Check-in #29 – Maio/2020

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“Maio já está no final… é hora de se mover pra viver mil vezes mais. Esqueça os meses, esqueça os seus finais…” A letra da música do Kid Abelha faz sentido para o atual momento. De repente me dou conta de que o ano já está quase na metade. E, como este check-in foi feito pela última vez no fim de 2019, este é o primeiro do ano e acho que o primeiro antes do fim oficial do mês (mas tá quase, então tá valendo!). Engraçado que encerrei o último dizendo que tinha boas perspectivas para 2020 e agora é tudo tão esquisito e tão diferente do que qualquer pessoa possa um dia ter imaginado. Quem diria que estaríamos todos (teoricamente) sem poder sair, por causa do novo coronavírus?

O meu ano na verdade já começou diferente do esperado porque quebrei do dedo na véspera de réveillon. Pois é! Passei a virada, meu aniversário e parte de janeiro com a mão imobilizada. Aí veio fevereiro e foi lindo, com carnaval e algumas viagens nos fins de semana seguinte. Mas março trouxe a pandemia e a necessidade de quarentena e isolamento. Ficar em casa, ver tanta gente não ficando, lidar com as notícias e o número crescente de mortos… digo que é uma montanha russa em uma sequência infinita de loopings – e muita coisa acontecendo entre uma volta e outra. Compartilho algumas aqui!

Para ler meu check-in dos outros meses clique aqui.

Na playlist

Pensei em músicas do verão ou do carnaval e não me ocorreu nada em específico. Devo ter ouvido, claro que ouvi, mas não algo que marcasse. Agora, no entanto, tenho ouvido mais músicas do que nunca! Sem falar no sem número de transmissões ao vivo que os artistas têm feito diretamente de suas casas. Ou no que ouço enquanto trabalho. Aí sim, tem muita coisa. De novidade me veio imediatamente essa do Silva, lançada já durante a pandemia, agora mesmo em maio, em uma versão gravada em um show em Lisboa. “Júpiter” tem uma letra linda, melodia idem, traduz a minha vontade de fugir pra outro planeta. E dá nome também ao álbum que conta com todas as músicas desse show.

Na cabeceira

Tenho lido bastante neste período da quarentena, até fiz um texto aqui com minhas sugestões de livros. Mas, antes, lá no começo do ano, tive uma leitura ótima sobre a qual ainda não postei. O livro Mulherzinhas, de Louisa May Alcott.

Resolvi ler porque o filme foi lançado em janeiro e o trailer me encheu de expectativas – nem era a primeira versão, mas como não tinha visto nenhuma outra, quis primeiro ler o livro. É um clássico feminista, que se passa no período da 2ª Guerra Mundial e conta a história das irmãs March. Quatro garotas e a mãe às voltas com questões sobre liberdade, independência, obrigações sociais para mulheres e outros assuntos. Li e adorei. E, no fim das contas, o filme mesmo acabei nem vendo (ainda).

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Na telinha

Eu adoro me alienar assistindo a reality show. Um dos meus preferidos é o Big Brother Brasil (BBB). #MeJulguem Nesta edição, a 20ª, o programa contou com participantes convidados/famosos, além dos anônimos inscritos. Uma mescla interessante e acabou rendendo até mais do que pensei. Embora seja um entretenimento e considerado por muitos até como alienação, sempre traz temas e discussões interessantes – desta vez foi o racismo, o machismo e até um pseudo-feminismo. Com o início da quarentena o programa se tornou o divertimento de muita gente – o que teve um lado ruim com os torcedores fanáticos nas redes sociais. Mas, fora isso, foi bem legal de assistir.

Na mesa

Dia desses me deu uma saudade de ir comer o risoto do Spoleto. Antes de tudo parar eu andei comendo algumas vezes por lá. Não era algo frequente, mas, sei lá porque, vira e mexe tenho lembrado disso, do cheiro, do sabor. Eu adoro risoto, mas é um prato geralmente caro para o meu bolso. Por isso amei quando descobri que havia esta opção no Spoleto e que custa em média uns 20 reais. É um prato bem bom, naquele esquema de escolher os ingredientes (acho que são seis) e um ou dois tipos de molho.

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Divulgação/Spoleto

Na mala

Eis que com a pandemia um novo item passou a fazer parte do nosso vestuário: a máscara, que tem uso obrigatório já em várias cidades e deve se tornar lei em breve em todo o Brasil. Não está na mala porque ainda não dá para viajar, mas tudo indica que mesmo depois que as coisas começaram a voltar ao normal (ou ao novo normal, como queiram chamar), ainda vai ser necessário usar essa proteção. E aí começaram a surgir diferentes modelos, estampas… Agradável não é, mas gente vai se adequando e de repente tenta até criar um estilo.

Na mídia

A pandemia colocou uma lupa sobre as desigualdades sociais. Como muitos já disseram por aí, não estamos no mesmo barco. Alguns estão em navios, outros em canoa, outros à deriva. Ou estamos todos no mesmo Titanic afundando, mas uns tocando violino, outros colocando os coletes e entrando nos botes salva-vidas, enquanto outros são levados pelo mar. Seja lá qual for a metáfora, fato é que as diferenças estão gritando na nossa cara. E aí as boas ações começaram a aparecer. De pessoas físicas principalmente. Atitudes que me tocam. Claro que o ideal seria pensar, sempre, em justiça social. Claro que o ideal é que isso não fosse necessário. Mas, enquanto for, vou seguir aplaudindo. Não vou postar nenhuma em específico, mas, em tempos de tanta notícia pesada (e logicamente elas são, sim, essenciais), esse outro tipo de matéria é um respiro!

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Feliz por…

Como falei lá no começo, virei o ano com a mão imobilizada e fiquei de molho grande parte de janeiro. Mas fevereiro veio lindo e o melhor momento foi, sem dúvidas, os desfiles das escolas de samba do Carnaval de Vitória, que acontece uma semana antes da data oficial da festa. Me preparei lendo sobre os enredos, sobre a história das escolas, decorei os sambas (ou, pelo menos, parte deles), vivi a emoção de estar no Sambão do Povo e virei a noite assistindo e cantando junto… Cada ala, cada carro, cada integrante, tudo me deixava arrepiada. Eu sou apaixonada por desfiles de escolas de samba e foi uma experiência inesquecível! Leia aqui meu texto contando (e mostrando) mais.

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Para inspirar

Não sei se o nome é exatamente inspiração. É difícil dar nome às sensações num momento como este. Mas uma iniciativa que achei muito bonita e que me emocionou foi o projeto Inumeráveis Memorial, que surgiu com a missão de valorizar, em forma de registros históricos, cada uma das vidas perdidas para o coronavírus.

São breves narrativas, sempre mostrando que por trás de cada número há uma história, uma escalada de dor, uma trajetória com muitos personagens, para que não se tornem apenas estatísticas… Vale acompanhar!

E assim, por enquanto, dou por encerrada esta sessão do check-in, que comecei há três anos. Foram muitas músicas, filmes, comidas, pensamentos e outras coisas que eu não conseguia encaixar em outros espaços aqui do blog. E foi muito legal. Mas ando sem novidades, por conta da situação atual. Mesmo antes disso já andava enrolada com outras coisas, outras redes, outros formatos de conteúdo e nem sempre conseguindo manter a frequência. Eu gosto disso aqui, de falar um pouquinho de como foi o mês, e quem sabe em algum momento eu retomo e volto a fazer. O blog segue com os demais conteúdos, sempre dentro do possível. =)

 

Foto principal: Alexas_Fotos por Pixabay

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