio), porque eram poucos dias, porque tínhamos, os três, faixa etárias bem diferentes. Nossos programas foram mais tranquilos, mais turísticos e, posso apostar!, muito mais legal. Como teríamos apenas quatro dias (o quinto já seria a viagem de volta), dividi da seguinte forma: dois dias para praias, um para o Beto Carrero e um (o da chegada) para outros passeios. E escolhi um hotel no Centro, o que facilitaria a logística no transporte.

floripa4Chegamos à tarde, aproveitamos para passear pelo centro histórico da cidade e terminamos o dia vendo um belo pôr do sol na famosa Ponte Hercílio Luz. No dia seguinte fomos à praia da Barra da Lagoa, que tem uma paisagem linda e um mar bem tranquilinho e com temperatura gostosa. Lá fica também o Projeto Tamar, que cuida da preservação das tartarugas marinhas. O terceiro dia foi o do Beto Carrero, que contei aqui em outro post. E no quarto fomos à Praia da Joaquina, que é uma das mais famosas da cidade e também uma paisagem linda, com suas dunas, mas tem ondas bem mais fortes. Entre um trajeto e outro, sempre passávamos pela Lagoa da Conceição e outras belíssimas paisagens. E à noite, já bem cansados, comprávamos um lanche e fazíamos no hotel mesmo.

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Para ajudar a manter tudo sob controle, a Super Nanny que existe em mim inventou uma brincadeira que funcionava da seguinte forma: cada um de nós começava o dia com um saldo de 10 pontos e, a cada “infração” cometida ao longo do dia, perdia-se um ponto. Quem chegasse ao fim do dia com um saldo acima de cinco pontos tinha direito a um bombom fora de hora ou a abrir mais pacotes de figurinhas do álbum da Copa do Mundo. Claro que isso valia basicamente para o Thales, embora ele logicamente não soubesse. Carol só perdia um ponto diário, por ficar mexendo no celular durante o almoço ao invés de prestar atenção na refeição e vivenciar o momento (Thales é quem sempre fazia essa “denúncia”). Eu, que precisava dar o exemplo, não perdi ponto nenhum. A brincadeira funcionou bem e conseguimos que a viagem fosse harmônica e praticamente sem contratempos (uma coisinha ou outra sempre vai haver é isso não é ruim, é normal). Faria – farei – tudo outra vez! floripa5

Muita gente fala comigo como se eu fosse o máximo por fazer isso “por eles”. Confesso, aqui, que não sei bem se foi por eles ou por mim mesma. Pelo prazer de ter a companhia deles, pela possibilidade de vivenciarmos momentos só nossos, pela minha alegria ao ver a felicidade deles, pelo aprendizado em ter jogo de cintura para lidar com diferenças de gostos e comportamentos, pela oportunidade de me redescobrir e de enxergar o mundo pelos olhos de quem o vê pela primeira vez, por poder voltar a ser criança e aproveitar uma viagem de uma forma mais leve e mais lúdica, o que certamente eu não faria se estivesse sozinha ou com gente da minha idade. Fiz por nós. Todas as relações são uma troca, afinal. No mais, é aquela velha história de que um sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas um sonho que se sonha junto é realidade. Que venha a próxima!

Para ler ouvindo:

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