O que fazer em Santa Teresa (ES), 1ª cidade de colonização italiana no Brasil

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A cidade de Santa Teresa, no Espírito Santo, foi a 1ª de colonização italiana no Brasil e fica na chamada região dos imigrantes, entre as montanhas capixabas. Este foi um dos destinos do Pocando no ES, encontro que reuniu blogueiros de todo o país para mostrar um pouco mais do turismo no estado e do qual tive o prazer de participar.

O Pocando teve três dias de programação intensa, com visitas técnicas que nos deram um panorama geral do que a região tem a oferecer. Durante toda a viagem tivemos o guia Jefinho, da Jefinho Expedições, que conhece tudo por lá. Em Santa Teresa passamos o fim de semana entre opções culturais, lugares na natureza, passeios históricos, comidas, bebidas… e diversão, claro! Aqui, um roteirinho para quem também quiser conhecer.

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Fim de semana em Santa Teresa (ES)

Sábado

Antes de chegar paramos brevemente em Santa Maria de Jetibá, considerada a cidade mais pomerana do Brasil. Foi só o tempo de tirar foto do Monumento do Imigrante Pomerano e e saber um pouquinho mais sobre o local, que ainda hoje tem a língua pomerana ensinada nas escolas.

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Cantina Mattiello

Já em Santa Teresa a primeira parada foi para uma visita guiada na Cantina Mattielo, com direito a degustação dos vinhos produzidos por eles. Tinha um de jabuticaba que eu achei ótimo! Lá também vendem umas coisinhas gostosas, como bolachinhas, biscoitos, café… (Rua São Lourenço, 1725 – todos os dias de 8h às 17h)

Casa Lambert

Foi uma das primeiras construções da cidade (1875) e pertencia aos irmãos Antônio e Virgílio Lambert, vindos da região de Trento, na Itália. Hoje funciona como uma espécie de museu, com estilo preservado, mobiliário e um cordel em cada cômodo contando a história da família (adorei isso). Em frente fica a Capela Nossa Senhora da Conceição, também feita pelos irmãos. (Rua São Lourenço – quinta a domingo de 9h às 12h e de 13h30 às 16h30)

Casa dos Espumantes e Casa Dei Liquori

As duas ficam fora da da cidade, próximas uma da outra, e nas duas paramos para conhecer um pouco mais da fabricação artesanal das bebidas e também para degustar. (Ambos no Circuito Caravaggio Km 4 – terça a sábado de 8h às 17h; domingos de 9h às 16h)

Rampa de Voo Livre

Pense num lugar com uma vista linda para as montanhas! A Rampa de Vôo Livre Caravaggio – ou Rampa Amaury Fernandes – tem cerca de mil metros de altitude e recebe muita gente, mesmo quem não pretende voar, mas só apreciar o visual e curtir o ambiente que é uma delícia. (Vale Caravaggio – R$ 3,00)

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Santa Sfiha

Passamos rapidamente pela pracinha central da cidade – Praça Augusto Ruschi – e fomos fazer um lanche (que para mim acabou valendo como o almoço) na recém-inaugurada Santa Sfiha. As opções de lá, tanto doces como salgadas, eram ótimas. Comi de carne moída, queijo, banana com canela e geleia de uva. (Rua Jerônimo Vervloet, 190 – segunda a quarta de 14h às 22h; quinta de 14h às 23h; sexta de 14h à meia-noite; sábado de 12h à meia-noite; domingo de 16h às 22h)

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Taberna Lounge

Mais tarde, o jantar foi no restaurante Taberna Lounge, que tem decoração medieval e vários pratos, especialmente com carnes. Comi filé com arroz cremoso, farofa e batatas rústicas. Ele fica na chamada Rua do Lazer, bem ao lado da Igreja Matriz, com diversos restaurantes e bares, mesinhas do lado de fora, um ambiente supergostoso. (Rua Coronel Bonfim Junior, 90 – quinta a sábado de 11h à meia-noite; domingo de 11h às 16h)

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Domingo

Foi o último dia da viagem e só ficamos até o meio da tarde, quando saímos em direção a Vitória. Mas, mesmo com pouco tempo, deu para ver muita coisa, desta vez todas dentro da cidade.

Galeria Cultural e Museu da Imigração

Funciona no segundo andar do Galeria Cultural Virgínia Gasparini Tamanini e é bem interessante. O acervo foi criado, principalmente, a partir da coleção particular de um padre, para preservar a história dos imigrantes, que chegaram no porto de Vitória e foram depois para a região de Santa Teresa. Há objetos, fotos, utensílios e painéis informativos. No andar de baixo funciona exposição e venda de produtos artesanais fabricados por moradores locais. (Rua Ricardo Pasolini, 264, Centro – quinta a domingo, incluindo feriados, de 9h às 17h)

Museu de Biologia Professor Mello Leitão

Criado pelo biólogo e cientista Augusto Ruschi para ajudar em suas pesquisas, foi posteriormente doado ao o Governo Federal hoje faz parte do Instituto Brasileiro de Museus. Fica em um espaço de muito verde, totalmente preservado, e o ambiente é superagradável. Entre fauna, flora e outros atrativos, o destaque, na minha opinião, é o observatório de beija-flores, um momento quase terapêutico. (Avenida José Ruschi, 4, Centro – terça a domingo de 8h às 17h – Gratuito)

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Fabrício Bar e Restaurante

Mais uma vez na Rua do Lazer, que é bacana tanto no sábado à noite ou domingo à tarde, para sentir o clima diferente nos dois horários. Mas chegue cedo, porque costuma lotar – e com razão! Nesse restaurante, que tem uma decoração toda lindinha, comi parmegiana com arroz e purê de batatas + suco integral de uvas da região. (Rua Coronel Bonfim Junior, 43 – quarta a sexta de 18h à meia noite; sábado de 12h às 16h e 18h às 8h; domingo de 12h às 16h)

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Claid’s Biscoitos

Foi a última parada antes de pegarmos a estrada. De cara já adorei a construção, que é uma gracinha. Essa é uma das empresas mais tradicionais do estado e possui vários tipos diferentes de biscoitos (e/ou bolachas heheh) de produção artesanal, entre mais de 80 sabores salgados e doces, além de outras guloseimas como alfajores. (Rodovia Josil Espindula Agostini, bairro Penha – todos os dias de 8h às 18h)

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Laticínio Lorena

Sugestão de pit stop no caminho para Vitória para comer ou comprar algumas delícias. Nós fizemos uma degustação de queijos e iogurtes. Eu sou louca por laticínios e amei, especialmente o iogurte cremoso de abacaxi. (Rua Eng. Josil Agostini, 3, São José, Fundão – domingo a quinta de 7h às 17; sexta e sábado de 7h às 17h30)

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Igreja Matriz

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Foto: João Olavo/Blog Destinões

Não chegamos a entrar, apenas para observar a beleza da construção, que tem uma grande escadaria na frente e, em uma das laterais, um monumento ao Centenário da Imigração. Fica no local onde, no passado, os primeiros moradores se reuniam para rezar em torno de uma imagem de Santa Teresa D`Ávilla, trazida da Itália por um dos imigrantes. Inicialmente era apenas uma capela, que em 1925 foi transformada na igreja atual, que também já passou por novas reformas e revitalizações. (Rua Coronel Bonfim , s/nº. Centro)

Santa Teresa: como chegar e onde ficar

Minha hospedagem em Santa Teresa foi na Pousada e Sítio Canaã, um refúgio no meio de muito verde, tem até um lago. Os apartamentos são bons, chuveiro quentinho, o café da manhã bem servido, e o atendimento foi ótimo!

Para chegar à cidade, saindo da capital há ônibus da Viação Lírio dos Vales com diversos horários diretos de Vitória para Santa Teresa. A distância é de aproximadamente 80 km e leva pouco mais de 2h. Há também ônibus da mesma empresa que fazem o trajeto passando por Santa Leopoldina antes de chegarem ao destino final. Mas a melhor forma de se locomover por lá é de carro, já que muitos dos atrativos ficam fora do perímetro urbano.

Nos blogs participantes do “Pocando no ES 4” você pode conferir mais dicas e diferentes pontos de vista sobre a viagem: 

Capixaba na Estrada, Viagens Cine, Bagagem de Memórias, Vivi na Viagem, Tire a Bunda do Sofá, Idas e Vindas, São Paulo Sem Mesmice, Vem Que Te Conto, Mapa na Mão, Tá Indo Pra Onde, Pelo Mundo com Manu, Caminha Gente, Destinões, Guia e TurismoFuxicos de ViagensAline Approves, Por Aí Dicas de Viagem, Viagem Massa, Roberta Leite, Elielson Beans.

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