O que aprendi morando sozinha e como isso me ajudou (e ainda ajuda) ao viajar sozinha

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Bem antes de sequer sonhar em viajar (sozinha ou mesmo acompanhada), eu já tinha saído de casa sozinha, mudado de cidade e de estado e morar sozinha era minha realidade há uns bons anos. Eu nunca tinha me tocado disso até que dia desses, em um grupo, vi uma mulher comentando que já viajou sozinha várias vezes, mas que agora precisaria se mudar e estava cheia de medos de ir para um novo lugar. Fiquei pensativa porque comigo foi o contrário…

E hoje vejo como essa experiência de ser dona da minha própria vida me ensinou coisas que certamente ajudaram e ajudam na hora de fazer uma viagem.

Morar sozinha: aprendizados que considero importantes

Aprendi que se tenho vontade, preciso encarar

Estar sozinha, ter que resolver tudo sozinha, ser eu por eu mesma, isso não me assustou quando fui morar sozinha, porque sempre foi uma vontade. Sei lá, de ser independente… Acho que tem muito mais a ver com desejo que com coragem. Claro que faz falta ter gente de confiança por perto. Mas eu sempre soube muito bem o que eu queria e não ia deixar nada me abalar a ponto de desistir. Aquela velha história de ir com medo mesmo. Então quando escolho viajar sozinha, quando quero muito ir, é mais ou menos nessa linha de pensamento.

Aprendi a estar disposta a conhecer o novo

Quando me mudei para o Rio eu tive de recomeçar minha vida, conhecer novos lugares – e aqui não falo de turismo, mas sim da padaria, do mercado, das lojas, etc. Isso ajuda ao viajar também, estar num lugar e ter de descobrir onde ir. É engraçado, mas até pouquíssimo tempo atrás não existia smartphone nem Google Maps. Mas já tinha internet, então em casa eu olhava o mapa, só que na rua eram outros quinhentos… Às vezes imprimia um mapinha e saia com ele para tentar me guiar. Hoje já é bem mais fácil! Amém, gente?

Aprendi a focar no lado positivo

Fiquei por um mês na casa de um amigo até que aluguei um apartamento e me mudei. Estava tão realizada que, como disse, devo ter abstraído os perrengues. Até porque já sabia que não adiantava querer que alguém resolvesse por mim, então minha alternativa era encarar. E ter certeza de que tudo ia conspirar a favor.  Em viagens é bem desse jeito. Faço o lado bom ser maior que os perrengues. Porque claro que não é tudo sempre ótimo, mas ignoro um ou outro momento/acontecimento desagradável e penso que pelo menos estou em um lugar que queria conhecer e consegui realizar.

Aprendi a confiar nas pessoas

Já no meu apartamento, no novo bairro, muitas vezes precisei pedir informação, ajuda, contratar um serviço, abrir a porta de casa para um profissional… Claro que prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém, já dizia Benjor. Mas não dá para viver sempre com o pé atrás. E, sem ter ninguém que eu conhecesse, era pedir uma indicação, arriscar e confiar, porque não tinha outra alternativa em determinadas ocasiões. Assim como nas viagens, a gente vai pegando o jeito, vai perdendo o medo, vai entendendo que tem mais gente boa que ruim, vai acreditando que vai dar certo. E dá.

Aprendi a curtir comigo mesma

No começo, logo que me mudei, estando a quilômetros de amigos e familiares (em Minas Gerais) e não conhecendo praticamente ninguém na cidade, era inevitável que em alguns momentos eu me sentisse só. No dia a dia mesmo, para falar amenidades, sobre o chuveiro, a vista da janela ou o programa de TV. E isso é algo que a gente precisa aprender a lidar. Porque mesmo depois, tendo feito vários amigos, a questão do cotidiano da porta pra dentro é nossa. Então, se viajo e não faço amigos de cara ou não aparece ninguém para conversar, tudo bem. Curto comigo mesma e uso as redes sociais para papear (olá, Twitter)!

Aprendi a não deixar oportunidades passarem

Com isso fui aprendendo também a ir ao cinema sozinha, à praia sozinha, porque nem sempre as pessoas que eu conhecia tinham disponibilidade, normal. E aí quando decidi viajar sozinha pela 1ª vez, foi uma situação em que eu teria férias e não sabia de ninguém mais que fosse ter, então veio o dilema: ir ou não ir? Pesei prós e contras. Se eu não fosse, ficaria em casa (sozinha), poderia fazer passeios na cidade (sozinha, já que todo mundo estaria trabalhando), então por que não fazer isso em um destino diferente? Foi assim que tomei minha decisão e aprendi a não deixar as oportunidades para trás só por não ter alguém que queira/possa também. E é assim que ainda penso a cada viagem que quero fazer e não tenho com quem ir.

Aprendi que gosto muito de tudo isso

Adoro receber visitas, ter gente em casa, mas vai chegando um momento em que quero minha vidinha de volta, minhas coisas, do meu jeito. Meus filmes e livros e músicas. Meu silêncio. Não consigo me ver morando com mais gente. Gosto de ter meu espaço, só meu. E viajar sozinha é algo que comecei a achar tão bom que, muitas vezes (quase todas, confesso rs), nem procuro saber se alguém quer ir, se tem interesse. Tão mais prático, gente! Eu simplesmente planejo e vou, certa de que isso me deixa bem.

Aprendi a ser livre!

Tem uma frase que rola por aí e que adoro: “Você chega em casa, prepara um café, senta-se na sua poltrona favorita e não tem ninguém. É você quem decide se isso é liberdade ou solidão.” Eu sempre encarei como liberdade! E sigo vivendo e aprendendo a ser feliz assim!

Foto principal: Pixabay

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