Check-in #14 – Setembro/17

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Em setembro eu fui da neve do Chile ao sol da Bahia. Da primavera florida e úmida do Rio à chuva depois de uma secura de três meses em Minas Gerais. Mas esse aqui não é um texto para falar de viagens… E sim para compartilhar, como sempre, o que curti nesse mês, em meio a tudo isso! Utilizando uma gíria antiga, posso dizer que foi “tudo azul” – lá no fim vocês vão entender porquê. 🙂

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Na playlist

Mais uma vez não fui ao Rock in Rio. Mais uma vez até comprei, mas acabei vendendo. Sei lá. Um dia, quem sabe. Por enquanto tem sido bom curtir do meu sofá. E foi assim que assisti a shows memoráveis. Para mim, o melhor momento – entre tantos, tantos, tantos – foi quando o Aerosmith tocou Cryin’. Desde então não parei de ouvir… E o que é a energia do Sr. Steven Tyler, gente?

Na cabeceira

Um clássico – ou seria O clássico – de Jane Austin, “Orgulho e Preconceito” (Ed. Martin Claret), foi minha (re)leitura do mês. Estou focada em livros de/para mulheres, com gancho nessa história de viajar sozinha, de encorajar mais gente a sair por aí. E a literatura, mesmo a de ficção, pode ser uma arma poderosa para dar uma chacoalhada na nossa forma de pensar e ver o mundo. Depois vai ter um texto com as dicas todas reunidas, mas por enquanto, sigo aqui ainda absorvida pela história de Elizabeth, Sr. Darcy e Cia… Daqueles que a gente lê desenfreadamente para saber como a história vai se desenrolar e, no fim, lamenta ter acabado tão rápido. #QuemSempre

Na telinha

Vi pouquíssima coisa esse mês, mas, por acaso, um dia no GNT (já falei que é meu canal preferido?) me deparei com a série “Eu sou assim”, que fala sobre inclusão. A cada episódios, um tema diferentes: autismo, deficiência auditiva, Síndrome de Apert ou de Down, entre outros – e sempre dois personagens da mesma história: uma criança e sua família, buscando entender a nova realidade; e um adulto mostrando que é possível levar uma vida feliz. É um assunto que me toca muito, especialmente por eu ter deficiente na família e, por isso, sempre convivi de perto com essa realidade. E acho de extrema importância que seja algo abordado dessa forma sem tabus (pra que, gente?), com foco na superação e de forma muito sensível. Assistam!

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Na mídia

Eu sempre preferi ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. E sempre gostei de me posicionar. Só que em tempos de redes sociais, se manifestar virou meio que uma obrigação e, ultimamente toda e qualquer opinião virou um duelo de egos. E às vezes é tudo tão rápido, tão confuso, que acho mais prudente só observar os fatos, ao invés de tomar um lado e me manifestar. Evitando a fadiga. Por tudo isso, me identifiquei com esse texto da Nina Lemos na Revista TPM sobre a galera que quer sempre ter uma opinião para tudo e, mais que isso, uma opinião sempre “lacradora” na internet medida por likes. “Ai, a angústia do lacre, essa devia ser estudada como um novo fenômeno contemporâneo. Muito maravilhoso a gente se aceitar, falar não, expor quem a gente é. Mas, pelo amor de Deus, não vamos aumentar a nossa lista de obrigações (em geral com a gente mesma). E que a gente dê nossos tapas na cara da sociedade. Mas também tenha direito ao tombo. Sim, todos nós às vezes tombamos na BR. Aceite.”

Na mesa

Não dá para ir à Bahia e não comer acarajé, né? Na minha viagem recente a Porto Seguro conheci o Acarajé da Neuza durante o city tour que fiz ao Centro Histórico da cidade. O camarão limpinho, diferente de muitos – não que seja errado, é só uma variação na forma de fazer – tudo preparado no maior capricho. Delícia!

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Na wishlist

Amo sotaques. Chegar a cada lugar do Brasil e ver/ouvir as formas diferentes como as pessoas falam – mesmo que, às vezes, eu nem consiga entender. E amo meu sotaque. Há anos morando fora do meu estado, situação em que muitos acabam amenizando os regionalismos, eu faço questão de manter esse jeitin de falar que é dos mió que tem. Daí fica impossível não querer essa brusinha da Farm.

Feliz por…

Meu time foi campeão da Copa do Brasil. Nem sou de ficar falando de futebol aqui, porque sei que tem gente que acaba levando como algo pessoal e pode acabar deixando de acompanhar o blog por eu torcer por um adversário ou rival. Mas lá no “quem sou eu” eu falo que sou cruzeirense, considero algo importante para mim. E, num momento feliz como esse, eu não poderia deixar de comemorar. Porque foi, sem dúvidas, o momento mais feliz do mês. Depois de um empate no primeiro jogo fora de casa (ou aqui, na minha atual casa), e outro empate no Mineirão, em Belo Horizonte, uma disputa por pênaltis e, enfim, a vitória e o título! Estádio lotado – recorde de público, uma onda azul de felicidade. Eu aqui de longe, sentindo toda aquela energia, meu coração com certeza estava lá!

Para inspirar

Fui convidada para ser jurada de uma gincana de alunos da Escola José Manoel, onde estudei praticamente minha vida toda (da primeira série ao primeiro ano do segundo grau). Foi muito bom voltar, ver como algumas coisas mudaram – e como muitas continuam iguais! Eu acredito muito na educação, na importância da escola no desenvolvimento pessoal mesmo, muito além de só o aprendizado formal. Valorizo demais tudo isso. Fiquei feliz com o convite, fiz questão de participar. Em tempos tão difíceis, de educação tão desvalorizada, de reformas tão prejudiciais ao ensino (público, principalmente), foi inspirador ver o empenho dos alunos e o resultado das tarefas – que por sinal eram muito criativas e interessantes.