Expedição de seis dias no Jalapão (sozinha!) – por Erika Prochet

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Depois de ter umas histórias de sucesso em viagens sozinha, decidir enfrentar mais uma… Partiu Jalapão! Diferente das outras que fiz (Atacama, São Paulo, Belo Horizonte, Nova York e Paris), ir para um parque ecológico, ou seja sem chances de “fugir para algum lugar”, fazer uma viagem onde passamos muitas horas em um carro fechado com pessoas que não conhecemos, fiquei bem receosa com que vinha pela frente!

Sabia que o limite do carro era de cinco pessoas, e quais eram as combinações possíveis?! Eu + dois casais, ou eu + um grupo de amigos! Sim, só pensei nas piores hipóteses! Acontece né?? Mas, para a minha surpresa, a composição do meu carro foi: três mulheres viajando sozinhas e um pai com a filha!

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Viagem para o Jalapão

Algumas pessoas me perguntaram como foi e pediram mais informações sobre a minha viagem para o Jalapão, então aqui vai um momento blogueirinha…

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O Jalapão é bruto, muito bruto! Não tem asfalto, não tem sinal de celular, mas é cheio de encantos naturais e pessoas que amam estar ali! Tive a oportunidade de estar em contato com nativos de quilombolas, pessoas que descobriram “águas que borbulham” e investiram naquilo, mas com uma consciência de preservação, e não pensam em virar um rei dos fervedouros.

Na maioria dos lugares eles pedem que não passemos filtro solar, repelente e afins pra não poluir as nascentes. Em contrapartida, a natureza nos oferece uma água fresquinha, gelada o suficiente para nos refrescar, mas super agradável, nada de doer os ossos.

Para encontrar todas essas belezas o melhor caminho é voar para Palmas e seguir de lá, de preferência de 4×4. Juro, em alguns momentos pensei que nem esses carros passariam.

Como ir?!

Dá pra ir por conta própria?! Dá! Como em qualquer lugar do mundo. Mas não é o mais recomendado, já que a região não tem sinal de telefone, logo usar o Waze não vai rolar e não tem sinalização alguma! E, sinceramente, gostaria que se mantivesse assim, apesar do turismo trazer dinheiro e oportunidades pra uma região, ele também traz um volume de lixo incomensurável e pode estragar essa nossa riqueza.

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A outra opção é contratar agências turísticas que são especializadas na região. As maiores são a Koruba e Cerrado Dourado. A Koruba se diferencia por te entregar uma experiência de camping de conforto. Ponto negativo: o camping deles é em lugar fixo, para ir às atrações os viajantes precisam pegar um ônibus sem ar condicionado com mais 30 pessoas em média e seguir por quilômetros para o deslocamento.

As demais agências funcionam em esquema de carros, Hilux ou Toyota, e, conforme os seus lugares são ocupados, eles saem com a expedição. Fui com a Cerrado Dourado e só tenho elogios à empresa. Fácil comunicação, entregou exatamente o que eu esperava, além de profissionais e os guias são bons motoristas (fundamental né mores?!), além de terem um amplo conhecimento sobre a região. E superindico a agência que a guia do meu carro tem, Cariama Jalapão. Possibilidade de fazer uma viagem mais flexível, com atrações que não estão nos principais roteiros, como piscina do japonês ou possíveis trekings.

Quando ir?

Quando decidir ir pra lá, os blogs que li diziam que o Jalapão é um destino para ir o ano todo, mas acredito que ir nos meses de seca (maio a setembro) é a melhor época. Além de minimizar as chances de ter uma chuva para estragar o seu dia, do carro atolar, atrações fecharem.

O que visitar?

É uma viagem de natureza, logo temos paisagens surreais e cachoeiras lindas de morrer! As minhas atrações imperdíveis foram:

1 – Cachoeira da Formiga
2 – Fervedouro do Encontro das Águas
3 – Fervedouro Bela Vista (assim como a pousada toda!)
4 – Pôr do sol nas dunas
5 – Cachoeira das Araras (ainda no distrito de Palmas)

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It’s all about the money, isn’t it?!

Eu fiz a expedição de seis dias e cinco noites e, como fui sozinha e sou medrosa, achei melhor pegar um quarto individual. Essa minha escolha encareceu a viagem uns R$ 300,00 em relação ao que pagaria se eu tivesse escolhido compartilhar.

Por ser um lugar distante, o custo de oportunidade também se reflete lá! Nas principais agências o custo médio por pessoa gira em torno de R$ 3.000,00 para o período de cinco dias e quatro noites. Neste valor já tem incluso as hospedagens, refeições e entrada das atrações. Bebidas e atrações extras são pagas à parte.

Quem pode ir?

Todo mundo que tem disposição para passar algumas horas do dia em um carro! Tudo é longe! Quando o guia te diz “é rapidinho”, pode anotar, pelo menos 50 minutos em um carro na estrada de terra esburacada!

Para aqueles que têm alguma dificuldade de locomoção ou acham que é cheio de trilha e afins, não se preocupem! Quase sempre o estacionamento é a pouquíssimos metros de distância da atração!

Texto: Érika Prochet
Fotos: Arquivo pessoal
* Preços do primeiro semestre de 2018, sujeitos a alterações.

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