A Lisboa de Fernando Pessoa

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“Outra vez te revejo – Lisboa e Tejo e tudo –
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma.”

Álvaro de Campos (Heterônimo de Fernando Pessoa) – Lisbon Revisited (1926)

Impossível pensar em Fernando Pessoa sem pensar em Lisboa. O poeta sempre foi um apaixonado por sua terra natal. Ele não gostava de viajar, a menos que fosse algo extremamente necessário, mas, em compensação, adorava passear pela própria cidade, que foi, por muitas vezes, descrita em seus poemas.

Chegou inclusive a publicar um livro com roteiro turístico pela capital portuguesa – “Lisboa: O Que o Turista Deve Ver” (Companhia das Letras), foi a forma que encontrou de mostrar ao mundo o que a cidade tinha de mais interessante. Mal sabia que ele próprio se tornaria uma das principais atrações!

Os lugares que fizeram parte de sua vida e sua obra são, hoje, pontos turísticos obrigatórios para os seus admiradores. Eu faço parte desse time e conheci alguns durante minha ida à cidade. Recentemente foram celebrados os 130 anos de seu nascimento e aí resolvi escrever esse texto.

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Lugares em Lisboa por onde Fernando Pessoa passou…

Largo de São Carlos

É o local onde Fernando Pessoa nasceu, em 13 de junho de 1888, no quarto andar do edifício de n° 4 do Largo, no bairro do Chiado. Em frente, fica uma grande escultura de bronze (4 metros de altura) inaugurada em 2008 que mostra um homem cuja cabeça é um livro aberto.

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Café A Brasileira

O poeta era frequentador assíduo e, no primeiro centenário de seu nascimento (1988), ganhou uma estátua sentado em uma das mesas externas do local, também no Chiado (Rua Garrett 120), com uma cadeira vazia do lado. Inúmeros viajantes estão sempre por lá para tirar a tradicional foto ao lado dele.

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Casa de Fernando Pessoa

Localizada na Rua Coelho da Rocha n°16, no Campo de Ourique, foi onde ele viveu nos últimos 16 anos. Hoje é um centro cultural com salas de exposição, obras de arte, objetos e móveis do acervo pessoal (é emocionante entrar em seu quarto, montado da forma como era originalmente), biblioteca e outros atrativos.

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Martinho da Arcada

O Café-Restaurante Martinho da Arcada (Praça do Comércio nº 3) era muito frequentado por Pessoa, que pedia seu café e ficava lendo e escrevendo. Esteve lá pela última vez três dias antes de morrer. Em homenagem, mantiveram sua mesa arrumada e, em cima, um suporte com um chapéu e uma foto dele no local.

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Praça do Rossio

Entre as várias ruas que faziam parte dos trajetos diários do poeta, a praça se destaca e foi chamada por ele de “o coração de Lisboa”. É uma das mais antigas, também conhecida como Praça Dom Pedro IV, e fica na região da Baixa.

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O bonde mais famoso e tradicional de Lisboa, que sai da Praça Martim Moniz, era muito utilizado por Pessoa para se deslocar entre o Chiado, sempre frequentado por ele, e o Campo de Ourique, onde morava. Ainda hoje é o transporte mais comum entre esses dois bairros.

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Mosteiro dos Jerónimos

Quando faleceu, em 1935, seu corpo foi sepultado no Cemitério dos Prazeres. Depois de 50 anos, os seus restos mortais foram transferidos para o Mosteiro dos Jerónimos (Praça do Império 1400-206, Belém), onde é possível visitar o túmulo, que tem alguns poemas escritos nas laterais.

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Vida e obra de Fernando Pessoa

Uma curiosidade é que ele morreu tendo publicado apenas um livro de versos em português, “Mensagem”, em 1934, além de três livros em inglês. Tinha, também, alguns poemas publicados em jornais com os heterônimos Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Só nas décadas seguintes é que foram descobrir inúmeros textos inéditos guardados em um baú (cerca de 27 mil fragmentos!).

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Foi então que a profundidade de sua obra ganhou destaque, provocando uma revolução no meio literário, fazendo com que ele fosse considerado o maior poeta português do século XX e transformando-o no grande nome que é ainda hoje! Ele, que como qualquer um de nós, não era nada, mas tinha em si todos os sonhos do mundo…

“Se, depois da minha morte, quiserem escrever minha biografia, não há nada mais simples.
Há só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.”

(Alberto Caeiro – Poemas Inconjuntos, 1925)

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