Arraial d’Ajuda em um dia: praia, centro histórico e mais dicas

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A região da Bahia em que os navegantes portugueses chegaram ao Brasil em 1500, com belas praias e muitos atrativos, é uma das mais procuradas por turistas do mundo todo. Entre os lugares mais conhecidos estão Porto Seguro e Arraial d’Ajuda, que ficam coladinhos – na verdade, ficam separados pelo pequeno Rio Bunharém, cuja travessia é feita de balsa. E é quase impossível falar de um sem falar do outro.

Por isso o roteiro de uma viagem a Porto Seguro inclui certamente pelo menos um passeio em Arraial d’Ajuda. Já aviso: você não vai se arrepender!!! No bate e volta que fiz, com a Coconut Experience, passamos o dia na praia e, no fim da tarde, fomos ao centro histórico. Perfeito para quem quer conhecer esse vilarejo, que, embora simples, é bem desenvolvida em relação ao turismo.

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O que fazer em Arraial d’Ajuda

Praia

A que conheci foi a Praia de Pitinga. Apesar de cheia, é tranquila. Na areia há diversos quiosques (que chamam de Cabanas), com mesas e cadeiras para passar o dia. Nós ficamos na Cabana do Genésio. Inclusive são locais muito seguros – dá para deixar tudo lá quando for entrar no mar ou fazer caminhada, sem medo. Coisa rara hoje em dia!

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Falésias

Lá ficam as falésias, que, dizem, foram citadas na carta de Pero Vaz de Caminha, o primeiro documento oficial do Brasil. “Esta terra, senhor, (…) traz ao longo do mar, em algumas partes, grandes barreiras, [algumas] delas vermelhas e [algumas] delas brancas.”

Com uma caminhada curta de alguns minutos chega-se até a entrada para essas falésias, onde tem uma trilha relativamente simples (de 0 a 10, nível 6), muitas crianças e pessoas mais velhas conseguem fazer. Lá de cima o visual é indescritível. Mais bonito que isso só se o tempo estivesse 100% aberto, mas, mesmo nublado, deu para ver que é demais!

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Centro Histórico

Além das praias, Arraial tem um centrinho muito bacana, com lojas, restaurantes e até baladas para todos os gostos. Tem desde lojinhas de lembrancinhas até as de marcas famosas ou produtos importados. E culinária variada, nacional e internacional – carnes, peixes, massas, lanches, só escolher. Depois vou fazer um post com dicas dos lugares onde comi. Tem, ainda, os carrinhos de tapioca e outros pelas ruas, especialmente fora dos espaços mais conhecidos.

Uma loja que eu amei foi a indiana Terima Kasih, de móveis, decoração, roupas… tanta coisa linda, um espaço enorme, dá vontade de levar tudo! Não deixe de dar uma passadinha, nem que seja só para ver.

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Brodway e Mucugê

O centro histórico tem basicamente duas ruas mais conhecidas e movimentadas: a Brodway (a grafia é essa mesmo) e a Mucugê.

A primeira recebeu esse “apelido” por causa dos hippies que chegaram à cidade nos anos 70 e faziam shows musicais por lá, daí a referência à rua de Nova York. Ela faz esquina com outra que passou a ser chamada de 5ª Avenida – era um beco cheio de bares (hoje não mais).

A segunda é mais charmosinha, na verdade não é só uma rua, é um espaço maior, onde ficam as lojas e restaurantes mais badalados. Um ambiente muito gostoso, principalmente no fim da tarde e início da noite.

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Igreja e Mirante

E tem a praça, claro, que não podia faltar! É onde fica a Igreja Matriz de Nossa Senhora d’Ajuda, a padroeira, construída em 1549, a 3ª mais antiga da região. Ao redor estão mais alguns bares, lojas e restaurantes – esses fazem mais o meu estilo.

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Atrás da Igreja fica o mirante que é um dos pontos mais bonitos e visitados. Além da vista para o mar, lá as pessoas amarram suas fitinhas coloridas e fazem um pedido. Aí bate o vento e é aquele colorido todo esvoaçante… fica lindo!

Mas atenção: dizem que só funciona se a fitinha for ganhada; se comprar não vale. Ah, e é preciso dar três nós.

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Mais fotos

A fotógrafa Lu Mattos me acompanhou nessa viagem ao sul da Bahia e aproveitamos os belos cenários para um ensaio fotográfico – depois vou postar (muito!) mais fotos, mas deixo algumas para já dar um gostinho…

A foto acima, das minhas mãos amarrando a fitinha, a da igreja e a que abre esse post também são dela.

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Como ir de Porto Seguro a Arraial d’Ajuda

Ir para Arraial d’Ajuda por conta própria é possível e eu fiz isso algumas vezes, principalmente à noite. Mas a comodidade de fazer um passeio fechado com uma agência é muito melhor. Te explico: no primeiro caso, você teria de pegar um ônibus ou táxi do seu hotel até o local de onde sai a balsa – isso significa ficar um tempão esperando ou pagar caro, porque táxi lá é mais que o dobro dos preços do Sudeste; depois da travessia na balsa, já em Arraial, tem que pegar uma van que vai até o centrinho; e, do centrinho para a praia, que não fica perto, nem sei como chegar, possivelmente mais um táxi.

Com a agência o ônibus pega no hotel na hora certa, faz todos esses deslocamentos com conforto e você não tem trabalho nenhum, só o de curtir. Além disso, o guia (no dia que fui era o Gerson Pimenta) explica um pouco sobre a história dos locais. E, se colocar os valores, no fim das contas o total vai dar o mesmo. Ou seja, custo/benefício garantido!

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* Agradeço à Coconut Experience pelo convite, mas deixo claro que este texto reflete somente minha opinião pessoal, mantendo meu compromisso de transparência com os leitores.