Centrinho de Ilhabela (SP): história e cultura à beira-mar

O centrinho de Ilhabela, região histórica carinhosamente chamado de “Vila”, é um daqueles lugares que convidam a desacelerar enquanto caminha pelas ruas de paralelepípedo, entre lojas coloridas, restaurantes, construções antigas e o vai e vem dos moradores e turistas. É onde a história, a cultura caiçara e a vida local se encontram.

Qual a melhor parte de Ilhabela?

Ilhabela é conhecida principalmente pelas praias, algumas delas paradisíacas, principalmente por estarem fora da parte mais urbana e em áreas cercadas por natureza. Há também cachoeiras. Mas é um destino que tem também opções históricas, religiosas, culturais, gastronômicas e mais…

A melhor parte vai depender daquilo que cada um mais gosta ou até mesmo do tempo disponível. No meu caso, como foi um passeio curto, optei por ficar no centrinho histórico, parte que é chamada de Vila e que reúne alguns atrativos.

Como chegar a Ilhabela

O trajeto para Ilhabela é feito nas balsas que saem de São Sebastião. Ao chegar no píer, seguindo um pouquinho há um posto de informações turísticas, onde funcionários informam como ir para o centrinho (Vila). Foi um funcionário que me indicou onde ficava o ponto de ônibus e as melhores linhas. Quem quiser algo mais rápido e prático, pode pegar um táxi (há alguns no píer) ou chamar um uber.

Eu fui de ônibus mesmo, vendo pela janela a cidade de um lado e o mar do outro. Para saber onde descer, é só avisar ao motorista – a maioria das pessoas estava indo para o centrinho, não tinha erro.

No entanto, errei. Desci um pouco antes (mas faz de conta que foi proposital para poder caminhar um pouco pela orla que é muito agradável). E não demorei a chegar de fato ao centrinho para seguir o roteirinho de passeios que eu tinha planejado.

O que fazer no centrinho de Ilhabela

Estive lá apenas um dia, em um bate e volta saindo de Caraguatatuba. Mesmo sendo pouco tempo, deu para conhecer vários pontos, pois ficam próximos, um ótimo passeio para ser feito a pé. Confira a seguir o que conheci por lá!

Igreja Matriz Nossa Senhora D’Ajuda e Bonsucesso

O charme do lugar começa pela arquitetura colonial preservada. A Igreja Matriz Nossa Senhora D’Ajuda e Bonsucesso, datada do século XIX, é um dos principais pontos de referência, com sua fachada branca e azul contrastando com o céu e o verde ao redor. Fica no alto de uma escadaria, em frente tem uma escultura de Cristo crucificado.

Museu Náutico

Ao lado da igreja fica a antiga Cadeia e Fórum, hoje desativada. A construção tem mais de 200 anos e abriga um museu náutico, com exposição. Também serve como porta de entrada para o Parque Estadual Ilhabela. O local oferece fotos, vídeos e peças históricas que mostram a importância e a biodiversidade dessa gigantesca área de preservação.

Rua do Meio

No centrinho de Ilhabela um dos destaques, na minha opinião, é essa rua fechada para trânsito, aberta para pedestres, cheia de lojinhas e restaurantes, um local charmoso e bem agradável.

Espaço Cultural Waldemar Belisário

Também conhecido como Espaço Cultural da Vila, reúne exposições sobre a cultura caiçara, peças do Museu Náutico de Ilhabela e obras de artistas locais, valorizando a identidade da ilha e sua forte ligação com o mar. Foi um lugar que me surpreendeu, principalmente quando li a história de Waldemar Belisário, que da nome ao local.

Praça Central e Píer da Vila

A Praça Cel. Julião, conhecida como Praça Central, fica à beira-mar, tem muito verde e uma fonte e um marco do antigo Pelourinho. Outro ponto que vale uma passadinha é o Píer da Vila, ótimo para caminhar e tirar fotos. Na orla ficam também alguns canhões portugueses do século XIX que eram usados para defesa.

Fundaci

Casarão da Fundação Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci), com exposição e venda de artesanato de comunidades tradicionais, além da construção em si que é histórica, preservada e chama a atenção.

Dependendo da data, você pode dar sorte de se deparar com o tradicional Baile dos Congos, uma manifestação folclórica que percorre as ruas do centrinho de Ilhabela com danças, tambores e vestimentas típicas, uma verdadeira imersão na cultura local.

Conheça meu novo livro de crônicas "Nem louca, nem coitadinha, nem tão corajosa assim" e entre em contato por email (contato@marianaviaja.com) ou instagram (@marianaviaja) para adquirir o seu.