Região de Belém, em Lisboa: o que visitar?

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A região de Belém é uma das mais famosas e tradicionais de Lisboa. Historicamente, ela tem ligação com o período dos descobrimentos. Era de lá que saíam as embarcações rumo às Índias e outros lugares a serem explorados pelos portugueses – e, numa dessas, como vocês bem sabem, chegaram até o Brasil.

Essa parte da cidade merece um dia todo – ou pelo menos uma manhã e parte da tarde – só para ser explorada. Lá se concentram vários pontos turísticos importantes e mesmo icônicos, alguns considerados Patrimônios da Unesco. Ou seja, é impensável passar por Lisboa sem ir a Belém.

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Região de Belém em Lisboa: o que fazer

Torre de Belém

Uma história que achei interessante foi descobrir que a Torre foi construída no meio do rio, mas, com o tempo e algumas alterações no curso, acabou ficando junto à margem, ligada apenas por uma ponte pequeninina. Faz parte da visita passar uns bons minutos do lado de fora, observando de cada ângulo, porque é realmente monumental. Ainda mais se a gente imaginar que a construção é de 1519!

Durante todo esse tempo a Torre de Belém já foi prisão, forte, alfândega e farol. Hoje é o ponto turístico mais famoso e mais visitado de Portugal. E é tombada como Patrimônio da Unesco.

Além de visitar as dependências todas, dá para subir lá no topo, de onde se tem uma bela vista da região – embora, no dia que fui, São Pedro não tenha colaborado muito. A subida é por uma escadaria bem íngreme e estreita, e é feita por etapas, com um guardinha em cada uma delas orientando a subida e a descida, já que não dá para passar duas pessoas ao mesmo tempo.

Endreço: Av. Brasília / Preço: 6 euros ou 12 euros o combo Torre + Mosteiro

Padrão dos Descobrimentos

Ainda nas margens do Rio Tejo está o Padrão dos Descobrimentos. Quando fui ele estava em reforma e, por isso, a fachada – que mostra figuras dos grandes navegantes – estava toda coberta. Mas, do lado de dentro, tinha uma exposição. E, no topo, mais uma bela vista panorâmica de Belém – dessa vez a subida foi de elevador. 🙂

No chão, à frente, a calçada tem desenhos de mapas e outras referências aos descobrimentos portugueses. Lá fica uma mensagem explicando: “Esta Rosa dos Ventos foi oferecida a Portugal pela união da África do Sul no V centenário do Infante D. Henrique, cujo gênio tornou possível a descoberta do Cabo da Boa Esperança”.

Endereço: Av. Brasília/ Preço: 4 euros

Mosteiro dos Jerônimos

Fica do outro lado da rua e, se estiver no Padrão dos Descobrimentos, a travessia é feita por uma passagem subterrânea. Se estiver na Torre, é só seguir normalmente pela rua – tipo siga o fluxo, todo mundo está indo para lá. É um dos lugares mais lindos que já conheci e também é tombado como patrimônio pela Unesco.

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A construção, erguida em 1501, tem estilo manuelino e uma riqueza de detalhes impressionante, tanto no interior como no exterior. Da mesma forma que a Torre, é louco pensar na época em que foi construído… O Brasil tinha acabado de ser descoberto e eles já tinham um monumento desse porte!

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O Mosteiro é enorme, tem diversos cômodos, salas com exposição, dá para passar um bom tempo explorando cada canto. Lá estão também os túmulos dos escritores Fernando Pessoa, Luiz de Camões, e do navegador Vasco da Gama.

Endereço: Praça do Império / Preço: 10 euros ou 12 euros o combo Mosteiro + Torre

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Jardim da Praça do Império

Eu adoro jardins, mas confesso que nem sabia da existência desse. Quando estava saindo do Mosteiro para atravessar para o Padrão, passei por ele e fiquei encantada com tanta beleza. Depois, do alto do Padrão, tive uma vista ainda mais privilegiada. Vale parar um pouco para apreciar, sentar, descansar…

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Endereço: Praça do Império / Preço: gratuito

Pastéis de Belém

Saindo do Mosteiro, vá saborear os legítimos pastéis de Belém – fora dessa região eles são pastéis de nata. Expliquei melhor sobre isso no post sobre o Tour Gastronômico em Lisboa. Resumindo, as receitas em Portugal são muito tradicionais, de anos, não é algo compartilhado para quem quiser fazer. Como o pastel já era fabricado em Belém, outras pessoas que quiseram fazer (pelo sabor e consistência dava para saber mais ou menos os ingredientes), passaram a chamar de pastel de nata.

A loja Pastéis de Belém existe desde 1837 e é famosa por ser (ou se autodenominar) a única fábrica dos pastéis de Belém. As filas são grandes, mas andam rápido – tanto a de quem vai entrar para sentar e comer, quanto a de quem vai pedir para viagem, o que foi meu caso. Os pastéis vêm embaladinhos, com dois sachês de açúcar refinado e canela e uma sacolinha. E são quentinhos, feitos na hora. Ou, como dizem os portugueses, acabadinhos de fazer. Hummmm…

Endereço: R. Belém 84-92 / Preço: dois pastéis por 2,10 euros.

MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia)

Voltando às margens do Tejo está o novíssimo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia. Quando fui, ele tinha acabado de ser inaugurado, acho que na semana anterior. Então o funcionamento ainda não estava 100%, segundo me informaram, e acabei não indo. Mas não tenho nenhuma dúvida de que é um programa que vale a pena.

Foto: Instagram @maatmuseum

Endereço: Av. Brasília / Preço: 5 euros (até março de 2017)

Rio Tejo

O próprio rio, aliás, é uma atração à parte. Da região de Belém se tem aquele visual clássico dele com a Ponte 25 de Abril e o monumento do Cristo Rei do outro lado da margem. Especialmente do lado do Padrão dos Descobrimentos, ótimo lugar para sentar e apreciar. Se quiser, pode até aproveitar para fazer um lanche, que foi o que fiz. “Almocei” um cachorro quente maravilhoso (tem bacon, gente!) de um carrinho que fica em frente ao Padrão (custa 3,50 euros, mas é bem farto). E vendedora, Silvia, é uma simpatia!

Como chegar

Minha hospedagem em Lisboa era na área mais central e, nos outros dias, fiz praticamente tudo a pé, pois os bairros como Chiado, Baixa, Alfama, Bairro Alto, ficam próximos uns dos outros e na mesma região. Mas Belém fica do oooutro lado e não é atendida pelo metrô.

Por isso optei por ir no ônibus turístico da Yellow Bus. Acho esses ônibus ótimos porque eles percorrem diferentes pontos na cidade toda, com áudioguia contando mais da história de cada local, além de ter a opção de descer e subir novamente em vários pontos. Como era o último dia, passei por lugares que já tinha visitado, mas desci somente em Belém, onde fiquei até o meio da tarde.

Mas é possível ir também de bonde (Eléctrico Carreira 15) e de ônibus (Comboios número 728, 714, 727, 729 ou 751)

Passeios em Belém, Lisboa

Eu fiz primeiro a Torre, depois o Mosteiro, depois voltei para o Padrão, mas acho que essa ordem que coloquei aqui é a melhor e mais otimizada para visitar a Região de Belém: Torre, Padrão, margens do Rio, depois atravessar para o Mosteiro e os pastéis, aí cruzar a passarela de volta à margem para o MAAT. Mas, no fim das contas, a ordem é o que menos importa… Vê só no mapinha como tudo é perto!

* Agradeço à Torre de Belém, ao Mosteiro dos Jerónimos e ao Padrão dos Descobrimentos pela cortesia nos ingressos, mas deixo claro que este texto reflete somente minha opinião pessoal, mantendo meu compromisso de transparência com os leitores.

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