As belezas e os encantos de Aracaju, em Sergipe

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Minha viagem para Aracaju foi uma decisão meio de última hora, embora eu já quisesse há muito tempo conhecer esse destino. Sergipe tinha entrado na minha lista de desejos quando eu vi pela primeira vez algo sobre os Cânions do Xingó, no Rio São Francisco. Fiquei alucinada e coloquei na cabeça que eu tinha de ir.

Quando marquei alguns dias de férias para março de 2017 comecei a olhar possíveis destinos no Brasil, pintou uma promoção para Aracaju e comprei. E não podia ter sido melhor!!! Mesmo indo com as melhores expectativas, eu ainda me surpreendi! A cidade é uma graça, nível “quero morar”. Sim, amei muito! Além da praia, possui uma orla super bem-estruturada, um centro histórico cheio de lugares interessantes e várias opções de bate e volta. Tem um quê de cidade pequena, mas toda a estrutura de metrópole. Me senti tão bem! Depois, pesquisando, descobri que é considerada a capital brasileira da qualidade de vida, além de ser a a capital nordestina com a menor desigualdade social.

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Meus passeios em Aracaju

Fiquei em Atalaia, que é o bairro mais turístico da cidade. A Pousada Panorâmica, minha hospedagem em Aracaju, fica a uma quadra da orla e foi certamente a melhor escolha. Em alguns passos eu estava na praia, ou no calçadão, ou em algumas das lanchonetes, bares e restaurantes. Tudo tão pertinho, eu me sentia tão “em casa”… Tudo isso com um ventinho gostoso demais, que deixa tudo mais agradável (menos o cabelo ahahah).

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No primeiro dia, pela manhã, comecei os passeios pela Orla de Atalaia mesmo. Não cheguei a ir à praia, de ficar lá curtindo. Apenas passei caminhando, senti um pouco a água. A faixa de areia é bem extensa e tem vários quiosques mesas e cadeiras.

No calçadão, alguns dos destaques são: o caranguejo gigante, que fica no início do trecho chamado “Passarela do Caranguejo”; os arcos que são o símbolo da cidade e, na frente deles, o novo letreiro coloridíssimo declarando todo o amor a Aracaju; o oceanário do Projeto Tamar; e o Monumento aos Formadores de Nacionalidades, com estátuas de nomes como Tiradentes, Princesa Isabel, Juscelino Kubitscheck, entre outros.

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Uma opção mais cultural, porque nem só de praia vivem as cidades litorâneas, é o Centro Histórico de Aracaju. Foi minha escolha para a parte da tarde. Dá para ir de Atalaia de ônibus, é só perguntar em algum quiosque na orla, há vários pontos. Eu parei um pouco antes, no Mirante da 13 de Julho, com vista para o manguezal. A atendente de lá foi superbacana, conversamos, ela me deu uns mapinhas e várias dicas.

Do Mirante começa o Calçadão 13 de Julho, com 5 km de extensão às margens do Rio Sergipe, e muito espaço para praticar esportes, com pista de ciclismo, de corrida, parquinhos e quadras. Eu estava com pouco tempo, senão teria alugado uma bike para pedalar por lá…

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Mirante da 13 de Julho

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Vista do Mirante para o manguezal

De lá fui até o Museu da Gente Sergipana – peguei um táxi e paguei R$ 10,00. Esse foi mais um lugar surpreendente. Eu estava bem cansada, muito sol, tinha chegado naquele dia, mas quando entrei no museu foi como uma injeção de ânimo!

Que lugar maravilhoso, todo interativo, contando a história do estado. Sem a menor dúvida um dos museus mais legais que já fui – em breve vai ter um texto só pra falar dele. E a  entrada é gratuita.

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Entrada do Museu da Gente Sergipana

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Parte do Museu da Gente Sergipana

Ainda no Centro Histórico, que foi todo revitalizado, ficam outros lugares bem bonitos, muitos funcionando em antigos casarões, então só as construções já valeriam uma passadinha. Tem a Catedral Metropolitana, a linda Ponte do Imperador, o Palácio do Governo, o Espaço Zé Peixe… E tudo isso dá para fazer a pé.

Gostei muito também do Centro Cultural de Aracaju, no antigo prédio da alfândega, com visita guiada gratuita.

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Ponte do Imperador, no Rio Sergipe

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Espaço Zé Peixe, figura lendária da cidade

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Entrada do Centro Cultural

Lindezas do Centro Cultural

Isso sem falar nos Mercados – são três que ficam meio que juntos. Lá a gente encontra artesanato popular, temperos, comidas típicas do estado e muito mais. Eu amo esse tipo de mercado e passei um bom tempo circulando. Mas me contive e a única coisa que comprei foi um par de sandálias!

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Um pouco acima, na Colina de Santo Antônio, fica uma igreja com o mesmo nome. O local é o marco zero onde a cidade foi fundada e, de lá, se tem uma vista panorâmica. Esse passeio fiz em outro dia.

Bate e volta de Aracaju

Além de tudo isso, nos dias seguintes fiz três passeios fora da cidade que achei o máximo! O primeiro navegar pelo Rio São Francisco até a foz, onde ele se encontra com o mar. Fiquei emocionada real, o encontro das águas é uma coisa linda de se ver e tão importante na nossa cultura e no nosso país!

Navegando pelo Velho Chico

O segundo foi a Mangue Seco, na Bahia, onde foi gravada a novela Tieta, baseada na obra de Jorge Amado. Um dos lugares mais bonitos que já fui, voltei encantada. O passeio de bugre pelas dunas, chegando até a praia, é imperdível.

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O terceiro foi o sonho realizado: Cânions do Xingó. O catamarã sai de Canindé de São Francisco, que fica no sertão sergipano. São cerca de três horas de estrada até lá, mais uma navegando. Cansativo sim, mas, confesso, nem senti o tempo passar, de tão maravilhoso que tudo é!

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Uma coisa beeem legal que aconteceu em Aracaju foi que, pela primeira vez, me senti com vontade (e muito à vontade) para andar/sair à noite viajando sozinha. Não necessariamente por questão de medo, mas porque nunca tinha curtido isso de sair e sentar em um lugar, me sentia estranha, então acabava indo a lugares tipo praça de alimentação ou comprando para comer no hotel ou querendo comer rápido para ir embora logo, constrangida.

Dessa vez, fui sem o menor constrangimento, tranquila e plena. Fui até para o forró – ok, não dancei (o espaço de dança não funcionava no dia, era só música e, quem quisesse, podia dançar no meio das mesas). Mas o importante é que fui e gostei.

Mesmo durante o dia, eu sentia uma leveza diferente. Me senti feliz de estar em Aracaju como há muito tempo não me sentia. Uma energia boa. Pode ter sido o momento ou algo meu, talvez. Acho que vou ter que voltar pra me certificar. 😀

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Letreiro definindo bem o que senti pela cidade!