“Me descobri uma excelente companhia” – por Laise Costa

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“No início de 2018 decidi que iria tirar um ano sabático e, no meio de um vendaval de emoções, dúvidas e decisões que me invadiram naquele momento, uma das poucas certezas era: quero viajar e viajar muito! Não sabia para onde, nem por quanto tempo, mas sabia que queria vivenciar outros lugares, outras culturas, experimentar uma vida e uma rotina completamente novas. Aos poucos as ideias foram se alinhando com as vontades e as “possibilidade$” e uma coisa ficou óbvia: eu teria que viajar sozinha.

À primeira vista a ideia não foi confortável. Seriam cerca de seis meses fora do país e me imaginar tanto tempo sozinha, longe de tudo que me é “conhecido”, gerou uma série de dúvidas. Será que eu vou conseguir me divertir estando só? Será que vou conseguir fazer amizades? Será que não vou me cansar da minha própria companhia? E se eu precisar de um suporte, uma ajuda?

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Os questionamentos não foram apenas meus. Mesmo tendo 40 anos, ou seja, não sendo nenhuma “garota indefesa”, eu lidei com a incredulidade de muitas pessoas: sozinha? Por tanto tempo? Você não tem medo? E se acontecer alguma coisa de ruim? Nossa, você é corajosa…

Mas a verdade é que quando a gente quer muito uma coisa, quando o desejo é genuíno e forte, o universo só conspira a favor e tudo se encaixa de uma maneira tão perfeita que sobra pouco espaço para o medo e pouco tempo para pensar em coisas ruins. Foi assim comigo. Eu desejei muito esse sabático, esse tempo só para mim. Um período em que eu me dei de presente ouvir meu coração e realizar o que tivesse vontade, tendo de brinde ficar longe de estresse, obrigações, cobranças, julgamentos. Apenas ir. Por mim.

166 dias, 10 países e 41 cidades depois, posso garantir que viajar sozinha foi, sem sombra de dúvida, uma das melhores coisas que já fiz na vida! Sensação total de liberdade, independência, empoderamento.

Aquelas dúvidas e receios iniciais (e que eu entendo, é perfeitamente normal ter se for uma experiência nova, totalmente fora da zona de conforto) se dissolveram rapidamente. Sim, é possível (e muito) se divertir só. Sim, é possível fazer amizades. Voltei tendo conhecido ótimas pessoas de várias partes do Brasil e do mundo. E, apesar desta não ser uma obrigação (não fiz amizade em todo lugar, justamente para aproveitar a solitude), acaba sendo natural. Se você não fala outra língua, posso garantir que existem brasileiros em toda parte do mundo dispostos a ajudar ou apenas bater papo… Aliás, viajando sozinha a gente está muito mais aberta a conhecer pessoas, a interagir, do que quando viajamos com amigos ou família e ficamos na “nossa bolha”.

Quanto à dúvida sobre cansar da própria companhia, eu já adianto logo: não aconteceu comigo e duvido que aconteça com você! Foi exatamente o contrário: me descobri uma excelente companhia. Adorava sentar em praças, ou na praia, ou num bar no Centro para ver a vida passar, curtir o vai e vem das pessoas, me sentir fazendo parte da cidade. Eram esses os melhores momentos, pois era assim, sem obrigações de conhecer pontos turísticos ou de garantir a melhor foto, apenas vivendo e sentindo o local que eu me percebia mais conectada a mim e extremamente grata pela oportunidade de viver aquela experiência.

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Durante a viagem os momentos de “perrengues” foram mínimos. Nenhum problema de segurança, todos totalmente administráveis e quase nunca teve a ver com o fato de eu estar só. Nada que jogo de cintura, bom senso e simpatia brasileira não ajudasse a resolver e que não tenha servido de aprendizado para o momento e história para contar depois.

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Voltei certa (e já planejando) outras viagens sozinhas e incentivando todas as amigas a fazerem o mesmo. Essa liberdade de ser você, em um lugar completamente novo, repleto de possibilidades é uma sensação mágica e indescritível. Não pense, não questione demais. Apenas vá! Não importa o roteiro ou por quantos dias, se dê esse presente. Certeza mais do que absoluta de que valerá a pena.”

Texto: Laise Costa
Fotos: Arquivo Pessoal 

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Me escreve no mariana@marianaviaja.com

 

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