Viajando Sozinha no Espírito Santo: Santa Teresa

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Desde que comecei a viajar por terras capixabas tenho em mente alguns lugares que quero visitar. Não é exatamente uma lista certa de destinos, vou definindo e me organizando de acordo com o andamento da vida mesmo. E um dos lugares que eu queria muito ir (ou melhor, voltar!) era Santa Teresa. Tinha passado por lá em 2018, antes mesmo de vir morar aqui, quando participei do Pocando No Espírito Santo – evento que reúne produtores de conteúdo de turismo de todo o país para conhecerem melhor o estado – e estava louca para retornar. Aqui tem meu texto com dicas do que fazer em Santa Teresa.

A partir de um convite da Pousada Valle di Trento lá fui eu mais uma vez visitar esse lugar que acho tão delicinha. Mais um destino do projeto “Viajando Sozinha pelo Espírito Santo” (clique no título para ver mais).

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O que fazer em Santa Teresa (ES)

Massas, vinhos, jazz, montanhas e beija-flores. Assim é Santa Teresa, no Espírito Santo, primeira cidade de colonização italiana no Brasil. Localizada na chamada “região dos imigrantes”, na serra capixaba, fica a 80 km de Vitória.

Um lugar rico em história, em cultura, em gastronomia, tradições e em belezas naturais. Muitos desses atrativos ficam na parte urbana, que dá para percorrer a pé, já que não é grande – foi o que fiz nesta viagem e conto aqui!  Veja alguns:

Rua do Lazer

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Um trecho no centrinho cheio de restaurantes, bares, cafés… De quarta a domingo fica fechado para carros e aberto para pedestres, que podem circular ou aproveitar para comer/beber em uma das mesinhas ao ar livre. Quando fui ainda estava com vestígios da decoração do Carnaval (que, aliás, dizem que é animado).

Durante o dia fica bem movimentado, dá para almoçar e passar a tarde curtindo. É, também, um point de agito noturno. E os cardápios são diversos, para todos os gostos e bolsos, mas com destaque para a comida italiana.

Galeria Cultural Virgínia Gasparini Tamanini

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Esse é um lugar bem legal de conhecer. O primeiro piso tem artesanato feito por pessoas da região e produtos alimentícios de fabricação local.

Quem gosta de doces caseiros, geleias, conservas, vinhos, licores, bolos, bombons, etc, precisa passar lá para comprar os mais gostosos! E para levar uma lembrancinha ou presente para alguém, tem bordados, peças de crochê e tricô, bonecos, chaveiros, lápis decorados, coisas bem bonitas. Nessa parte a entrada é gratuita.

No segundo piso funciona o Museu da Imigração Italiana, com fotos, objetos e informações que contam a história da cidade desde a chegada dos primeiros imigrantes. Ótimo para conhecer mais e para valorizar essa história também. O valor é apenas R$ 2,00. Fica do lado da rodoviária.

O nome é em homenagem a uma escritora que nasceu na cidade – tem um pouco da história dela também.

Praça Augusto Ruschi

O nome da praça principal da cidade é em homenagem a um de seus filhos mais ilustres. O biólogo, professor e pesquisador Augusto Ruschi, que teve um trabalho importante com diversas espécies de fauna e flora brasileiras, especialmente orquídeas e beija-flores. O pássaro é o símbolo da cidade, chamada Terra dos Colibris. E a praça é toda linda, florida, tem uma fonte, coreto…

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No Museu de Biologia Professor Mello Leitão, além de visitar um dos principais acervos de espécies da Mata Atlântica no Brasil, é possível conhecer mais sobre a história dele. Considerado o Patrono da Ecologia, já até estampou as notas de 500 mil cruzados novos em 1990, achei chique!

Monumento ao imigrante

Em frente à Prefeitura tem uma pequena pracinha com um monumento em homenagem aos imigrantes italianos, uma estátua representando um casal. Ele fica quase escondido entre as árvores, mas achei legal ter visto.

E a Prefeitura estava em obras, mas é uma construção histórica bem bonita, assim como outras pela cidade que ainda mantêm um estilo arquitetônico preservado – duas que adorei foram a Biblioteca Municipal e uma tradicional escola, mas têm estabelecimentos comerciais e até residências (mas preferi não fotografar).

Passeios fora da cidade

E tem ainda os atrativos de Santa Teresa que ficam fora da região urbana, nos arredores da cidade. São diversos empreendimentos bacanas – vinícolas, restaurantes, rampa de voo livre, etc – no Circuito Caravaggio, no Circuito Colibri e em outros. Mas aí tem de ser de carro ou de táxi.

Onde ficar em Santa Teresa

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Me hospedei na Pousada Valle di Trento e voltei completamente encantada. Tudo lindo, de muito bom gosto, café da manhã delicioso, quarto super confortável e muitos detalhes charmosos. O local era a residência da Jurema, que há alguns anos transformou em pousada. E a gente realmente se sente em casa!

No primeiro andar, logo na entrada, uma sala enorme dividida em quatro ambientes: TV, jantar, estar e jogos. Tem também a cozinha onde é servido o café da manhã. E o atendimento é ótimo, a Evelaine uma funcionária super simpática, e a própria Jurema, que está sempre por lá e dá toda a atenção aos hóspedes.

No andar de cima (acesso por uma linda escada no meio da sala) ficam as suítes. A minha era a da frente, com uma vista incrível da varandinha. Tinha cama de casal, uma poltrona, TV com Netflix, um espaço com bancada para malas, roupas, etc e o banheiro.

No corredor de acesso aos quartos fica um frigobar com água mineral para venda e também uma jarra com água filtrada e copos descartáveis de cortesia para os hóspedes.

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A pousada fica fora do centro, mas a uma distância curta, de aproximadamente 1km, que dá para ser feita a pé. Só tem uma ladeirinha antes da entrada, que para algumas pessoas pode ser difícil.

Mas, se estiver sem carro e não quiser andar, tem a opção de ir de táxi, que custa aproximadamente 12 reais. Dica: peça indicações de taxistas ao chegar na pousada e já saia com os telefones em mãos.

A principal vantagem, para mim, foi ter acesso fácil aos locais de mais movimentos, mas, em poucos minutos, poder estar um lugar em meio a muito verde e silêncio, só com o canto dos passarinhos, um ambiente aconchegante, um verdadeiro refúgio.

Mais informações: Instagram @pousadavalleditrento ou telefone/whatsapp (27) 98819-5595

Veja mais opções de hospedagem:



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Onde comer

Comer bem é sinônimo de Santa Teresa! Em um dos dias almocei no Restaurante Gioconda – o nome é uma inspiração em uma música e, também, em Giocondas famosas, representando as mulheres que lutam pelos seus objetivos. Gostei de saber a história!

Lá eu comi um maravilhoso risoto à piamontese com filé mignon, queijo parmesão e batata palha caseira. Outro prato, escolhido pelo Ronald, da Secretaria de Turismo, que me acompanhou neste almoço é o fettuccine. Tudo delicioso, ambiente agradável e atendimento ótimo das funcionárias Dayanna e Dani. Instagram @gioconda.restaurante

Em outro dia almocei o talharim de massa caseira do restaurante Don Luigi, onde fui muito bem atendida pela Bruna. E no Amor in Cake, lugar que achei muito fofinho, comi uma sobremesa que levava brownie, creme, ninho, morango, brigadeiro, chantily.

Comi também o tradicional quindim do também tradicional Café Zanoni, que funciona em um casarão histórico maravilhoso. Dizem que quem vai a Santa Teresa e não prova esse quindim não foi a Santa Teresa. Eu não podia deixar passar! Todos esses lugares ficam na Rua do Lazer.

E, para finalizar, ainda tomei um chocolate quente na Claid’s Biscoitos, marca local bem conhecida que fabrica bolachinhas (ou seriam biscoitinhos) artesanais. Lá tem uma lojinha onde ficam os diversos sabores doces e salgados feitos por eles e, no fundo, um espaço onde servem café, cappuccino e chocolate quente. Fora da cidade, logo na saída para a capital, fica a fábrica com outra loja que é bem maior.

No domingo estive também no Bar Elite, um dos mais antigos e tradicionais da cidade. Não cheguei a consumir, fui para assistir à Cantoria Italiana, evento que acontece mensalmente e que reúne descendentes e amantes da cultura do país para cantar músicas tradicionais. Achei bem diferente, curti muito!

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Como chegar

Para ir de Vitória a Santa Teresa basta pegar um ônibus da viação Lírio dos Vales, que saem da rodoviária da capital ao longo de todo o dia, em diferentes horários – dá para consultar pelo site. São cerca de duas horas de viagem.

Viajando Sozinha em Santa Teresa

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Santa Teresa não é uma cidade grande, mas tem tudo. Andando pelo centrinho há restaurantes diversos tanto na Rua do Lazer como fora dela, incluindo algumas opções de self service com preços mais em conta, já que não são lugares tão turísticos. E tem lojas, lanchonetes, bancos, padarias, mercados, comércio em geral.

Como era fim de semana, quase tudo estava fechado, mas, mesmo assim, as ruas tinham movimento, gente na pracinha, carros passando… Então foi super tranquilo. Só em um momento, perambulando na Rua do Lazer, passei mais de uma vez pelo mesmo casal em uma mesa e ouvi a mulher comentando “essa moça está perdida”, quando, na verdade, eu só estava andando. Nem devia ter respondido, mas ela falou num tom grosso e de forma que eu ouvisse, aí só falei “não estou perdida não” e saí.

Por ser um destino mais família, praticamente só se viam casais e/ou casais com filhos. E eu! Não grupos de pessoas, como em outros destinos. Mas, de modo geral, mesmo sentando nos restaurantes ou outros lugares para comer, não tive nenhum problema e fui muito bem atendida, as pessoas foram simpáticas. Acho que é, sim, um bom destino para viajar sozinha.

Veja  o mapinha com os lugares onde fui:

Estas são minhas dicas para quem procura o que fazer em Santa Teresa, no Espírito Santo. Aos poucos vou mostrando mais destinos do estado, como é viajar sozinha para cada um deles, o que dá ou não para conhecer viajando por conta própria e sem carro. Acompanhem aqui e também no Instagram pela hashtag #ViajandoSozinhaNoES.

Outros destinos que já visitei:
Serra | Guarapari | Anchieta | Aracruz | Domingos Martins

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* Agradecimento aos parceiros: Pousada Valle di Trento e Restaurante Gioconda

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