Visita guiada à Ilha Fiscal, no Rio de Janeiro, o local do último baile do Império

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Rio de Janeiro, 09 de novembro de 1889. A alta sociedade compareceu em peso ao baile da Ilha Fiscal, organizado para mostrar a força do Império, já que os ideais republicanos estavam cada vez mais fortes. Foi um evento de muito requinte, fartura e excentricidade. A população se aglomerou no cais tentando ver um pouco do que acontecia. Alguns conseguiram entrar – além dos 2.000 convidados, o que deixou o espaço extremamente lotado.

Mas nem toda essa ostentação foi suficiente para garantir que o Império continuasse de pé. Apenas seis dias depois da festa, em 15 de novembro de 1889, a República foi proclamada. Assim, a Ilha Fiscal ficou famosa por ter sido o local do último grande evento social da monarquia brasileira. E mais de um século depois, em 1994, foi aberta como museu.

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Visita guiada à Ilha Fiscal

Muita gente não sabe que é possível conhecer de perto o “castelinho” esverdeado que fica no meio da Baía de Guanabara e chama a atenção de quem vê durante a travessia de barco ou ao decolar/pousar no Aeroporto Santos Dumont.

A única forma de chegar até lá é fazendo uma visita guiada à Ilha Fiscal. Essas visitas acontecem de quinta a domingo em três horários: 12h30, 14h 15h30. São cerca de duas horas de duração e o ingresso custa R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) – valores de 2018, sujeitos a alterações.

A construção, feita artesanalmente de pedras por escravos, tem estilo inspirado na arquitetura medieval da França e foi um pedido de Dom Pedro II para funcionar como porto para receber navios e fiscalizar mercadorias. Ele gostava da vista do local e queria uma obra que se parecesse com um estojo para a linda joia que era (é) a cidade.

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Como chegar

O embarque para a Ilha Fiscal é no Espaço Cultural da Marinha, que fica no Boulevard Olímpico, próximo à Pira e mais ou menos em frente à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. Logo na entrada há uma bilheteria onde os ingressos podem ser adquiridos. E é importante chegar com antecedência, pois os embarques acontecem 20 minutos antes do horário do passeio.

O trajeto é feito na escuna Nogueira da Gama e dura cerca de 10 minutos. É bem tranquilo. Quem tem estômago fraco pode até sentir um pouquinho, mas não dá para chegar a enjoar (falo por experiência própria). Se o mar estiver muito revolto o passeio pode ser feito de van ou até mesmo cancelado, dependendo do tempo.

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O que tem na Ilha Fiscal

Desde 1994 a Ilha Fiscal foi aberta como museu e passou a receber turistas, sempre com guias que recepcionam o grupo na chegada e seguem passando por cada espaço. Pelos cômodos, há mobiliário original, vários quadros, as próprias pinturas nas paredes, os vitrais… Além de itens do último baile, como vestuário, objetos decorativos e até o convite oficial. Tudo com explicações que enriquecem ainda mais a visita. (Clique nas fotos para ampliar)

Tem, também, uma exposição sobre as navegações. Sem falar na beleza da construção, que permanece da mesma forma como foi feita, apenas sendo restaurada de tempos em tempos. E da bela vista para o Pão de Açúcar, mesmo em um dia de tempo nublado e muito vento – justificando meu cabelo na foto (a cara não tem justificativa)… 😛

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O passeio tem duração total de duas horas e o desembarque é feito novamente no Espaço Cultural da Marinha, que também funciona como museu (ingresso R$ 10,00). Lá é possível ver outros atrativos como o Submarino-Museu (construído na Inglaterra em 1973, lançado ao mar em 1975 e incorporado à Armada Brasileira em 1977); Navio-Museu (construído em Nova Jersey, nos Estados Unidos, lançado ao mar em 1943, usado na Segunda Guerra e transferido para a Marinha do Brasil em 1944); Helicóptero Museu, Nau dos Descobrimentos, carro de combate…

Eu, que adoro estar em lugares que foram cenários de acontecimentos importantes, achei tudo incrível. Fazer uma visita à Ilha Fiscal é fazer uma viagem no tempo direto para o último baile do império!

Leia o relato do blog Kari Desbrava sobre esse passeio.

* Foto principal: Nessabelobelo [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons

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