Um dia no Inhotim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Todo mundo se espantava quando eu, mineira, dizia que nunca tinha ido ao Inhotim (beijos pra vocês cariocas que nunca foram ao Cristo). Mas é que, morando fora do meu Estado, toda vez que eu ia/vou sempre tinha/tenho um monte de coisas pra fazer, gente pra ver e tals.

Até que nas últimas férias consegui me programar de forma que pude viajar, voltar pra Minas, ir ao Inhotim – que fica no município de Brumadinho – e ainda ter meus dias de ócio.

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Minha primeira dica para esse museu a céu aberto é: use/leve repelente. Eu não me lembrei desse detalhe e, como sou alérgica a insetos, fiquei dias cheia de picadas pelo corpo. A segunda dica é: vá com um calçado bem confortável e uma roupa idem. Ah, e não se esqueça do filtro solar. #pedrobialfeelings

Inhotim: como chegar

Eu, minha mãe (Alice) e tia Vera

Eu, minha mãe (Alice) e tia Vera

Fomos – eu, minha mãe e tia Vera – de Belo Horizonte para o Inhotim de carro com um motorista. Mas dá tranquilamente para ir de ônibus. Todos os dias, às 8h15, sai da rodoviária de BH um ônibus da viação Saritur (Plataforma F2).

São 60 km de distância e o trajeto dura em torno de 1h a 1h30. Na volta, o mesmo ônibus sai de lá às 16h30 (terça a sexta) e 17h30 (fins de semana e feriados). Ou seja, dá para ficar de 9h30 às 16h (contando aí um tempinho com folga para sair).

Dá para ver tudo? Não. O local é muito grande e algumas instalações são bem distantes umas das outras. Mas, com disposição, dá para ver bastante. Outra opção é utilizar os carrinhos que fazem os percursos mais longos e custam 20 reais por pessoa, podendo pegar quantas vezes quiser ao longo do dia.

É claro que a turma da patrulha da viagem perfeita vai dizer que se você não viu tal ou tal obra, então praticamente você não conheceu o Inhotim. Bobagem. Tente pesquisar antes, liste mais ou menos o que você gostaria de ver, para não perder muito tempo circulando sem rumo, e aproveite!

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O que fazer no Inhotim

Como já disse, não dá para fazer tudo em um dia só. O Inhotim é o maior museu de arte a céu aberto do mundo, com cinco mil espécies de plantas, mais de 20 galerias e um dos maiores acervos de arte contemporânea. Além disso, é um dos dois museus brasileiros (o outro é o o Instituto Ricardo Brennand, em Recife) na lista dos 25 melhores do mundo.

A área total é de 140 hectares. Bem grande. O local foi idealizado pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz na década de 1980 e foi se modificando com o tempo. Hoje é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip),

Recomendo pegar um mapinha na recepção para poder se guiar melhor. É bem simples. Há três rotas: a amarela, mais central; a rosa, à direita; e a laranja, à esquerda. Todas elas misturam lindamente natureza, arquitetura e arte. Começamos seguindo pela Rota Amarela, que é a menor e bem tranquila, passando por dois lagos que são lindíssimos, e chegando a algumas galerias.

Depois fizemos a Rota Rosa, que tem uma ladeirinha mais longa, e então voltamos e paramos para comer. E no começo da tarde pegamos um pedaço da Rota Laranja, que é a que tem as galerias e instalações mais distantes umas das outras.

Como todo mundo já estava cansado e o tempo já curto, optei por uma que eu era louca para ver: os vasos de cerâmica em forma de letras, de Marilá Dardot, que é uma obra interativa e fixa, ou seja, você sempre vai encontrá-la por lá. Pode ser clichê montar o nome, mas quem resiste?

Não vou listar os melhores pontos ou dicas imperdíveis. É difícil descrever e acho que arte é algo muito intuitivo e abstrato. Tem que ver e apreciar por si mesmo. Falar que tal obra transmite isso ou que outra desperta aquilo… Eu gostei especialmente da natureza e das instalações ao ar livre mais do que das galerias. Mas é de cada um. E há exposições que mudam de tempos em tempos. Só indo para saber. Todo mundo já escreveu tanta coisa sobre o Inhotim que, acredito eu, quem nunca foi sempre vai com expectativa alta. E não se decepciona, isso eu posso garantir!

Quanto custa?

O ingresso para o Inhotim tem o valor de 25 reais (12,50 meia para estudantes, idosos, etc) às terças e quintas. Às quartas-feiras a entrada é gratuita (info importantíssima, pois no site que pesquisei constava que era às terças, dia que fui – não por isso – mas, chegando lá, não era). Sextas, sábados, domingos e feriados o valor é 40 reais. Às segundas não abre.

Há, ainda, a opção de comprar um ingresso para dois dias, que sai mais barato. Nesse caso, a dica é se hospedar em Brumadinho, que é mais em conta e mais perto que BH (para quem não mora lá, claro).

Além da entrada, prepare seu bolso para o almoço. O local possui alguns restaurantes e lanchonetes, mas, quando fui, um deles estava fechado, outro estava reservado para um grupo, e o que funcionava custava 59 reais por pessoa, fora bebidas. Não, obrigada. Fomos numa das lanchonetes, onde um salgado custa cerca de 5 reais.

Eu tinha ouvido falar que não era possível entrar com lanche, então nem levei nada. Mas tia Vera levou bolachinhas e chocolates e entrou numa boa. Não revistaram nem nada. A bolsa/mochila pode ficar no guarda-volumes gratuitamente ou você pode entrar com ela, sem problemas. É opcional. Sendo assim, dá pra levar coisas de comer, se não quiser gastar com alimentação. Só não pode fazer piquenique e é claro que não tô falando pra levar uma marmita, mas lanche dá tranquilamente para comer sentada em algum dos muitos lindos bancos (todos feitos com troncos de árvores inteiros!) ou até nas mesinhas de uma lanchonete (peça uma bebida pelo menos, pq né?). E, no mais, aproveite! Certeza que você não vai se arrepender!

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