Santa Leopoldina, na região dos imigrantes do Espírito Santo: o que ver em um dia

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Conheci a cidade de Santa Leopoldina, no Espírito Santo, durante o Pocando no ES, encontro que reuniu blogueiros de viagem do Brasil todo e para o qual tive o prazer de ser convidada. Visitamos também Santa Teresa – as duas ficam próximas e fazem parte da região dos imigrantes.

O acesso de Vitória para Santa Leopoldina é fácil e dá tranquilamente para fazer um bate e volta para passar o dia. A distância é de cerca de 60 km e a viagem tem duração aproximada de 1h. Como a cidade é pequena, dá para conhecer muita coisa.

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O que fazer em Santa Leopoldina

História e natureza são os dois pontos fortes do turismo na cidade, que tem cerca de 10 mil habitantes, mas já foi uma das mais importantes da região serrana do estado na época do Brasil Colônia – foi o ponto de partida da viagem de Dom Pedro II pelo Espírito Santo.

Nosso guia foi o Jefinho Expedições. Ele é de Santa Leopoldina e conhece tudo por lá. Veja o que fizemos em um dia:

Monumento ao imigrante

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A primeira parada foi no Monumento ao Imigrante, que é como uma cruz, simbolizando a coragem daqueles que chegaram à cidade no passado. Foi construído em 1950, ano do centenário da colonização européia. Como fica no alto, de lá é possível ver toda a cidade, em meio às montanhas, com destaque para a Igreja Matriz da Sagrada Família, de 1911, que está em um ponto mais alto em relação às casas.

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Foto: @robertalleite

Centro Histórico

O centro tem uma pracinha bem tradicional, com coreto, e tem uma ponte que é o marco zero da cidade. O Rio Santa Maria era navegável e por muito tempo foi o porto de desembarque de imigrantes, que iam de canoa saindo de Vitória. Também era onde embarcavam produtos e mercadorias locais.

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Por toda a cidade há algumas placas, emolduradas como se fossem uma janela de uma casa, com informações sobre a história de Santa Leopoldina e alguma foto antiga. Achei legal a ideia, uma forma criativa de valorizar o passado, além de ser superbonitinho!

Museu do Colono

Seguimos para o Museu do Colono, que tinha acabado de passar por uma reestruturação. A construção de dois andares foi feita por uma família austríaca em 1878 e o último herdeiro (que foi prefeito da cidade) transformou o local em museu. A arquitetura, a decoração e o mobiliário com peças originais e de antiquários mostram como era a vida na época.

Inicialmente se chamava Museu do Imigrante, mas depois viram que a família entrou no país como colonos e o nome mudou. A visita é gratuita. Funciona também como um centro cultural onde há aulas de violão e outras atividades voltadas para a comunidade. (Av. Presidente Vargas, 1501 – Centro – Quarta a Domingo de 9h às 17h)

Padaria Leopoldinense

Quase em frente ao Museu do Colono fica essa padaria, onde passamos rapidamente para degustar alguns biscoitos (ou seriam bolachas?) alemães feitos com uma receita tradicional que leva chocolate, canela e gengibre. Acho que é isso. Cozinha não é o meu forte! rs Sei que são bem gostosos. O nome é “fafacufa”. Tinha também chá e café para acompanhar. (Av. Presidente Vargas, 1501 – Centro – Todos os dias de 5h40 às 19h30)

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Parque Cachoeira Véu de Noiva

Fica no parque que tem o mesmo nome. O acesso à cachoeira é feito por uma pequena trilha, bem fácil (palavra de quem não tem muita prática). Lá tem também suítes bem legais (R$ 150,00 a 200,00 com café da manhã) e camping. Também é servido almoço no fogão a lenha (R$ 44,90 o quilo). Foi onde almoçamos e estava ótimo. Sabe aquela comidinha caseira gostosa? Bem assim! A cachoeira recebe em torno de 12 mil pessoas por ano. (Rodovia Bernardino Monteiro Km 09 – Todos os dias de 8h às 17h – R$ 5,00 para ficar 1h ou R$ 10,00 para o dia todo)

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Cachoeira Moxafongo

Mais uma cachoeira linda. Fica no Eco Parque Cachoeira Moxafongo, São 13 metros de queda d’agua e a sede tem serviço de bar e restaurante com almoço (R$ 40,00 o quilo). Entrando no clima da chuva que caiu bem no momento, fizemos um lanche com bolinhos de chuva e várias bolachinhas gostosas. (Sábados e Domingos de 9h às 17h, R$ 10,00)

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Para ambas as cachoeiras, uma dica do fundo do meu coração: use repelente! Use mais. Reaplique. De novo, não custa. E, se for alérgica a insetos, como eu, leve uma pomadinha e uns comprimidos por precaução.

Restaurante L’Incontro

A pizzaria é comandada pelo chef Lucca Lonardi e ficou em 3° lugar em um concurso nacional das melhores pizzas do país. Foi uma noite divertida – esses momentos em que a gente para e consegue socializar são sempre ótimos. Experimentamos vários sabores salgados e doces. E tivemos até uma pizza especial com o nome do Pocando no ES. (R. Presidente Getúlio Vargas, 1645 – Todos os dias de 11h às 15h e de 18h às 23h)

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Onde ficar e como chegar

Nossa hospedagem em Santa Leopoldina foi nessa pousada que fica fora da cidade e é superacolhedora, a começar pelo proprietário, Sr. Pedro, que nos recebeu com muito carinho e fez questão de contar um pouco mais sobre o local, construído por ele utilizando objetos e materiais reciclados. É incrível ver que tem um toque original em cada canto da pousada, tudo tem uma história.

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Entre os passeios do dia e a ida à pizzaria, ainda deu tempo de ficar um pouco na piscina. Depois, já à noite, continuamos por ali batendo-papo, o ambiente é muito agradável. E o local é lindo, em meio às montanhas. Os quartos são simples, mas tem o básico que a gente precisa: cama boa e chuveiro quentinho. (Rodovia Afonso Schwab, Km 8 – Zona Rural. Tel: (27) 999293-5046)

De Vitória para Santa Leopoldina há ônibus que saem da capital, pela Viação Pretti (R$ 14,10) ou pela Viação Lírio dos Vales, diariamente, em horários que variam dependendo do dia da semana. No entanto, a melhor forma de deslocamento é  de carro, já que alguns passeios por lá são fora da cidade e distantes uns dos outros.

Nos blogs participantes do “Pocando no ES 4” você pode conferir mais dicas e diferentes pontos de vista sobre a viagem: 

Capixaba na EstradaViagens CineBagagem de MemóriasVivi na ViagemTire a Bunda do SofáIdas e VindasSão Paulo Sem MesmiceVem Que Te ContoMapa na MãoTá Indo Pra OndePelo Mundo com ManuCaminha GenteDestinõesGuia e TurismoFuxicos de ViagensAline ApprovesPor Aí Dicas de ViagemViagem Massa, Roberta Leite, Elielson Beans.

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