6 passeios bate e volta imperdíveis para fazer a partir de Lisboa

Um dos meus desejos ao visitar Portugal era conhecer não só a capital, mas também outras cidades que ficam próximas. Quando defini a data da viagem comecei a ler sobre algumas possibilidades de bate e volta de Lisboa e a pesquisar qual seria a melhor forma de fazer isso. Fiz contato com a Walkborder Tours que faz tours privados e flexíveis. Entre as muitas opções de passeios, escolhi os que mais me interessavam e que poderiam ser encaixados no meu roteiro.

Meu guia foi o Hugo Gonçalves, que é o próprio CEO da Walkbordes – ele também me pegou no aeroporto e fez o traslado até o hostel, já explicando no caminho várias coisas sobre a cidade e os pontos turísticos. Depois, nos passeios, foi essencial. Hugo sabe todas as informações e histórias, o que faz toda a diferença: enriquece muito a visita a cada um dos lugares e deixa a viagem muito mais legal e interessante. Nesse post conto um pouquinho como foi.

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Bate e volta de Lisboa para…

Sintra

Comecei pelo Palácio de Queluz, que fica ainda fora da cidade. O valor da entrada é 10 euros. É o local onde a família real (Dom João e cia) morava antes da fuga vinda para o Brasil em 1807. Não se perca nas datas: eles saíram de lá no fim de 1807 e chegaram ao Brasil em 1908.

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O Palácio de Queluz é majestoso. Lustres, mobiliário, teto, pintura, cada detalhe impressiona. E é muito legal ver um local que, de certa forma, também faz parte da nossa história. Esse, inclusive, foi um dos motivos da escolha do lugar para visitarmos (já que em um bate e volta não dá para fazer tudo o que tem na cidade, claro). Lá, entre outras coisas, estão os aposentos de Carlota Joaquina e a cama onde o “nosso” Dom Pedro I (que em Portugal é Pedro IV) nasceu e morreu depois de deixar o Brasil e voltar à terra natal. Na área externa os jardins são lindos.

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De lá seguimos para o centro de Sintra, que é uma graça, cheio de lojinhas e construções lindas. Lá comi os famosos Travesseiros de Sintra e a queijada, doce tradicional da cidade. Ambos deliciosos – e o que não é delicioso em Portugal, minha gente? Ah, o melhor lugar para experimentá-los é na “Piriquita”. Ainda fizemos uma parada para fotografar de longe o belo Palácio da Pena – outro ponto turístico de Sintra muito procurado pelos turistas, mas que não deu para ir.

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Então seguirmos para o mar… Em Sintra fica o Cabo da Roca, que é o ponto mais ocidental da Europa. Foi de lá que Camões escreveu o trecho “Onde a terra se acaba e o mar começa”, do seu clássico “Os Lusíadas”. Há um marco no local com essa frase. E o mar é de um azul que nem sei descrever, em um tom que se misturava com o céu (que dei sorte de de estar bem aberto nesse dia – o anterior tinha sido fechado e de chuva)… Sério, dá uma olhada nisso:

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Cascais

De Sintra seguimos para Cascais. No trajeto entre as duas há praias para banho, mas só no verão. No outono, quando fui, o clima já estava mais frio e o mar mais forte. Alguns surfistas aproveitavam, mas, nessa época, praticamente não há banhistas, nem salva-vidas. E os restaurantes e resorts costumam estar vazios ou mesmo fechados.

Na região de Cascais fica a Boca do Inferno. O lugar tem esse nome porque, no passado, as ondas batiam no buraco da pedra e, dizem, faziam um barulho como o do diabo (oi?). É, também, um lugar onde algumas pessoas costumavam se matar. 🙁 Bad à parte, é muito bonito!

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Já no centrinho da cidade fui comer um prego. Calma, prego é o nome de um sanduíche de bife de vaca com muito alho. Andei um pouco por lá para fazer a digestão conhecer mais a cidade de estilo praiano que é um charme e me deixou cheia de vontade de voltar no verão! O calçadão de pedras portuguesas (que em Portugal se chamam só pedras rs) tem o desenho de ondas como o de Copacabana, que foi inspirado na Praça do Rossio, em Lisboa (imagino que o de Cascais também).

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Estoril

Na volta de Cascais para Lisboa passamos ainda por Estoril, mais uma cidade litorânea da região. São todas bem perto umas das outras e também da capital. Tanto que é possível ir de trem e há muita gente que opta por morar em uma das cidades menores e ir e voltar todos os dias a Lisboa para trabalhar. Acho que eu ia curtir essa ideia!

Em Estoril não teve parada, mas, como a estrada margeava o mar, foi possível continuar contemplando toda a beleza azul do oceano. E assim terminou o primeiro dia de passeios.

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Fátima

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A cidade em si é pequena e meio que gira em torno da história da aparição de Nossa Senhora. Uma visita a Fátima consiste, basicamente, em uma visita ao Santuário de Fátima. O espaço engloba a Catedral de Nossa Senhora do Rosário, construída em 1928, que é enorme e maravilhosa; em frente uma “tribuna” com altar, para missas externas; a esplanada, que costuma ficar lotada de fiéis principalmente no dia 13 de maio; a Basílica da Santíssima Trindade, construída em 2007 do lado oposto da esplanada; e a Capela das Aparições, hoje restaurada, onde ficava a Cova da Iria, local onde os pastores a viram. Prometo em breve um post mais detalhado sobre isso.

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Depois fomos à casa dos pastores e ali fiquei realmente muito emocionada! Ver aquele lugar humilde e imaginar como era a vidinha deles… muito, muito incrível mesmo. Por dentro há móveis originais em todos os cômodos e são espaços bem simples e pequenos, para uma visita rápida. A casa de Francisco e Jacinta (irmãos) é uma, e a de Lúcia (prima deles) outra, que fica perto. Bem em frente tive a oportunidade de conhecer a senhora Maria dos Anjos, 96 anos, sobrinha de Lúcia e única parente viva dos pastores. Me senti abençoada por viver esse momento!

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Coimbra

A história do romance do futuro rei de Portugal, Pedro, com Inês de Castro teve Coimbra como cenário principal. Casado por obrigação, ele teve a dama de companhia de sua esposa como amante. Depois de ficar viúvo, assumiu o relacionamento e se casaram. Mas uma série de acontecimentos amorosos e políticos culminaram no assassinato de Inês. Já ouviu a frase “Inês é morta”, muito usada para dizer que “agora é tarde” ou que “não adianta mais”? Vem daí!

Mas o ponto mais conhecido da cidade é a Universidade de Coimbra (UC), fundada em 1290 – a mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo ainda em funcionamento.

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Inicialmente a UC ficava em Lisboa, mas foi transferida para Coimbra em 1537 por ordem do Rei D. João III. Hoje conta com oito faculdades (Letras, Direito, Medicina, Ciências e Tecnologia, Farmácia, Economia, Psicologia e Ciências da Educação, Ciências do Desporto e Educação Física) e mais de 22 mil alunos, segundo informações do site oficial.

Eu, que amo a “vibe estudantil”, achei muito bom poder sentir o clima do local, com toda a sua tradição, ver os alunos circulando, os uniformes… A foto nas escadas é clássica!

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Além da parte externa, com um ingresso que custa 10 euros é possível visitar algumas dependências da universidade e também a Biblioteca Joanina (assim chamada em memória do Rei D. João V).

biblioteca-joanina-coimbraConstruída entre 1717 e 1728, a biblioteca possui três andares, incluindo a Prisão Acadêmica, local de clausura dos estudantes. Piro nesses lugares cheios de história! E o tanto que tudo é lindo? Pena que não é permitido fotografar, só por fora. #arrasada Essa imagem ao lado peguei no site da UC (crédito Delfim Ferreira).

Ah, diz a lenda que lá dentro da biblioteca vivem alguns morcegos que, durante a noite, comem as traças, evitando que elas comam os livros e os danifiquem. Talvez por ter ido durante o dia eu (ainda bem!!!) não vi nenhum.

Saindo da Universidade ainda deu tempo de passar pelo centro de antes de pegarmos a estrada de volta a Lisboa.

Batalha

A cidade não estava no roteiro do passeio e realmente não a visitamos. Só houve uma parada rápida em frente ao maravilhoso Mosteiro da Batalha para que eu pudesse ver (e fotografar, claro). Não cheguei a entrar, mas só por fora já dá para ter uma noção de como a construção é monumental.

O Mosteiro começou a ser construído em 1385 a pedido de D. João I, como forma de agradecer pela vitória na batalha que deu a independência a Portugal. Desde 1983 é declarado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

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 Eu fiz esses passeios em dois dias, sendo um para Sintra e Cascais, outro para Fátima e Coimbra. Achei que foi um tempo bom para conhecer um pouco de cada cidade. Dá para fazer essas viagens por conta própria? Sim, dá. Há trens e ônibus de Lisboa para todas elas e as distâncias não são muito longas. Mas fazer por uma empresa, além dos pontos positivos de ter um guia que conhece bem os destinos e suas histórias, tem ainda a comodidade de ter um carro que te pega e te deixa de volta na porta do hotel, além dos deslocamentos entre um ponto e outro. Portanto, ficam aí as minhas dicas de lugares imperdíveis para quem quer fazer algum bate de volta de Lisboa.

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* Agradeço à Walkborder Tours pelos passeios, mas deixo claro que este texto reflete somente minha opinião pessoal, mantendo meu compromisso de transparência com os leitores.

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