Quando eu digo que deixei de te amar, é porque te amo…

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As manhãs de outono não têm sido fáceis. Nem as noites. Durante o dia vou me virando, mas sempre aquela dificuldade para dormir e, depois, para acordar. Não pelo outono em si, que por aqui segue quentinho e com vento. Mas pelo emaranhado de pensamentos que de repente se alojaram na minha cabeça, gerando algumas crises de ansiedade que só quem tem sabe como é.

Sempre gostei de escrever. Sempre foi minha diversão preferida, meu lazer, e mais tarde acabou, inevitavelmente, se tornando minha profissão. As loucuras do mercado profissional me geraram (e geram) um desgaste grande – prazer não paga contas, afinal. E resolvi que um blog poderia ser uma boa forma de praticar o tipo de escrita que eu gosto, que me faz feliz. Assim nasceu o Mariana Viaja, despretensiosamente, há quatro anos.

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No começo eram só uns pensamentos soltos sobre as viagens que eu já tinha feito por aí. Depois de um ano percebi que eu poderia levar de forma mais profissional e comecei a focar nisso. Foi assim que, de repente, eu me vi, de novo, no mesmo ciclo doentio que o mercado da comunicação já tinha me jogado uma vez.

Escrevo, logo quero ser lida. Por ego, lógico, quem vai dizer que não? A escrita é meu produto, é meu “talento” (não consigo não colocar aspas). Não ser lida é tipo ser cozinheira que faz comidas que ninguém come. Mas como ser lida? Os algoritmos das redes sociais ocultam minhas publicações (nem 10% do meu público do Facebook e Instagram vê o que eu posto). Tem o Google, onde a maioria das pessoas busca quando quer saber de um assunto, então deve ser lá que eu teria de estar. E dá-lhe técnicas e ferramentas para fazer com que os textos apareçam bem posicionados.

Outro ponto é a possibilidade de monetizar através dos afiliados, que são sites para reserva de hospedagem, como o Booking, e outros parceiros do blog que nos pagam uma comissão quando o serviço é utilizado. Para isso, é preciso que a pessoa encontre o texto, leia, clique no link, o que vai gerando uma ansiedade de ter que cumprir metas de quantidade de textos, de quantidade de acessos. E uma consequente frustração quando esse resultado não vem. Principalmente porque vira uma coisa competitiva (e olha que nem entrei no tópico redes sociais): fulano está melhor, beltrano agora subiu, sicrano está ganhando mais dinheiro… coisas das quais eu não quero fazer parte,nunca quis! Como eu fui parar ali dentro? Onde foi que eu me perdi? E como eu faço pra me encontrar de novo?

Não estou criticando, não é isso, pelo amor de Deus (inclusive ranço de quem não consegue interpretar as coisas e distorce, socorro). Não existe certo e errado! É preciso lembrar sempre que pessoas diferentes têm objetivos diferentes. Fazem escolhas diferentes. Por mais que tenha se institucionalizado que ter um blog que deu certo é estar bem posicionado no Google e converter vendas, não dá para reduzir a blogsfera a isso. Para alguns, bombar de acessos e vendas, independente da escrita, basta. Para outros, é preciso unir esses mecanismos a um texto mais pessoal. Quem, como eu, só quer escrever com o coração (ai que cafonice, mas é), se ferra. Se ferra porque pelo Google ninguém vai buscar por coisas desse tipo de textos que escrevo. Alguns exemplos aqui:

Viajar é privilégio – e a gente precisa reconhecer isso
O curioso caso de viajantes que conheceram o mundo, mas não entenderam nada
Quando foi que viajar se transformou em uma competição?
Não há nada de errado em não viajar – e isso não devia ser motivo de vergonha
Turistas são os outros – ou a síndrome do viajante que se acha diferentão
A patrulha da viagem perfeita

Tenho mesclado meu conteúdo, faço dicas, muitas dicas, coisas mais diretas, eu gosto e sei que as pessoas querem isso também, não dá pra ficar sempre nos devaneios. Procuro aplicar mais técnicas e tals, mas no fundo fui ficando triste porque não era nada disso que eu queria lá atrás quando criei esse blog. Daí entrei numa crise. Pensei em acabar com tudo. Estabeleci uma data. Chorei. Enchi a paciência de amigos e até de não tão amigos assim. Desabafei no Twitter. Meditei. Chorei de novo. Perdi noites e noites de sono. Comi mal. Ressuscitei a gastrite. Repassei toda a “cartilha do bom blogueiro”, eu já tinha mesmo tentado de tudo dentro do que eu gostaria. E eu não faço nada por fazer. Como eu disse outro dia numa conversa, eu lavo louça com afinco. Capricorniana, né mores? Se é pra fazer, dá aqui que vou até as últimas consequências. Aí cheguei ao meu limite da exaustão. Desistir parecia a única opção viável. Porque não queria, de novo, me levar ao extremo de todas essas tentativas que não me faziam bem.

Por acaso, ou pelos algoritmos que andam lendo até nossos pensamentos, me apareceu no Instagram uma frase que define bem esse momento (que agonia que eu tenho de não conseguir centralizar essas imagens hahahah).

Li e fiquei pensativa. O blog ia pagar o pato e, coitado, a culpa nem é dele. Depois outra publicação em um grupo também me fez pensar. Porque eu falava em acabar, mas no fundo eu não conseguia. Negando as aparências, disfarçando as evidências, mas pra que viver fingindo (ou fugindo) se eu não posso enganar meu coração?

Precisou de uma luzinha lá no fim do túnel pra que algumas coisas começassem a ficar mais claras. Eu vou continuar escrevendo. Do meu jeito. Minhas histórias, coisas que quero compartilhar e/ou botar pra fora… É foda escrever em um mundo em que (quase) ninguém quer ler? Sim. É complicado escrever sem técnicas para o Google e pagar o preço de não encontrarem meus textos? Muito. Mas, pior que isso, é abrir mão do meu estilo, da escrita que pra mim é prazerosa. E tenho quem goste, tenho quem me leia, eu sei que tenho. Não importam os números. Importam as pessoas!

Óbvio que vou precisar de mais serenidade (onde compra?) para lidar com as consequências disso, mas tá feita minha escolha. Eu vou buscar outros meios, vou seguir por outros caminhos, deve ter alguma saída. Meus textos pessoais, minhas dicas também, tudo dentro dos temas que tenham a ver aqui, mas, principalmente, eu mesma e meus pensamentos. Mariana. A que viaja e, como coloquei desde a primeira linha desse blog, não é só no sentido literal.

Mas ó, vamos combinar um negocinho! Eu preciso que você continue acessando, que salve aí nos seus favoritos, que clique nos meus links, que compartilhe meus textos, que mande pras amigas, que curta minhas redes, que faça comentários, que abra meus emails, que baixe meus e-books, eu entrego a minha vida pra você fazer o que quiser de mim, só quero ouvir você dizer que sim!

Para ler ouvindo:

* Foto: Imagem de Free-Photos por Pixabay

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