Punta del Este com chuva: o que fazer?

Fazia frio em Punta del Este, no Uruguai. Uma neblina encobria a cidade logo que eu, minha prima Isabela e nosso amigo Patrick chegamos. Em qualquer viagem, isso seria ruim. Sendo Punta uma cidade cujo principal atrativo é a praia, isso era ainda pior. Fora de temporada Punta não tem nada. Bares, boates, locais bacanas, tudo entra em reforma para reabrir de dezembro a março, quando a cidade bomba de turistas. Estávamos ainda em outubro. Com o tempo ruim então, nem se fala. Tudo fechado! Até para almoçar foi difícil. Tive que me contentar com pãezinhos e iogurte comprados no supermercado. Pra completar, começou a chover… Ainda bem que eram só dois dias!

O único sol que vi por lá...

O único sol que vi por lá…

No setor de informações da rodoviária, pedi um mapa e a senhorinha me deu algumas informações. Perguntei sobre uma famosa ponte ondulada e ela explicou que era só pegar a Kombi, lá mesmo na rodoviária. Fiquei aliviada quando vi que o que ela chamava de Kombi era, na verdade, um microônibus. Passei pela famosa ponte, que já virou ícone na cidade. Boa mesmo deve ser a emoção de passar de carro pelas suas duas enormes lombadas. De ônibus, em velocidade reduzida, quase não dá para sentir, o que deixou a Isabela furiosa! Eu achei divertido! Só faltou experimentar a sensação de caminhar a pé nela, na parte destinada aos pedestres. Mas, pra quem não tinha mais o que fazer numa tarde de chuva, foi bom. E no trajeto deu pra ver também toda a orla da cidade, tudo deserto.

Já acompanha o blog nas redes sociais? 
Curta a página no Facebook e siga no Twitter e Instagram.

A chuvinha não deu trégua no segundo dia em Punta. Eu, que desde o início da viagem (que começou em Montevidéu) vinha sentindo alguns sintomas de gripe, pifei de vez. Garganta e nariz entupidos, parecia um princípio de sinusite. Mesmo assim, não abri mão de conhecer os principais pontos da cidade. Quase em frente ao albergue ficava a famosa escultura da “mão do afogado” (La Mano), que são os dedos da mão como se alguém tivesse afundado na areia. Demos umas voltas nas proximidades, andamos até o porto, mas realmente com tempo ruim and doente nada tinha muita graça.

Fomos também à Casapueblo, uma construção de arquitetura toda diferente que, diz a lenda, inspirou Vinícius de Moraes a compor a música “A Casa” (Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada…). Chegar até lá foi um verdadeiro calvário. O ônibus para num ponto da rodovia e é preciso caminhar cerca de 2 km numa estradinha à direita até chegar ao local. Lembrando que fazia um frio do cão e chovia fino. Detalhe: essa estradinha é cheia de casas chiquérrimas, mas inabitadas. Provavelmente são casas de veraneio. E é completamente deserta e sem nenhuma placa indicando nada. Custamos a achar alguém que pudesse dar informações.

casapueblo-punta-del-esteA Casapueblo fica na beira do mar, toda branca, muito diferente. Porém, não podia entrar. O local funciona como hotel e o acesso é apenas para os hóspedes. E, com o tempo fechado, nem a vista era bonita. Tudo o que eu queria naquele momento era chorar um táxi que nos levasse pelo menos até a rodovia, onde pegaríamos o ônibus de volta. Mas não havia táxis por lá, estava tudo muito isolado. O jeito então foi fazer novamente a pé o caminho de volta. Eu comecei a sentir uma forte cólica e nem sei como consegui chegar. Mas cheguei!

punta-del-este-cassinoNa última noite, uma experiência diferente: o Conrad Cassino. Amei. Me diverti muito, gastei uma grana razoável e confesso que se tivesse um neurônio a menos (ou se não tivesse segurado a nota de US$ 100 da Isabela) estaria lá até agora lavando pratos pra quitar minhas dívidas. É realmente viciante! Não apostei em jogos de estratégia porque não sei nada. Então fiquei só nas maquininhas. Muito muito legal! O cassino funciona dentro do hotel Conrad, onde rolava também um showzinho. Apesar de um pouco de febre, nariz totalmente entupido, e muita dor para respirar com aquele ar frio frio frio, foi uma noite ótima e pude, pelo menos, fechar a viagem com chave de ouro!

Para ler ouvindo:

Gostou? Compartilhe!Share on Facebook0Tweet about this on Twitter0Share on Google+0Share on LinkedIn0Email this to someone

3 thoughts on “Punta del Este com chuva: o que fazer?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *