Mini Gentilezas: itens de hotel que você não usa fazem a diferença para muita gente

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Logo que o Projeto Mini Gentilezas foi lançado, em maio de 2016, vi um post – esta imagem aí em cima – e fiz contato porque adorei a ideia e queria divulgar no blog, já que tinha a ver com viagem, mas, principalmente, porque se tratava de uma ação bacana demais. Eu tinha feito recentemente uma arrecadação/distribuição de cobertas e agasalhos para moradores de rua e acabei tendo um contato um pouco mais próximo com essa realidade que sempre me sensibiliza muito.

A partir disso, é claro que me empolguei e fui juntando sempre que conseguia pegar os amenites para doar. (Amenities é um nome internacional chique para os famosos produtinhos de higiene disponibilizados em hotéis e, às vezes, aviões, como sabonetes, shampoos, entre outros).

Agora, um ano depois, resolvi bater um papo com a Karina Rocha, que é uma das idealizadoras do projeto, para explicar melhor como funciona, contar o que já mudou nesse período de existência e divulgar cada vez mais essa ideia que eu acho simplesmente sensacional.

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História do Mini Gentilezas

O Mini Gentilezas nasceu como parte do Projeto 365 Dias de Agir, da ONG Argilando, que une voluntários e instituições em torno de interesses comuns, transformando necessidades sociais em oportunidades de participação solidária. “Esse projeto propõe que as pessoas escolham dias do ano para fazerem ações no bem. O Israel Mesquita, que coordena o projeto comigo, fez a arte do Mini Gentilezas como sua ação do dia 04/05/16 para divulgarmos pedindo doação de Amenities que seriam repassados para pessoas em situação de rua. A peça foi feita com o meu telefone para os que quisessem doar. E foi uma loucura! Mais de 5 mil compartilhamentos em 48 horas. Meu telefone recebia mensagem do país inteiro. Nem a ONG, que já lidava com outros projetos, conseguia acreditar. Percebemos o potencial do projeto e no dia 12/05 colocamos a página do Mini Gentilezas no ar”, conta.

Onde e como doar

A ótima repercussão fez com que os resultados fossem muito maiores do que esperavam e, assim, a ideia foi se expandindo. Hoje, acontece em várias cidades de 11 estados brasileiros, além da Califórnia, nos Estados Unidos – para ver a lista completa clique aqui.

Para que o projeto chegue a uma nova cidade, é preciso que uma pessoa ou instituição entre em contato. O trabalho funciona com base em três pilares: Ponto de coleta (local para receber e repassar as doações, que possa ser divulgado abertamente nas redes sociais); Parceiro Mini (grupo de atendimento a pessoas em situação de rua ou qualquer iniciativa já existente de atendimento para fazer o repasse); e Voluntário central (para receber as doações dos pontos, descartar os vencidos, contabilizar, nos enviar os relatórios e passar para a instituição).

Cada uma das cidades tem um local para triagem, a maior parte nas casas dos voluntários. Todos os produtos são verificados um a um para checar a validade, descartados quando necessário, e separados por tipo. Depois tudo é contabilizado, gerando um relatório de resultados. Por fim, tudo é enviado para o parceiro de cada cidade. “O Mini Gentilezas não faz a entrega direta para os amigos das ruas. Repassamos para os parceiros por acreditar que podemos somar com esses trabalhos que já existem com tanto mérito entregando refeições e cobertas nas ruas. São eles que decidem como será a distribuição de acordo com as possibilidades e características do trabalho de cada um”, explica.

Desafios

Ela lembra que o maior desafio quando o projeto surgiu foi desenvolver a metodologia social com esses três pilares e fazer tudo funcionar, o que já está acontecendo. “A gente costuma dizer que o objetivo é deixar a máquina girando. Doações chegando, curtidas nas páginas crescendo, novos pontos e cidades nascendo. Se isso acontecer redondinho, estamos no caminho certo”, afirma.

Hoje o projeto segue em busca de novas formas de divulgação e artes que atinjam mais pessoas. Só assim as doações vão continuar chegando. “Por mais que a gente saiba quantas pessoas são atendidas em cada parceiro Mini, não significa que as doações do mês foram suficientes para todas”, diz.

Quem não viaja também pode colaborar juntando alguns produtos que tem em casa e que, por algum motivo, não estão mais sendo usados.

Para Karina, o momento, agora, é de agradecer. “Tanto ao time de voluntários, quanto os parceiros que realmente colocam a mão na massa e fazem com que as doações cheguem a quem precisa, quanto aos doadores. As pessoas confiam no nosso trabalho sem nunca terem nos visto. Isso é lindo mas é uma responsabilidade enorme. As doações chegam com bilhetes emocionantes de pessoas que acreditam que o pequeno pode fazer diferença para o próximo.  Só temos muito a agradecer. O Projeto Mini Gentilezas funciona por que é simples, é simples porque funciona”, finaliza.

 

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