Uma tarde em Montevidéu, no Uruguai

Quando resolvi conhecer Buenos Aires, fui pesquisar passagens e vi que, para Montevidéu, no Uruguai,  o preço estava super mais em conta. Daí resolvemos – eu, minha prima Isabela e meu amigo Patrick – chegar por lá, conhecer um pouco e depois atravessar o Rio da Prata de barco rumo à Argentina.

Nosso roteiro foi uma tarde em Montevidéu, o dia seguinte em Colônia del Sacramento, também no Uruguai, e, então, Buenos Aires. Nesse post conto um pouco sobre a rápida passagem pela capital uruguaia, que me deixou com vontade de voltar para conhecer melhor.

Você pode ler mais sobre essas viagens nesses posts:
Como ir do Uruguai para a Argentina (ou vice-versa) de barco
Passeio em em Colônia del Sacramento

Chegada ao Uruguai

Desembarcamos no Aeropuerto de Carrasco e, logo após passar pela tranquilíssima imigração, entramos no free shop e recepcionados pela voz de Marisa Monte, em uma música dos Tribalistas. “Passe em casa, to te esperando…” Adorei!

Placas no aeroporto... achei bonitinho!

Placas no aeroporto… achei bonitinho!

Em seguida, hora de comprar alguns pesos uruguaios para as despesas iniciais, como transporte, por exemplo. O peso é tão desvalorizado em relação à nossa moeda que minha ficha demorou um pouco a cair para que eu entendesse a conversão. Não sei dos valores hoje, mas, na época, 1 real, um mísero real, valia 10 pesos uruguaios!

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Saímos do aeroporto, tirei uma foto da placa “Welcome to Uruguay” e, só depois, já do lado de fora do setor de desembarque, notei que havia perdido os papéis com mapas e orientações sobre a hospedagem. Tentei voltar, mas não dava para entrar de novo. Era só o que faltava! E agora, como nos deslocar pela cidade? Fomos até o guichê de informações, pegamos um guia com um pequeno mapa e pedimos informações a um guardinha, que indicou o ponto e o ônibus que devíamos pegar.

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Ventava muito forte e fazia muito frio. Mas havia um sol gostoso. Depois de alguns minutos de espera, o ônibus passou. Era velho e estava bem cheio. Ficamos em pé, lá atrás, nos equilibrando com a mala. Patrick reconheceu que um dos passageiros era o atendende que trocou nossos pesos. Aí fomos até ele com o pequeno mapa e pedimos mais uma orientação. Optamos por descer no Terminal Tres Cruces, onde já compraríamos a passagem para Colonia no dia seguinte e, de lá, pegamos um táxi até o hostel. Meu Deus, como tudo custava barato!

Chegando ao hostel – não tinha blog na época, não anotei o nome e já tentei de tudo, mas não me lembro… era próximo à Plaza de Independencia e do Teatro Solís. Mas bom, chegando lá, havia uma pequena confusão na recepção. Parece que as reservas para um grupo de brasileiros estavam erradas e um cara, que devia ser o guia do grupo, gritava de uma forma bem estúpida. Com a nossa reserva estava tudo certo e fomos logo para o quarto que era bem aconchegante, com três camas, banheiro privado, uma portinha com varanda, uma cômoda e um guarda roupas.

O hostel ficava nessa região, perto de pontos turísticos e do rio...

O hostel ficava nessa região, perto de pontos turísticos e do rio…

Passeios em Montevidéu

Tudo organizado, hora de sair para almoçarmos, afinal, já devia ser umas 15 horas e o estômago gritava. Andamos um pouco e encontramos um restaurante bem bonitinho, com uma super oferta de sanduíche+batata frita+refri, e o melhor: climatizado. Porque o vento frio estava cortando!!! O sanduíche era o Chivito, típico do Uruguai.

Não estávamos com icterícia, essa luz da foto era da iluminação do restaurante

Em seguida, o primeiro de uma série de helados de dulce de leche. E um mico, só pra não perder o costume. Perguntei o preço do helado: 35 pesos. Converti para o real: R$ 3,50. Ok, preço justo. E aí, pensando em reais, tirei uma moeda de 5 pesos e dei ao vendedor, que ficou me olhando. E eu sem entender nada. Só percebi quando Patrick e Isabela me falaram. Faltavam ainda 30 pesos! =D

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De lá, mais andanças até a orla do Rio de la Plata. Todas as pessoas tomavam chimarrão o tempo todo. Elas andam com suas garrafinhas térmicas de água fervente e sua cuia de mate. E sentam-se no calçadão do rio, nas praças, nas ruas…Pra espantar do frio, logicamente.

Sente o vento!!!

Sente o vento!!!

puerta-cidadela-montevideu-uruguaiCaminhamos até a bela Plaza de Independencia, onde fica a sede da Presidência do país. Lá sentei em um banquinho no sol, pra ficar observando o ambiente. Adoro! Uma pena que, por ser sábado, todo o comércio estava fechado. Passamos também pela Puerta de la Ciudadela (foto ao lado), parte da antiga muralha que havia na cidade.

De volta ao hostel, tomamos banho e descansamos um pouco. À noite eu e Isabela descemos para a sala de internet com TV, sofás, jogos, um piano, e janela com vista para o Teatro Solís, onde dois casais de noivos faziam seus books. Ficamos lá observando e conversando com outras brasileiras, do Rio Grande do Sul – elas foram curtir o feriado – e também com uma francesa que estava por lá.

E dei até uma pequena mostra do meu talento musical, tocando ‘parabéns para você’ no piano (ahahahaha mas gente… a pessoa não tem noção de bom senso, né!). O carinha da recepção era muito simpático, assim como a menina que estava quando chegamos e a que nos serviu o café da manhã no dia seguinte: fatias de pão de forma, uma torradeira à disposição, manteiga, geleia, leite e sucrilhos.

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Apesar de rápido, foi um ótimo passeio. A cidade é bem agradável. E é uma opção para quem tiver uma conexão mais longa ou quem, como nós, estiver indo para a Argentina e chegar pelo Uruguai. Ou mesmo para quem está em Buenos Aires e quer fazer um bate e volta a Montevidéu.

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