“Superagui: a ilha da sorte” – por Beatriz Lourenço

“Viajei sozinha pela primeira vez por necessidade. Necessidade essa de tomar as rédeas da minha própria vida e mudar o rumo que ela estava seguindo.

A história parece clichê, mas aconteceu com muita emoção: em agosto de 2016 terminei um relacionamento no qual estava muito envolvida e, como tentativa de superação, resolvi viajar no feriado do mês seguinte para uma ilha do Paraná chamada Superagui.

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A ilha, uma reserva de preservação ambiental também declarada como patrimônio da humanidade, possui cerca de 700 habitantes, em sua maioria pescadores, e conta com uma praia deserta. Para chegar lá – na época morando em Curitiba – foi preciso pegar um ônibus até o litoral do Estado, Pontal do Paraná, e de lá pegar um barco até a ilha. A viagem toda durou em média quatro horas bem cansativas, porém gratificantes pela bela paisagem da região.

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Fiquei quatro dias numa pousada de donos tão receptivos que me trataram como se eu fosse da família. Nesse meio tempo conheci os moradores, fiz amizade com os alunos que estavam numa excursão de um curso técnico e, inclusive, voltei com eles de barco e Kombi sem precisar pagar a viagem!

Sou fotógrafa e estudante de Jornalismo e, na faculdade que estava, ocorreria na semana seguinte o primeiro prêmio da instituição voltado para o curso e contando com várias categorias. Aproveitando essa deixa, usei as fotos da viagem para concorrer na categoria “Melhor Ensaio Fotográfico” e pasmem: GANHEI!

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Ou seja, tomar a decisão de viajar sozinha me trouxe inúmeras coisas boas. Me conheci melhor, passei por dificuldades, alegrias, me diverti muito e senti que há inúmeras possibilidades na vida que a gente só precisa ver.

Em relação à ilha da sorte, é o lugar mais lindo do mundo. Recomendo com todo o meu coração.”

Texto: Beatriz Lourenço
Fotos: Arquivo Pessoal

Já viajou sozinha e quer ver seu relato publicado aqui?
Me escreve no mariana@marianaviaja.com

 

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