Morar no exterior: história do Marcelo

“Estou há 1 ano, 2 meses e 10 dias morando em Londres, no Reino Unido. Sim, eu conto cada dia! Antes disso, já tinha passado um mês em Portugal, há 12 anos atrás, mas a passeio. Vim para Londres pela experiência de viver em outro país, com outra cultura, etc. Meu sonho sempre foi o Canadá, mas acabei escolhendo Londres por ser mais fácil para mim, já que, como meus pais são portugueses, tenho cidadania portuguesa e pude tirar o passaporte europeu, que me dá direito a tudo, como qualquer cidadão nascido na Europa. E também por indicação de amigos. Larguei meu emprego, família, amor e vim. A ideia inicial era ficar apenas 3 meses e meio – era o que o dinheiro dava. Acabei conseguindo emprego na minha área e fiquei. Pretendo voltar algum dia, mas não faço a menor ideia de quando.Moro numa casa com mais quatro pessoas, um brasileiro, uma polonesa, um italiano e um checo. Alugo apenas o quarto e divido as áreas comuns. Mas já morei com uma família. Falava bem pouco o idioma (tinha feito um curso de inglês há 15 anos) e não tinha tanta segurança, mas ouvir a língua todos os dias é a melhor forma de aprimorá-la. E não tive dificuldade em me adaptar ou por ser estrangeiro. Foi bem o contrário. Cheguei aqui na época da Copa do Mundo no Brasil. Era tratado como um famoso, faziam muitas perguntas. O único problema de morar longe (muito longe) é a falta da família e amigos. Às vezes bate um sentimento de solidão. Mas de resto estou bem tranquilo.

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Tive ganhos profissionais e pessoais, mas acho que o lado pessoal ganhou mais. Ser independente te obriga a ver tudo com outros olhos. E viver numa cultura que não é a sua traz muitos benefícios. É um aprendizado diário.

Mas a realização de um sonho nunca é fácil, exige muito planejamento, esforço, trabalho, dinheiro e muitas horas de ansiedade. E ter o apoio da família e amigos é primordial. Deixo uma mensagem para quem tem vontade de morar fora e ainda não se decidiu: vá!”

Por Marcelo Mateus, designer, carioca.
Fotos: Arquivo Pessoal.

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