Tiradentes (MG): 8 passeios para fazer no centro histórico

A cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, é um lugar para ser explorado a pé e com calma… Cada ruazinha de pedra, cada construção antiga mantida em suas características originais, portas e janelas coloridas, tudo é encantador!

O ideal é ter um tempinho para desfrutar do ótimo clima (e não estou falando de meteorologia, ok?), sentar nos restaurantes de comidas típicas, se acabar nos doces mineiros na hora da sobremesa, conhecer o belíssimo artesanato… No meu caso, fiz um bate e volta a partir de São João del Rei – fui na Maria Fumaça e voltei de ônibus. Fiquei apenas um dia ou nem isso, mas, como é uma cidade pequena, foi possível conhecer os pontos principais.

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Pontos turísticos de Tiradentes

Chegar ao centro histórico de Tiradentes é fácil. Se o ponto de chegada à cidade for a rodoviária, ela fica bem no meio dele; se for a estação de trem, basta seguir por uma rua reta (eles te informam lá) por cerca de 10 minutos. Dando um zoom e navegando nesse mapinha dá para ver melhor:

Largo das Forras

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Cidade do interior que se preze tem uma pracinha onde tudo se concentra. E a de Tiradentes é o Largo das Forras, com projeto urbanístico atual de Roberto Burle Marx. É, digamos, o ponto central do centro histórico. Lá estão restaurantes, bares, docerias, lojinhas, pousadas, crianças correndo, adultos sentados nos bancos, cavalinhos em charretes que oferecem passeios a turistas… De lá é tranquilo ir andando a qualquer lugar na parte histórica. Endereço: Rua Silvio Vasconcelos, 86.

Chafariz de São José de Botas

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Foi construído em 1749, em estilo barroco (tem “cara” de igrejinha), e abastecia a cidade com água potável em três fontes que ficam na parte da frente (dizem que ainda está em funcionamento, mas quando fui não estavam). Nas laterais há dois tanques, um que era usado para abastecimento de animais e o outro usado pelos escravos. E, no meio, um São José em um oratório.
PS: Apenas muito amor por esse nome! <3 Sério, fico imaginando uma cena literal de São José… de botas. Será? Li que ele era o padroeiro dos tropeiros. Endereço: Largo do Chafariz.

Igreja Matriz de Santo Antônio

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Um dos cartões-postais da cidade, é a igreja mais famosa e, na minha opinião, a mais bonita. A fachada é obra de Alejadinho e data do século 18. Do lado de dentro, muito ouro (mas é proibido fotografar). Fica em um dos pontos mais altos da cidade (prepare as pernas para chegar até lá) e, por isso, de quase todos os lugares é possível vê-la. Endereço: Rua da Câmara, s/nº.

Museu Padre Toledo

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É um casarão lindíssimo por fora e por dentro. Foi construído no século 18 e era o local onde aconteciam as reuniões dos inconfidentes (adoro isso, adoro estar em lugares assim cheios de história, fiquei lá pensando tanta coisa). Pertencia ao líder do movimento, Padre Carlos Correia de Toledo e Medo. Restaurado e muito bem conservado, hoje é um museu com peças de mobiliário e obras de arte. Endereço: Rua Padre Toledo, 190.

Estátua de Tiradentestiradentes-estatua

O mártir da Inconfidência Mineira Joaquim José da Silva Xavier foi mais conhecido pelo seu apelido, que depois passou a dar nome à cidade onde passou grande parte da vida. Antes lá se chamava Vila de São José do Rio das Mortes – ele nasceu em uma fazenda em território que ficava entre o que hoje são as cidades de Tiradentes e São João del Rei. A estátua, toda em bronze, foi inaugurada em 2002, em homenagem aos 300 anos de fundação da cidade. Endereço: Largo do Sol (em uma esquina perto do Museu Padre Toledo).

Museu de Sant’Anna (Arte Sacra)

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Funciona no casarão onde antigamente era a cadeia, construída em 1730, destruída por um incêndio em 1829 e reconstruída em 1833. Na década de 1980 foi transformada no museu, que tem peças doadas de acervos particulares. Não visitei porque não sou muito chegada em arte sacra, mas entrei na parte que podia. Endereço: Rua Direita, s/nº.

Capela São Francisco de Paula

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Pequena, simples e uma gracinha! Mas seu principal atrativo, na verdade, é a localização, no topo de uma colina de onde se tem uma vista panorâmica de Tiradentes.

Deixei para subir até lá no fim do meu passeio, mas nem foi propositalmente, foi porque na primeira tentativa eu peguei uma rua errada e fui parar em outro lugar. Mas relaxa, é facílimo de ir, eu é que sou péssima com mapas mesmo. Na dúvida, pergunte qualquer pessoa – se for morador, conhece; se for turista, deve estar indo pra lá também. Acabou que deixar para o fim veio a calhar, porque eu estava morta e aproveitei para me sentar no gramado, sentir o vento bater e, claro, curtir a vista que se tem de lá, com a Igreja da Matriz no topo, as montanhas ao longe… Foi onde senti melhor o tal clima não meteorológico que falei lá no começo. Endereço: Largo de São Francisco (Rua Nicolau Panzera).

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Ateliês

Os lugares históricos são os mais visitados pelos turistas, mas Tiradentes tem muitos outros atrativos, com destaque para o artesanato. Logo que cheguei à cidade me chamou a atenção a quantidade de lojas com cerâmicas, esculturas, pinturas, tecidos, etc, para todos os gostos. Fiquei encantada, não só pela beleza dos produtos, mas porque acho que um lugar que tem arte sempre tem uma ‘vibe’ mais agradável, mais convidativa… Dá vontade de sair comprando tudo! Há inclusive um projeto bem bacana chamado “Rota dos Ateliês”, em que os artistas deixam seus ateliês abertos para a visitação pública.

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Dicas para visitar Tiradentes

Vá de tênis. As ruas são do tipo “pé de moleque”, pedras bem irregulares e há muitas ladeiras. “Ah, mas eu tenho uma sapatilha que é superconfortáv…” NÃO!!! Vá de tênis! Tênis esportivo, de caminhada, solado apropriado. Uma garrafinha de água também ajuda. E leve dinheiro, pois muitos estabelecimentos e até mesmo museus não aceitam cartões.

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