Febre Amarela: vacina, certificado para viajar, países que exigem e + informações

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O crescente número de casos febre amarela em algumas regiões do Brasil, inclusive com falecimentos em decorrência da doença, está deixando muita gente em pânico. Como a principal forma de prevenção é a vacina, os postos estão ficando lotados. Mas nem todo mundo precisa se vacinar. Entenda melhor em quais casos isso é necessário.

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Vacina contra febre amarela

De acordo com o site do Ministério da Saúde, o Brasil adota o esquema de apenas uma dose da vacina, disponibilizada gratuitamente pelo SUS, e que imuniza a pessoa para toda a vida. Portanto, quem já é vacinado uma vez não precisa se vacinar de novo.

Minha prima Daniela Rocha, que é médica, me explicou que essa medida da dose única foi adotada somente em 2017, mas ela vale também para quem se vacinou antes. Eu, por exemplo, me vacinei em 2013 e, na época, ainda se acreditava que eram necessárias duas doses. Então no meu cartão consta que estou imunizada até 2023, quando deveria me vacinar novamente. Mas, com a nova regra, já não preciso mais.

Isso vale para adultos e crianças que tomaram a vacina quando já tinham completado um ano. Se a dose foi aplicada antes de um ano, os infectologistas recomendam tomar novamente aos quatro anos (esta segunda dose ainda não é disponibilizada pelo SUS).

Vacina de febre amarela para viajantes

Algumas regiões do Brasil (como Amazônia e Pantanal) e do exterior (Bolívia, Cuba, República Dominicana, Bahamas , África, grande parte dos países da Ásia, entre outros), são consideradas Áreas Com Recomendação de Vacina (ACRV). Esses locais exigem que o viajante esteja vacinado e apresente o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Nesses casos, a vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes do deslocamento, para garantir a imunização.

Vale lembrar que os locais que emitem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) não são, necessariamente, os mesmos onde a vacina é aplicada. Então primeiro é preciso procurar um posto do SUS para se vacinar e, depois, ir a um dos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa, presentes nos principais aeroportos, com o comprovante de vacinação e sua identidade. Tudo isso é gratuito. Eu dei sorte de me vacinar em um local que já emitia o Certificado, então foi tudo mais fácil.

Aí voltamos ao meu caso! Consta no meu certificado que minha vacina só vale por 10 anos. Uma pessoa que se vacinou em 2007, teoricamente está com a vacina vencida – embora, repetindo, já se saiba que apenas esta dose única já é suficiente. Para essas situações, a orientação é procurar um dos Centros de Orientação, e se certificar de que está tudo correto, para ter certeza de que não haverá problemas. Pode ser feita, também, a emissão de um novo certificado, já com a validade permanente.

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Dose fracionada não vale para viagens

Com a situação de surto, o governo vem optando pela dose fracionada como medida para atender ao maior número de pessoas. “É a utilização de um quinto de uma dose padrão da vacina febre amarela. No entanto, a proteção e segurança da dose fracionada é a mesma do que a dose padrão. A diferença está no tempo de proteção – da dose padrão é para toda a vida, já a dose fracionada tem duração de pelo menos oito anos”, diz o site do Ministério da Saúde. Nesses casos, após o período de vencimento, é necessário se vacinar outra vez.

Mas atenção: a dose fracionada não é aceita para viajantes. Então quem ainda não era vacinado e só se vacinou agora com esse tipo de aplicação, não terá o Certificado Internacional emitido pela Anvisa. Se a viagem está marcada e a pessoa ainda não se vacinou, ela pode apresentar no posto de saúde a passagem emitida e, assim, ter direito à dose padrão.

Contraindicações

A vacina não é indicada para crianças menores de nove meses de idade; mulheres amamentando crianças com menos de seis meses; pessoas com alergia grave ao ovo; portadores do vírus HIV e que têm contagem de células CD4 menor  que 350; pessoas em de tratamento com quimioterapia/ radioterapia; portadores de doenças autoimunes; pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).

Nesses casos, é possível emitir um certificado internacional de isenção no site da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que permite viajar mesmo para os locais onde a exigência da vacina é obrigatória.

Países que exigem vacina contra febre amarela

A lista de países está em constante mudança. A mais recente foi divulgada pela Anvisa em 2017:

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Afeganistão, África do Sul, Albânia, Arábia Saudita, Argélia, Angola, Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barein, Bangladesh, Barbados, Belize, Benin, Burundi, Butão, Bolívia, Bonaire, Botsuana, Brunei, Burkina Faso, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Cazaquistão, Chade, China, Cingapura, Colômbia, Congo, Coreia do Norte, Costa do Marfim, Costa Rica, Cuba, Curaçao, Djibuti, Dominica, Egito, El Salvador, Equador, Eritreia, Etiópia, Fiji, Filipinas, Gabão, Gâmbia, Gana, Granada, Guadalupe, Guatemala, Guiana Francesa, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Guiana, Haiti, Honduras, Ilhas Pitcairn, Ilhas Salomão, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Laos, Lesoto, Libéria, Líbia, Madagascar, Malawi, Malásia, Maldivas, Mali, Malta, Martinica, Mauritânia, Maurício, Mayotte, Montserrat, Moçambique, Myanmar, Namíbia, Nauru, Nepal, Nicarágua, Nova Caledônia, Niger, Nigéria, Niue, Omã, Panamá, Paquistão, Paraguai, Polinésia Francesa, Quênia, Quirguistão, Quiribati, República Centro-Africana, Reunião, Ruanda, São Bartolomeu, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, Saint Martin/Sint Maarten, São Vicente e Granadinas, Samoa, São Tomé e Príncipe, Santa Helena, Senegal, Serra Leoa, Seychelles, Somália, Sri Lanka, Sudão, Suriname, Suazilândia, Tailândia, Timor-Leste, Trinidad e Tobago, Tristan da Cunha, Tanzânia, Togo, Uganda, Vietnã, Wallis e Futuna, Zâmbia e Zimbábue.

Agora, com esse surto no Brasil, dependendo de como se espalhar pode ser que novos países passem a exigir a vacina de febre amarela de turistas brasileiros. O melhor a fazer, mesmo que não tenha nenhuma viagem marcada, é se vacinar. Assim, se pintar uma viagem não programada ou se houver alguma mudança nas regras do país de destino, você já está com tudo pronto e não precisa se preocupar.

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