Vou invadir o Nordeste

Como viajar para o Nordeste sem precisar vender um rim? Era o que eu sempre me perguntava a cada vez que fazia pesquisas de preços de passagens para algum dos Estados da região. Eu conhecia apenas Salvador, na Bahia, e super tinha vontade de ir a outros lugares…

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Mas pagar caro para passar um fim de semana não rolava. Até que tirei férias e resolvi cotar preços chegando por uma cidade e voltando por outra. E o valor era praticamente o mesmo do que ir e voltar a uma cidade só. Resolvi então começar por Natal e ir descendo de ônibus até chegar a Maceió, onde encerraria a viagem.

Natal (RN)

Em Natal foi apenas um dia. Como eu estava hospedada em Ponta Negra, a duas quadras da praia, nem me desloquei a outras partes da cidade. Passei o dia adquirindo melasmas no rosto, digo, passei o dia tomando sol e água de coco na praia que é uma delícia e tem as dunas maravilhosas, embora eu não tenha ido até lá brincar de esquibunda, porque, digamos, não tem muito o meu perfil. E fui ao Shopping do Artesanato Potiguar, com coisinhas típicas locais.

natal

João Pessoa (PB)

No dia seguinte, fui para João Pessoa e o tempo virou. joaopPeguei chuva (fina e não constante) todos os dias. O que não foi exatamente um problema. É que no planejamento da viagem eu já tinha pensado em intercalar dias de praia com outros tipos de passeios, até para não enjoar. Já moro na praia (aquela repetitiva que faz questão de citar isso sempre, mas né?) e duas semanas só de praia certamente ia me bater um tédio.

Dei uma volta na orla, claro! Mas aproveitei para conhecer alguns lugares bacanas, como a Estação Cabo Branco (obra de Niemeyer) e a Ponta do Seixas, que é o ponto mais oriental das Américas. Tentei uma volta pelo Centro Histórico, mas achei meio perigosinho, talvez por ser fim de semana estava meio deserto.

E fui também ver o pôr do sol na Praia do Jacaré, que é supertradicional. Tirando o fato de que meio que não tinha sol (um pequeno detalhe), achei muito bonito. Com sol então, deve ser perfeito! No local tem uma espécie de feirinha, com lojinhas e restaurantes.

Recife e Olinda (PE)

De João Pessoa para Recife. Tirei um dia para fazer o basicão das vizinhas Recife e Olinda, começando pela segunda. Com muita chuva, subi e desci ladeiras (pesquisar: as pernas ficam mais torneadas com o peso de fazer esse tipo de atividade sob chuva?), visitando igrejas, lojas de artesanato e outros atrativos. Olinda me lembrou Ouro Preto, só que com praia, ou seja, impossível não amar.

olinda

recifeDe lá para Recife, esse trajeto é bem tranquilo e feito em ônibus municipais mesmo. Já desci direto no Marco Zero da cidade e passeei pelo Centro Histórico e suas pontes, aquelas que a gente vê na TV lotaaaadas de gente no Carnaval ao som do frevo e do maracatu.

Falando em Carnaval, fui também ao Museu dos Bonecos de Olinda (que fica em Recife) e, no outro dia, antes de ir embora, dei ainda uma passada na Praia de Boa Viagem, aquela mesma cheia de tubarões. Mas só caminhei na areia e no calçadão.

Achei a cidade confusa e, pode ter sido impressão, com cara de perigosa! De toda forma, fiquei com vontade de voltar com mais tempo. Dessa vez, foi apenas um ponto de passagem antes de ir a Porto de Galinhas – há transfers, mas dá para ir de ônibus.

Porto de Galinhas (PE)

Cheguei à tarde. Perguntei na pousada para que lado ficava a praia, andei até lá e o que vi me fez pensar que eu havia chegado no lugar errado. Mar alto, batendo na muretinha, com vários barcos… Nada de faixa de areia piscinas naturais, nada.Entrei na internet e tudo indicava que o local estava certo, que era ali mesmo. Não acreditei. Achei que a pousada tinha me enganado de propósito, mas resolvi esperar até o dia seguinte. E qual não foi minha surpresa. Que lugar lindíssimo!

porto

E que incrível esse movimento do mar, que recua, forma as piscinas e, no decorrer do dia, vai subindo até que se transforma no que eu havia visto no dia anterior. Porto de Galinhas é um lugar que vale a pena. Fiquei encantada. Eu, que morro de medo de ondas, lá pude me esbaldar! E tem toda uma estrutura de cidadezinha de praia, com restaurantes, sorveterias, lojinhas, para todos os bolsos.

Maragogi (AL)

De Porto eu fui para Maragogi, mas não tem transporte direto. Minha alternativa mais viável seria pegar três ônibus, fazendo baldeações. Até que a menina da pousada sugeriu que eu comprasse o passeio de barco a Maragogi, que funcionava da seguinte forma: uma van levaria da pousada até a cidade, lá aconteceria o passeio de barco, e depois todos voltavam na van. Menos eu, no caso, que ficaria por lá. Achei mais prático. Acontece que quando chegamos a Maragogi o mundo desabava numa chuva fortíssima. Perguntei se, estando com tudo pago, poderia deixar o passeio de barco para o dia seguinte. Disseram que sim, e foi o que fiz. E que sorte, porque o dia seguinte amanheceu com um sol incrível. E o passeio de barco foi demais.

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São cerca de 5 km até alto mar, onde, curiosamente, a maré é baixa. Eu, em pé, ficava com a água na altura do peito (ok que tenho 1,79 m, mas mesmo para quem não é tão alto dá para curtir tranquilamente). A água é azul, clarinha e linda.

Tinha a opção de fazer mergulho, mas entro em pânico só de pensar. Aluguei um snorkel por 10 reais só para poder colocar a cabeça dentro d’água, ver os peixes e fazer umas fotos posando de mergulhadora profissa. O ruim de Maragogi é que, fora isso, não tem nada para se fazer. Dizem que o bom é ficar em resorts (ryqueza, cadê você na minha vida?) Porque a cidade é pequena, sem estrutura e a praia é bem feinha. Mas no dia seguinte já segui viagem.

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Maceió (AL)

Por fim, mas não menos importante, muitíssimo pelo contrário, adorei Maceió! Cidade linda demais, com preços acessíveis em tudo e sorveterias cheias de sabores. Na cidade, fui às praias de Pajuçara e Ponta Verde. Para explorar a região, comprei um passeio de um dia pelas praias do Francês (parada rápida) e do Gunga, onde passei a tarde. Todas belíssimas. Fui também museus, atrações históricas e ao bairro Pontal da Barra, habitado apenas por pescadores e rendeiras, que ficam tecendo nas portas de suas casas. Fora o pôr do sol arrebatador!

maceio

Foram duas semanas curtindo o clima quente, ora chuvoso, mas sempre agradável do Nordeste. Voltaria fácil a qualquer um desses destinos… Mas prefiro, antes, fechar o que ainda falta: Ceará, Maranhão, Piauí e Sergipe. Êita região grande!

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