Casas de Pablo Neruda em Santiago e Valparaíso, no Chile

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Quero morar nas casas do Neruda. Pronto, falei. Era só isso que eu conseguia pensar quando andava por cada um daqueles cômodos, com o audioguia (em português) explicando como cada detalhe foi pensado, o que ele fazia por ali, os amigos que recebia. Minha vontade era de que tudo aquilo se concretizasse. Neruda, sua esposa, visitas como Salvador Allende… e eu, juntos, tomando um vinho chileno e batendo altos papos.

Acho quase impossível não ter essas sensações. As casas onde o poeta viveu em Santiago e em Valparaíso são abertas para o público e, além de todos esses pensamentos loucos que podem vir à mente, impressionam pela beleza dos locais, cada um com seu estilo e até mesmo suas personalidades, bem distintas. Uma pena que não podem ser fotografadas por dentro, mas garanto que valem a pena.

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Visita às casas de Pablo Neruda

Pablo Neruda era o pseudônimo de Ricardo Eliécer Neftali Reyes Basualto, que depois foi oficializado como nome legal. Ele foi o poeta chileno mais famoso e ganhou o Nobel de Literatura em 1971, ganhando reconhecimento internacional. Faleceu em 1973 em decorrência de um câncer, agravado pelo golpe militar de Augusto Pinochet, de quem era opositor.

Em comum, suas casas têm uma arquitetura peculiar e muitos detalhes na decoração. Em todas elas, há quadros (muitos quadros), enfeites, coleções de tudo, objetos de diferentes lugares… Por isso achei bacana ter o audioguia (incluído no ingresso e com narração em várias línguas), que vai indicando o número de cada cômodo e, ao entrar, vai narrando o que tem e o que acontecia em cada um. São como museus, mas são, também, muito mais que isso.

La Chascona

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É a casa de Pablo Neruda em Santiago (Rua Fernando Márquez de la Plata 0192). Foi construída para que ele pudesse se encontrar de forma clandestina com a então amante Matilde Urrutia, com quem depois acabou se casando. O nome La Chascona, que em português significa “a descabelada”, é uma homenagem a ela. São três partes, com algumas escadas e um jardim. Neruda foi velado nessa casa e Matilde continuou vivendo lá até a morte, em 1985.

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A estação de metrô mais próxima é a Baquedano. Valor da entrada: 7 mil pesos chilenos. Aberta de terça a domingo, de 10h às 18h. De lá, dê uma esticada no bairro Bellavista, que é uma delícia. Tem o famoso restaurante Como Água para Chocolate, o Patio Bellavista com muitas opções para comer, e o Cerro San Cristóbal.

La Sebastiana

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É a casa de Pablo Neruda em Valparaíso (Rua Ferrari 692). Do seu quarto, no terceiro piso, se tem uma linda vista para o oceano pacífico – na verdade mesmo do primeiro andar a vista já é linda, pois a casa fica no alto. Era uma casa de veraneio para onde ele ia escrever ou passar alguns períodos, pois dizia que o mar o inspirava. Na entrada, tem um banco com a silhueta de Neruda.

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Valor da entrada: 7 mil pesos chilenos. Aberta de terça a domingo, de 10h às 18h. Em um bate e volta a Valparaíso dá para conhecer a casa e, de lá, seguir pela Avenida Alemanhã, passando pelas casas com suas paredes grafitadas, outros mirantes com vista, e chegar ao Cerro Alegre.

Isla Negra

Além dessas duas, há ainda uma terceira, que não visitei: Isla Negra, em El Quisco, que na verdade foi a primeira casa dele. É onde ele está enterrado, ao lado de Matilde. Já está na minha lista para uma próxima ida ao país. Para quem quiser saber mais, no site da Fundação Pablo Neruda há informações e algumas imagens internas de todas elas.

 

 

 “Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida.” (Pablo Neruda)

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