Paris, je t’aime!

Comment est-que je peut dire “saudade” en français? Sabe, Paris, eu preciso voltar a te encontrar. Desde que te deixei, é nisso que penso dia e noite. Tenho arquivos prontos com planejamento para passar uma semana, um mês ou até para morar. Estudei francês por anos, me apaixonei pelo seu cinema, pela sua música… Lembro como se fosse hoje a primeira vez que te vi. Lá no longínguo ano de 2009, foi isso o que escrevi sobre você:

Quando o piloto anunciou a aterrissagem, grudei meus olhos na janelinha do avião e consegui ver a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo… Que emoção!

paris-vistaPeguei o trem no próprio Aeroporto Charles de Gaule, que é enorme, até uma determinada estação onde desci para pegar o metrô até a estação Republique. Ao todo, desci e subi milhares de degraus (me avisaram que em Paris há muitas escadas), mas não foi difícil me localizar. Estava virada no fuso, jet leg total. Enquanto esperava o horário do check-in no hostel, dei um rolezinho pelas redondezas. Tudo estava fechado e descobri que na França o comércio não funciona às segundas-feiras. Ok, tem sempre um Mc Donalds na esquina pra quebrar o galho. Foi lá a primeira refeição em Paris.

paris-notreCheck-in realizado, banho tomado, rua! Nada de descansar, pois seriam apenas quatro dias para viver esse sonho. Comecei pelos locais mais próximos, tudo a pé, com mapa na mão. Segui a interminável Rue du Temple, que não tinha nada demais, mas que me deixou encantada, pois era a primeira rua de Paris  pela qual eu passava, podendo observar atentamente cada detalhe. Ao fim dela, l’Hotel de Ville, onde funciona a prefeitura, que fica numa praça grande, cheia de gente, foi meu primeiro contato mesmo com a vida parisiense. Logo em seguida, o Rio Sena. Sabe quando vc não acredita que aquele momento é real? Levei dias até a ficha cair. Atravessei uma das pontes, e cheguei à Catedral de Notre Dame, onde rolava uma missa. Lindíssima! Peguei dois folhetos de lembrança: um para mim e outro para minha mãe. Mas aí deu uma vontade de cochilar… Melhor voltar a andar. Fui para o moderno Museu George Pompidou, envidraçado, de onde se tem uma vista panorâmica da cidade, que é toda em tons pastéis e equilibrados, e não há prédios muito altos. Tudo lindo lindo!

Já acompanha o blog nas redes sociais? 
Curta a página no Facebook e siga no Twitter e Instagram.

No segundo dia, Torre Eiffel! Achei a locomoção pela cidade superfácil. As ruas são claras e tem gente o tempo todo. O metrô tem mil linhas, mas funciona bem e é simples de entender. Mas nada melhor que conhecer uma cidade a pé: cada rua é uma descoberta, sentar nos bancos dos jardins para dar uma descansada e ficar olhando as crianças brincando, as famílias fazendo piquenique, programa supertradicional por lá.

paris-torreFiquei um tempo fotografando a Torre de todos os ângulos (o melhor deles é da estação de Trocadero). Em uma palavra? Deslumbramento! Não vi problema nem mesmo em esperar quase duas horas na fila para subir, num elevador em estilo antigo, espaçoso, mas onde se amontoam o máximo possível de pessoas. Ao chegar lá em cima, mal pude acreditar. Se a viagem terminasse ali, eu já me dava por satisfeita!

Próxima parada: Arco do Triunfo, de onde segui a Avenue des Champes-Elisés. Cada centímetro quadrado mais caro que o outro: Louis Vitton, Hugo Boss, Peugeot, Renault, Loja da EuroDisney… Pirei! Entrei em todas, mas só pra fazer turismo mesmo! Cheguei ao Jardins du Tulerries e encerrei o dia com um passeio de barco pelo Rio Sena. Navegando, tive uma vista da cidade por outro ângulo. Às margens do Sena, as pessoas fazem piqueniques e, em alguns pontos, aulas de dança de diferentes ritmos. Há também praias artificiais, com areia, cadeiras e guarda sol.

O dia seguinte começou no famoso bairro Montmartre, que fica super no alto. Nessa altura da viagem já tinha percebido que os franceses são simpáticos entre eles e não estão nem aí para os outros. C’est la vie… Chegar à Igreja de Sacre Coeur, com suas escadarias, tira o fôlego de qualquer um. Mas vale a pena subir a pé. Faz parte do passeio.

paris-monmartreDepois, hora de museus. Primeiro o d’Orsay, que fica em frente ao rio Sena. De lá para o Louvre, no Jardin du Tulerrie, que é lindíssimo, enorme, fascinante. E fechei o dia no Jardin du Luxembourg. Meu Deus! O lugar mais lido de todos!!! Fiquei completamente encantada, cada florzinha no jardim parecia uma pintura. E as pessoas sentadas nos banquinhos vendo a vida. Eu olhava tudo e deixava a mente viajar, observava o cotidiano dali… para mim, esses momentos eram mágicos! Na volta para o albergue passei ainda pelo Pantheón, pela Sorbonne, pelo Quartier Latin.

paris-luxembourgA chuva do dia seguinte fez com que eu desistisse de ir a Versailles (vou ter que voltar a Paris de novo, ai que difícil). Optei por passeios mais próximos e mais light, já andar o dia todo para cima e para baixo carregando sacolas, bolsa e garrafa d’água cansa bastante. Fui ao Hôtel des Invalides, um lugar interessante, relacionado ao exército, onde estão as cinzas de Napoleão. De lá, andanças pela Champs de Mars e arredores. Passei pela Place de la Bastille, um marco da Revolução Francesa. Fui apreciando a cidade, sem pressa. E me apaixonando perdidamente.

Para ler ouvindo:

Gostou? Compartilhe!Share on Facebook0Tweet about this on Twitter0Share on Google+0Share on LinkedIn0Email this to someone

4 thoughts on “Paris, je t’aime!

  1. Olá Mariana, você lembra o hostel que ficou? Vou no final do ano e estou com muitas dúvidas no quesito localização e preço. Não ligo para luxo, só queria algo localizado. Adorei seu blog!!!! Parabéns!!!

    • Oi Poliana! Obrigada! =) Sobre o hostel, foi no Jules Ferry. Mas já faz um tempo… Era bem localizado, perto do metrô Republique, fácil locomoção. E tinha quarto privado, no que fiquei era para duas pessoas, mas o banheiro era fora. Como eu batia perna o dia todo e só voltava para tomar banho/dormir, foi ótimo o custo/benefício.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *