Check-in do mês – #4 Novembro/16

Novembro chegou ao fim com uma enorme tragédia que abalou não só quem acompanha futebol, mas o país e o mundo inteiro. Foram mais de 70 mortos no acidente com o avião que levava a equipe da Chapecoense, comissão técnica, jornalistas e convidados para a Colômbia, onde seria disputada a final da Copa Sul-Americana. De toda a tristeza, que é enorme, ficou também a emoção de ver a onda de solidariedade e amor de tanta gente. O mês, para mim, teve ainda outros percalços e notícias ruins. Mas teve coisas boas também, porque a vida está aí para ser vivida a cada dia. Um pouco dos meus preferidos nesse período:

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Na playlist

Quando vi pela primeira vez a propaganda da nova novela das 21h, “A lei do amor”, fiquei intrigada com essa música. Primeiro porque ela me bateu de um jeito que pirei. Segundo porque parecia a voz do Bituca (Milton Nascimento), mas, ao mesmo tempo, parecia que não. Fui atrás e descobri que é um dueto dele com Dani Black, que até então eu não conhecia. Ou melhor, é uma participação especial dele – chamo de auxílio luxuosíssimo! – na música de Dani Black. Aí, já sabem, né? Ouvindo em looping… A letra é uma coisa de tão intensa, a melodia também, os arranjos (aquelas que entende rs) as vozes nem preciso comentar, e o clipe, ao vivo e em preto e branco, é lindo. <3

Na telinha

Acho que não preciso falar que adoro programas sobre viagens! Dos atuais, um dos que mais gosto é o Porta Afora, porque ele foge do óbvio de ficar mostrando lugares e pontos turísticos. Ele mostra pessoas contando suas histórias – outra coisa que adoro. E tem humor! Sob o comando de Fábio Porchat e Rosana Hermann, os convidados participam de conversas leves e divertidas, no sofá da sala de uma casa, com clima super descontraído. É o tipo de programa que eu queria ter… Os temas, que são diferentes a cada edição, informam, mas, mais do que isso, te deixam com vontade de viajar (não que eu precise muito rs). A terceira temporada estreou agora esse mês. No início o programa ia ao ar no Multishow e em primeira mão na Internet, mas agora ele é exibido somente online todas as terças-feiras às 11h, na página do Porta Afora ou do Porta dos Fundos. E depois continuam lá no canal deles no YouTube. Se eu fosse você corria para assistir todos já!!!

Na cabeceira

check-in-4-na-cabeceiraAinda não comecei a “usar” esse livro, mas fiquei tão empolgada com a compra que já quero falar dele. Uma amiga que tem comentou comigo, depois nem lembrei disso mais, até que um dia estava turistando com minha prima no CCBB, entramos na livraria e dei de cara com ele. Quando disse lá em cima o verbo “usar”, é porque esse não é exatamente um livro de ler. Ele é um livro de perguntas. “Uma pergunta por dia” (Editora Intrínseca). As páginas têm formato de agenda e são 365 perguntas para serem respondidas dia a dia durante cinco anos, totalizando 1.825 respostas. A ideia é trabalhar o autoconhecimento e fazer a gente perceber o que mudou – e o que não mudou – nesse tempo. Há desde coisas mais corriqueiras como “o que você comeu hoje”, como mais filosóficas ou profundas, como “qual é sua missão”. Claro que dá para começar a responder em qualquer dia, mas como estou já em clima de fim de ano, deixei para inaugurá-lo em 2017. Assim já começo o ano novo com esse novo propósito.

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Na mídia

Esse texto é sobre a morte e foi escrito pela psicóloga Mônica Raouf El Bayeh no dia de finados (02/11) em sua coluna no jornal Extra. O título é “Enxergar vida na morte. Essa é a verdadeira sabedoria.” Compartilhei porque achei uma visão bem interessante, independente de crença. Depois, com os acontecimentos do mês, foi fazendo mais e mais sentido. “Notícia de morte é parecido com levar um caldo na praia. Você roda. Perde o chão. Quer voltar para a cena anterior onde tudo era conhecido e aceitável. Onde você era feliz e tinha o exato controle da situação. (…) Há vida depois da morte. Todas as religiões dizem. Cada uma a seu jeito. Cada uma com suas promessas. Se acredito em vida eterna, por que me desespero? O que desespera é a saudade. O que não cabe dentro e me inunda de angústia. A cortante lembrança de quem não pode mais me abraçar. Mas não pode mesmo? Que engano. Mortos me abraçam. De todas as maneiras possíveis. Em sonhos, em sensações. Em vozes, em avisos. Em pequenos presentes que me chegam sem avisos e sem remetente escrito. Mas que eu reconheço o remetente. E agradeço. Com a alma feliz como criança. Porque sinto que já não estou tão sozinha. Meus mortos não morrerão. Nunca para mim. Se bordaram em afetos, cores, gostos, lembranças. Trançados para sempre numa trama de bom tricot. Não tenho mortos. Tenho vivas lembranças. Afetos que me preenchem em horas assim mais minguantes. Memórias que ainda sinto. (…) A morte não me cai como castigo. Nem para mim, nem para quem partiu. Morte não é fim. É viagem. Estamos todos a caminho. Morrer não é o que importa. Importante é aproveitar que está vivo para viver de verdade. Para ser mais intenso no que se quer. Melhor no que se pode ser. Generoso. Cativante. Para saber fazer falta. Triste não é morrer. Triste é não fazer falta. Viva como quem pula carnaval no último minuto do baile. Quem sabe que está acabando. Quem precisa agora e para hoje. Viva o hoje como quem não tem amanhã. Porque amanhã, de repente, pode mesmo não ter.” Leia na íntegra aqui.

Na mesa

Esse mês aconteceu o festival Rio Gastronomia. Durante dois fins de semana, os armazéns 2 e 3 do Pier Mauá, receberam estandes de restaurantes premiados, bebidas artesanais e food trucks com cardápios especiais, além de áreas de descanso, decoração linda e supercriativa, atividades para crianças, palestras, aulas com chefs conhecidos e shows – no dia que fui, teve Moraes Moreira. Tudo isso com uma vista linda da Baía de Guanabara. Inclusive tô amando essa “nova fase” da região portuária, que está bonita, bem cuidada, e vem recebendo eventos bacanas, pessoas ocupando o espaço público… Um ganho para a cidade!

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Na mala

check-in-4-na-malaO verão oficialmente ainda não chegou e as temperaturas têm estado até mais amenas do que geralmente costumam estar em novembro. Adoro. Sol com ventinho, tem coisa melhor? E aí já dá para colocar um short na mala. Meu queridinho do momento é esse da Colcci. Não é curtíssimo (problema comum para quem, como eu, tem mais de 1m de pernas!), é “arrumado”, mas tem esse estilinho mais destroyed que eu gosto bastante, é confortável (essencial) e tem a característica que eu mais amo em uma peça de roupa: é versátil. Dá pra usar tanto na praia, por cima do biquíni, com chinelo e regata, quanto com uma blusinha mais arrumada e sapatilha, ou de forma mais esportiva, com tênis. E especificamente nesse dia que posei com a estátua de Tom Jobim, na Praia do Arpoador, percebi um outro ponto postivo: ele sai bem na foto! =P

 Na wishlist

Me julguem, mas vi essa publicação no Facebook e não estou sabendo lidar com tanta fofura. Sim, minha maturidade escorreu pelo ralo. Desejando muito essa pantufa de unicórnio que brilha!!! <3 Eu adoro dormir de meias, adoro estar com os pés sempre quentinhos e adoro pantufas (meu sonho na verdade era poder sair de casa usando). Mas 44,95 euros não dá… Vou esperar popularizar e, quem sabe, algum fabricante no Brasil resolver copiar a ideia.

Feliz por…

Para quem não sabe, sou voluntária da Make a Wish, ONG que atua realizando sonhos de crianças com doenças que colocam em risco suas vidas. Nosso trabalho consiste em visitar as crianças (inscritas através do site), descobrir seus verdadeiros sonhos e, então, correr atrás de parcerias e doações para viabilizar a realização. E em novembro tivemos um sonho muito especial! A festa de 15 anos da Bia, que tem paralisia cerebral – não se movimenta nem fala, mas era só ouvir sobre a festa que ficava toda sorridente e agitada. Mais ainda quando ouvia sobre usar um vestido laranja! Meu grupo – eu, Bruna, Isabela e Célia – fez de tudo para que o grande dia fosse do jeitinho que ela sonhou. Ainda não posso publicar fotos – volto aqui pra editar assim que houver a liberação – mas posso garantir que foi tudo lindo demais e emocionante. Ela estava uma verdadeira princesa, linda, a família toda muito feliz, teve até valsa e muita animação na pista de dança. Aqueles momentos que fazem a gente relativizar os nossos pequenos problemas e parar de reclamar da vida, afinal, só temos a agradecer!

Inspiração

Depois da tragédia uma série de acontecimentos bonitos encheram meu coração de esperança. Os clubes brasileiros se ofereceram para ceder jogadores, os clubes estrangeiros fizeram homenagens em seus jogos, monumentos turísticos em todo o mundo foram iluminados de verde… Mas nada foi tão marcante como o que aconteceu no dia e local em que seria o primeiro jogo da final: em Medellín, na Colômbia, torcedores do Atlético Nacional, que disputaria o título contra a Chape, lotaram o estádio e as ruas no entorno deram uma lição para nós. Sobre empatia, sobre solidariedade, sobre amor ao próximo, sobre respeito. Sobre acreditar que as pessoas são essencialmente boas, que a humanidade não está perdida, que o mundo tem jeito sim. Talvez só falte a gente aprender a julgar menos, estender mais as mãos, e olhar verdadeiramente para os outros – com os olhos do coração, Pequeno Príncipe disse que só assim se vê bem. Tem um ano novo chegando em um mês (e a velha história de que não é o ano que tem que ser bom, é você/eu), mas se quiser dá pra começar a fazer diferente hoje mesmo. Porque a vida não espera. Não é só futebol.

Nuestro pueblo expresó su sentimiento y admiración por los eternos campeones.

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