Museu de Anne Frank em Amsterdã: história e como visitar

Um dos meus livros favoritos da vida é o “Diário de Anne Frank”. Nem sei quantas vezes o li na minha adolescência, mas foram várias. Entre uma leitura e outra, hábito que amo e sempre cultivei, lá estava eu na biblioteca pegando o mesmo livro outra vez. Guardadíssimas as devidas proporções, que são infinitamente imensas, eu me identificava com alguma coisa ali…

História de Anne Frank

Alemã de origem judaica, ela se mudou com a família para Amsterdã para fugir do nazismo, mas, quando a região também foi invadida, passaram a viver escondidos , junto com outra família, em um espaço do prédio que ela passou a chamar de “Anexo Secreto”.

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Lá ela passava o tempo escrevendo sobre sua vida, seus sonhos, seus medos, sempre tendo a guerra como pano de fundo. O caderno havia sido um presente de seu pai no aniversário de 13 anos, antes da ocupação nazista acontecer. Foi também seu pai (único da família que sobreviveu) quem encontrou e publicou seus escritos em 1947, convencido por amigos. O sucesso foi grande e, desde então, é um dos livros mais traduzidos no mundo todo.

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Páginas originais do diário (Foto: © Anne Frank House)

Por isso fiquei muito ansiosa quando, em Amsterdã, tive a chance de visitar o Museu Anne Frank, que é o lugar onde ficaram escondidos e foi posteriormente (mais precisamente em 1960) transformada em museu pelo seu pai, que lutou pelos direitos humanos até seu falecimento, em 1980. Uma pena que lá dentro não é possível fotografar. E não tenho registro sequer do lado de fora, embora não tenha uma fachada ou algo do tipo, externamente é só um prédio comum mesmo. Mas não dava para ser enquadrado de perto e, para enquadrar de longe, só atravessando o canal. =D Além disso estava chovendo e passei o tempo na fila de espera encostada no cantinho pra não me molhar. Sempre penso que, independente disso, eu devia ter fotografado. Fica para uma próxima.

Fiz um print no Google Earth (é o prédio maior e mais largo, com a parte de baixo branca) e as demais fotos que ilustram esse post são divulgadas para a imprensa pelo site oficial do museu.

Museu de Anne Frank

Na entrada do museu os visitantes podem pegar gratuitamente um guia disponível em várias línguas, português inclusive (dá pra abrir aqui um .pdf se quiser saber mais), que explica detalhes da história e conta como as coisas aconteciam em cada cômodo.

Quarto (© Anne Frank House)

Todos são decorados da forma como eram na época e há uma a estante giratória construída para esconder a entrada para o anexo – esse espaço é o único onde os quartos são vazios, por opção do pai de Anne, para simbolizar os milhões de pessoas que foram levadas pelos nazistas e nunca mais voltaram. Mas há maquetes que mostram como esse espaço era.

O guia e permite visitar os espaços sem se perder, embora eu tenha seguido o fluxo – até porque, pelo que me lembro, há escadinhas bem estreitas ou corredores que levam de um cômodo a outro. Há também muitos escritos e fotos originais, trechos do diário, além de exposições temporárias sobre assuntos relacionados.

Não sei se por já ser fã dela e de sua história ou pelo peso de estar em um local e saber como tudo aconteceu, mas foi um passeio que mexeu muito comigo. Posso apostar que ninguém sai de lá da mesma forma que entrou.

 

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Como visitar

O museu ou Casa de Anne Frank em Amsterdã funciona todos os dias de 9h às 21h (aos sábados até 22h) e o ingresso custa 9 euros para adultos, 4,50 entre 10 e 17 anos, e é gratuito para crianças de até 9 anos. O endereço é Prinsengracht, 263-267 (20 minutos da Estação Central; bondes 13, 14 e 17; ou ônibus 170, 172 e 174; descer no ponto Westermarkt). Enquanto não posso voltar lá, vou reler, mais uma vez, o livro.

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