12 lugares para fazer trilha no Brasil + dicas de segurança

Uma forma de explorar as belezas do país que vem ganhando cada vez mais adeptos é fazendo trilhas. A atividade está em alta e, para muitos, já se tornou quase um “estilo de vida”. Como não é muito a minha praia, pedi dicas a amigos para listar as melhores trilhas. Veja algumas sugestões:

Trilha da Costa da Lagoa, Florianópolis: Margeia a Lagoa da Conceição, passando por um trecho de Mata Atlântica com algumas poucas casas. Pra acessar, tem que ir até o final da rua João Henrique Gonçalves, onde começa a trilha, que é bem fácil, cerca de duas horas e meia caminhando. Às vezes pode estar meio escorregadio, mas no geral ela é bem aberta. O final é no centrinho da comunidade da Costa da Lagoa e qualquer um sabe indicar o caminho da cachoeira, que é a recompensa no final. A volta pode ser pela trilha ou de barco.

Serra do Cipó, Minas Gerais: Bem próxima a Belo Horizonte, possui várias cachoeiras e piscinas naturais. A mais famosa é a Cachoeira do Tabuleiro, terceira maior do Brasil, que pode ser acessada com uma caminhada que dura de uma hora e meia a duas horas, saindo da entrada do parque e indo até a base. O trajeto é simples, apenas no final fica mais difícil, já que é preciso passar sobre as pedras. Já para ter uma bela vista da parte de cima, sem chegar muito perto, a caminhada é de apenas meia hora, também partindo da entrada do parque.

Parque Nacional de Itatiaia, Rio de Janeiro: Fica em um lugar chuvoso, então é sempre bom consultar a meteorologia antes. E é preciso ir bem agasalhado, com capuz que cubra as orelhas, blusa de manga longa de algodão, uma de tricô e uma que quebre o vento, além de protetor solar e um tênis bem resistente. Além disso, é uma trilha difícil.

Parque Estadual da Serra da Ibitipoca, Minas Gerais: Também são trilhas com indicações de segurança, bem sinalizadas com as distâncias, e há funcionários do parque que passam de moto o tempo todo para verificar se está tudo bem.

Pedra da Gávea, Rio de Janeiro: Do topo e do caminho possui uma das vistas mais incríveis da cidade. É considerada de nível difícil, com alguns trechos bem íngremes. A duração média da subida é de duas horas e meia.

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Morro Dois Irmãos, Rio de Janeiro: Também famoso pela bela vista que se tem da cidade, fica na Favela do Vidigal, entre os bairros do Leblon e de São Conrado. A trilha é moderada, sendo cerca de 1,5 km de extensão e a subida leva entre uma e duas horas, dependendo do condicionamento de cada pessoa. Mas não tem apoio nenhum nem fiscalização. Há equipes que levam, mas dá para fazer por conta própria com um grupo de amigos.

Praia de Naufragados, Florianópolis: Fica na ponta mais ao sul e dá mais ou menos uma hora de caminhada bem tranquila, no meio do mato e quase toda plana (só no final que tem um morro para subir/descer). Se chega em uma praia incrível, com uma vila de pescadores que não tem nem energia elétrica, cercada por morros. Da ponta direita da praia dá pra fazer uma trilha subindo o morro até o Farol, ou cruzar o morro até outra praia, de rochas. Para acessar a trilha tem que ir até o fim da linha do ônibus Caieira da Barra do Sul, ou, se for de carro, ir até o final da estrada que vai para o sul da ilha e lá pegar a entrada da trilha (tem estacionamentos pagos). A volta também pode ser pela trilha ou de barco.

Parque Estadual de Campos do Jordão, São Paulo: A trilha do Rio Sapucaí tem quase 3 quilômetros ao longo da Floresta de Araucárias e é categorizada como difícil, mas há quem ache tranquila.

Praia de Lagoinha do Leste, em Florianópolis, Santa Catarina: A trilha começa na Praia de Pântano do Sul e leva 1 hora. A subida e a descida são bem íngremes. Para quem não tem experiência, o grau de dificuldade é médio / alto. A vista é bem bonita!

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Alto Paraíso de Goiás: As trilhas têm sinalização constante de onde ir e, nos pontos mais, íngremes há o apoio de “corrimões”, além de mensagens educativas de alerta. Antes do início o visitante é obrigado a ver um vídeo de dois minutos que explica sobre o local e dá instruções de segurança e a assinar um termo de responsabilidade com informações sobre preservação da natureza. O Parque é gratuito.

Outra trilha na Chapada dos Veadeiros que pouca gente faz é uma caminhada de cerca de 12km pelo Cerrado, num local que não é marcado e, por isso, é preciso ir com alguém que já conhece o lugar, para não se perder. Vale lembrar que nesses lugares têm muitos guias que são nativos que antes trabalhavam explorando a terra e hoje trabalham como guias, portanto é interessante incentivar isso contratando guias locais. No final dessa trilha tem uma cachoeira e uma vista incrível do vale. É bom levar bastante água e alguma coisa pra comer, porque não tem absolutamente nada no caminho e muito menos no final.

Foz do Iguaçu, Paraná: Dentro do Parque Nacional, que é todo monitorado, com uma estrutura de apoio grande, transporte interno, passarelas, sinalização e guias nos passeios contratados. A trilha é fácil e é uma opção para quem quer chegar a diferentes pontos de observação das Cataratas.

Como fazer trilhas com segurança

Mas, para fazer trilhas sem riscos é importante tomar alguns cuidados básicos. O professor de Esportes de Aventura e da Natureza do IBMR, Carlos Sandro Carpenter, listou alguns:

– Informe-se sobre o tipo de trilha que deseja realizar. Qual a duração, o grau de dificuldade, o tipo de terreno… Certifique-se também de que no grupo tenha algum participante que já conheça o caminho. E nunca faça trilha sozinho. No mínimo, faça em dupla. Para trilhas mais pesadas ou quando é necessário maior segurança, pode ser importante a presença de um profissional!

– Esteja em dia com a preparação física. Não é necessário ser atleta, mas é importante saber que o esforço físico trará algum desconforto.

– Use roupas leves, que permitam que o suor escorra e evapore. Poliamida ou poliéster são bons materiais. Já o algodão deve ser evitado. Para os pés, escolha calçados fortalecidos e com sola de borracha, mas não é necessário ser bota ou algo muito fechado, que impedem a transpiração. O mais importante é ser aderente, resistente e confortável, para não causar bolhas.

– Leve uma mochila pequena com água (cerca de 1 litro) e objetos leves e práticos, como canivete, fita adesiva, protetor solar , saco de lixo, kit de primeiros socorros (luva, band-aid, esparadrapo, gaze, tesoura, antisséptico, etc), outro par de meias e mais uma camisa. Se a duração for maior que uma hora, leve também um isotônico.

– Tenha um documento e um contato de emergência no bolso, de forma que esteja em seu próprio corpo, e não na mochila. Especialmente em trilhas longas, há casos de pessoas que se perderam e/ou perderam a consciência. A identificação irá ajudar na hora do resgate.

– Se a caminhada for intensa, aposte em alimentos calóricos como chocolate, doces, biscoitos, pois eles mantêm suas reservas de energia, além de serem fáceis de carregar. E lembre-se de não comer tudo até retornar ao ponto de partida, pois pode haver algum imprevisto e ter uma reserva de alimentos é necessário.

* Trilhas indicadas por Brunna Leôncio, Karine Kerr, Lenilton Araújo e Viviane Carlotti
Fotos: arquivo pessoal

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