O que é turismo sustentável e o que nossas viagens têm a ver com isso

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Muito se fala em turismo sustentável. Mas, antes, é preciso entender o conceito de sustentabilidade e sua importância. “Sustentável” vem do latim “sustentare”, que significa sustentar, favorecer e conservar. A ideia começou a surgir a partir do conceito de ecodesenvolvimento, proposto na 1ª Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1972 na Suécia. Foi nessa época que começaram a surgir as primeiras estratégias com esse foco.

Mas o termo “desenvolvimento sustentável” da forma como vemos hoje é relativamente recente (mais novo que eu! rs) e foi citado pela ex-primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, em 1987. “Desenvolvimento sustentável significa suprir as necessidades do presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprirem as próprias necessidades”. Ou seja, é nossa maneira de ver e agir no mundo em que vivemos, entendendo que os problemas ambientais estão afetando a qualidade de vida do homem e, a partir disso, buscando preservar o que temos nos setores ambiental, social e, consequentemente, econômico.

Em 1992, durante a Eco92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro, é que o conceito foi colocado como realmente um orientador de ações de forma mais concreta. Naquele ano foi criada a Agenda 21, um compromisso entre os países para o desenvolvimento sustentável, com ações locais e regionais associadas a projetos integrados, com apoio nacional e internacional.

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Desenvolvimento Sustentável

Para contextualizar um pouco mais, pesquisei um texto do site Brasil Escola, do UOL, que explica que ao longo da história, o homem sempre se viu como dominador da natureza, como se ela estivesse disponível para servir ao desenvolvimento econômico. Extrair, produzir, vender, utilizar e descartar era o caminho seguido. Assim se formou uma sociedade de consumo focada em tirar o máximo de recursos do planeta para acumular riquezas e satisfazer as demandas da população, sem se preocupar com o grande desperdício gerado. Não se pensava nas próximas gerações e todo mundo se acostumou a agir como se os recursos naturais não tivessem fim. Mas eles têm. E algumas consequências de tudo isso já podem ser sentidas, como o aumento da poluição e a desigualdade social.

Veio, então, a necessidade e a urgência de mudarmos nossa forma de pensar/agir, buscando o equilíbrio entre natureza, sociedade e economia. Entre as atitudes mais simples que podemos tomar no dia a dia estão a redução do uso de plástico, a separação do lixo para reciclagem, o uso consciente de água e energia, entre outras. Além, é claro, da conscientização constante. Parece óbvio e talvez até realmente seja. Mas não para todo mundo. No dia a dia a gente ainda vê muitos comportamentos que são exatamente o oposto de tudo isso. Daí a importância de se falar sempre e cada vez mais no assunto, porque por mais que pareça simples, nem sempre é fácil mudar hábitos que nos acompanham desde sempre.

E o que isso tem a ver com viagens? Tudo!

Turismo sustentável

Ao fazer uma viagem, os meios de transporte escolhidos, a reserva da hospedagem, os passeios, o nosso comportamento, são atitudes que podem impactar o mundo de maneira positiva ou negativa. Por mais que pareça pouco, é assim que funciona, cada um cuidando do seu micro de forma a impactar no macro. É uma mudança de comportamento pessoal, mas pelo desenvolvimento coletivo. E depende de cada um de nós ajudar a fazer com que os destinos se mantenham vivos e preparados para receber mais turistas. Turismo sustentável é conhecer o mundo e cuidar dele ao mesmo tempo!

Pensando nisso, o Ministério do Turismo, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), criou há 10 anos a campanha Passaporte Verde. O objetivo é estimular viajantes e empresas a fazerem escolhas sustentáveis. São pontos importantes, que vou compartilhar aqui para que todos nós possamos pensar nisso.

Transporte

– Se for viajar de avião, prefira voos diretos, que têm menos emissão de carbono. Claro que a gente sempre pensa em economizar e pagar menos, ainda que isso implique um voo com escalas ou conexões. E, nesse ponto, assumo que penso primeiro no meu bolso. São muitas questões envolvidas, mas é bom a gente estar pelo menos ciente das nossas atitudes.

– Para se deslocar, prefira o transporte público sempre que possível. Ou bicicleta. Se for alugar um carro, opte por um modelo econômico para reduzir o consumo de combustível.

Hospedagem

– Ao escolher a hospedagem, a dica é optar por locais próximos ao que pretende visitar, o que implica em um uso menor de transportes. Isso é algo que eu realmente faço. Também é importante evitar hospedagens em áreas de preservação, como beiras de rios, praias, restinga, entre outros. Algumas vezes já me hospedei em hotéis ou pousadas que tinham atitudes sustentáveis, como reutilização de água da chuva, aquecimento solar, reaproveitamento de materiais, entre outras. Não é um critério que dá para levar sempre em consideração, mas fico feliz quando vejo.

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Alimentação

– Tenha sempre com você uma garrafinha de água reutilizável. Isso evita que você precise comprar sempre garrafas descartáveis – o que é bom para diminuir os gastos da viagem e também gera menos lixo. Levar algum lanche pode ser uma boa ideia também. Lembrando sempre de recolher o lixo, mesmo que seja preciso guardar na bolsa até encontrar uma lixeira! Nisso tudo sou mestre, até mesmo por questão de economia!

– Na hora das refeições, tenha cuidado para não desperdiçar comida. Eu sei, a gente fica em tentação com tanta variedade que os hotéis costumam ter no café da manhã (ou às vezes no almoço ou jantar). Mas lembre-se de colocar no prato apenas o que vai conseguir comer. Se for o caso, repita depois.

Mala

– Até a escolha das roupas faz diferença. Priorize as que são de algum tecido que não amassa (ou amassa pouco) para não precisar usar ferro de passar e, assim, consumir menos energia elétrica.

Roteiro

– Quando for fazer seu roteiro, dê preferência para atrativos que permitam vivenciar um pouco do estilo local. Pesquisar com antecedência ajuda muito nesse ponto. Não é ficar presa a um roteiro pré-estabelecido, mas listar belezas naturais e lugares culturais que valem uma visita!

– Gosta de fazer compras? Então priorize os produtos locais. Além de contribuir com a geração de empregos e o aumento da renda dos moradores, é uma forma de ter lembranças originais de cada destino.

Além disso, ter responsabilidade, educação, tolerância, respeito entre as diferenças culturais, não só nas viagens como no dia a dia, também é importante para uma vida mais sustentável.

“Eu cuido do meu destino”

Esse vídeo publicado pela ONU Brasil fala um pouco mais sobre boas práticas para o turismo sustentável.

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