Viajando Sozinha no Espírito Santo: Domingos Martins

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Quando eu comecei a pesquisar sobre o que fazer em Domingos Martins, no Espírito Santo, não encontrei muitas dicas sobre a cidade, mas sim sobre a região de Pedra Azul, nas montanhas capixabas, que faz parte da cidade e é um dos circuitos turísticos mais conhecidos e mais bonitos do estado.

Pelo que vi, o mais comum para a maioria das pessoas é fazer o passeio pelas as belezas naturais do Parque Estadual da Pedra Azul (no Distrito de Aracê) e passar brevemente por Domingos Martins. Até cheguei a elaborar meu roteiro desse jeito, só que depois mudei de planos e resolvi fazer os dois separadamente, em viagens distintas, até para poder conhecer melhor.

A data foi definida em função do Brilho de Natal de Domingos Martins, com suas luzes e decoração temática, que acontece todo fim de ano. Eu queria muito ver de perto. E assim este se tornou o quinto destino do projeto “Viajando Sozinha pelo Espírito Santo” – clique no título para ver mais.

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O que fazer em Domingos Martins

Adorei a cidade, achei tudo uma graça! E, como não é grande, dá para conhecer tranquilamente em um dia. Muita gente faz bate e volta da Grande Vitória. Até mesmo em uma tarde dá para turistar bastante, porque é basicamente o centrinho. Vê só!

Casa da Cultura

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Comecei meus passeios por este museu e foi ótimo, porque ele conta a história do município desde a chegada dos primeiros imigrantes alemães e pomeranos (da antiga região da Pomerânia, trecho localizado hoje entre Alemanha e Polônia), na metade do século XIX. Esse contexto, para mim, faz toda a diferença quando a gente está visitando pela primeira vez uma cidade.

O funcionário Eduardo me recebeu super bem e acompanhou minha visita. É um museu pequeno, mas bem interessante, com acervo de fotos, documentos, objetos e móveis do período da colonização. Tem também alguns quadros da artista capixaba Cintia Kenia Bolzan, que retratam lugares e hábitos do passado.

A Casa da Cultura funciona em uma construção em 1915 que foi residência, sede do Fórum, até que em 1983 se transformou em museu. E em 1986 foi tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual. Aberta de terça a sexta de 8h às 17h. Fins de semana e feriados de 10h às 16h.

Praça Arthur Gerhardt

É o ponto central e principal cartão-postal da cidade. Achei linda e muito bem cuidada, toda florida, espaçosa, com fonte, lago, além da decoração de natalina… Ao redor, algumas construções com o estilo enxaimel (típica arquitetura alemã) e muito comércio próximo, com padarias, mercados, lojas de roupas, padarias, etc.

Bem no centro dela tem a Igreja Evangélica de Confissão Luterana. Ela foi a primeira igreja evangélica a ter uma torre no Brasil, isso em 1866, quando foi inaugurada. A construção é Tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual.

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Também conhecida como Praça de Campinho – nome como o lugar era chamado na época em que chegaram os primeiros colonizadores – conta com espaço com brinquedos de parquinho, como escorregador e balanço; termômetro que marca a temperatura e é parada certa para fotos quando os dias estão mais frios; e o famoso letreiro “#AmorS2ES”.

Monumento ao Imigrante

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Também na praça fica este monumento que é uma homenagem aos colonos alemães. Feito pelo escultor italiano Carlo Crepaz em 1954, representa uma família europeia chegando à cidade. E tem os dizeres “Ao colono imigrante, que aqui veio ajudar a construir uma grande pátria, a gratidão da terra capixaba”.

Rua de Lazer

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Um dos lugares mais frequentados da cidade e com razão. É uma delícia! São três quarteirões na Rua João Batista Wernersbach que ficam fechados para trânsito, aberto apenas para pedestres.

Um espaço cheio de restaurantes de todos os estilos e lojas diversas – de roupas, produtos típicos, chocolates, lembrancinhas, entre outros.

Achei superagradável para circular sem pressa! Toda bonitinha, tem flores, algumas construções com arquitetura típica… Além de decoração de Natal. Quando fui tinha música ao vivo, não sei se é sempre, e estava bem cheia tanto à tarde como à noite. Curti muito!

Praça da Biquinha

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A Praça Domingos José Martins homenageia o capixaba que dá nome à cidade que foi um dos líderes da Revolução Pernambucana. No local há um busto dele. E o nome popular vem do fato de ter uma fonte de água pura. Tem, ainda, alguns brinquedos de parquinho. É uma praça menor, mais simples e menos movimentada.

Casa onde Dom Pedro II ficou

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Em janeiro de 1860 o então imperador do Brasil Dom Pedro II visitou os colonos de Domingos Martins, que na época ainda se chamava Santa Isabel. Ele se hospedou em uma casa que foi a primeira construção de Campinho (hoje região central da cidade), feita em 1859. Ela não é aberta para visitação, pode ser vista apenas de fora, através de uma grade, onde tem uma placa com as informações.

Construções típicas

A arquitetura típica, aliás, é presença certa pela cidade. Não é difícil encontrar construções (residenciais ou comerciais) com o estilo enxaimel – com telhados inclinados e detalhes em madeira. Tão lindinhas!

Centro de Cultura e Turismo

Mais uma construção que mantém as características arquitetônicas, funcionou no passado como o famoso Hotel Imperador e hoje é a sede das Secretarias de Cultura e de Turismo. Estava fechada, por ser fim de semana, mas soube que funciona como centro de informações.

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Feira de Artesanato

Ao lado da Secretaria de Cultura e Turismo tem uma feirinha de artesanato muito legal, com produtos típicos da gastronomia da região e mais objetos, como bonecas de pano, tapetes, entre outros. Acho que só funciona aos fins de semana, não consegui confirmar.

Portal de Entrada

Já vi algumas fotos e é bem bonito, mas, como eu estava a pé, não fui, porque fica ainda na estrada, na entrada para a cidade. Foi construído em 1992 em tem arquitetura colonial.

Brilho de Natal

O evento já é um clássico da cidade e é realmente encantador! Acontece todo ano, a partir do fim de novembro e até o dia seis de janeiro, com espaços temáticos e iluminação natalina. O tema de 2019 foi “Era uma vez… Papai Noel visita os contos de Grimm”, com decoração inspirada nos contos de fadas dos irmãos Grimm, escritores alemães.

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Na Praça, cada canteiro tinha referência a uma obra: Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, João e Maria, Rapunzel…

Em frente, a Vila do Papai Noel tinha a casa da Branca de Neve e a mina dos Sete Anões, além de contar também com uma pista de patinação no gelo (único atrativo pago). Impossível não voltar a ser criança!

Onde ficar em Domingos Martins

Por causa da iluminação de Natal, eu queria ficar até mais tarde, mas o último ônibus saía às 19h30. Então resolvi dormir por lá e voltar no dia seguinte pela manhã. Minha hospedagem foi na Pousada Solar da Serra (R. Pedro Gerhardt, 191).

Ela fica no centro, com uma localização excelente, a menos de 500 metros dos pontos turísticos citados acima e também da rodoviária. Ótimo para fazer tudo a pé – só é preciso ânimo para subir uma ladeira, já que a pousada fica no alto da rua.

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Fiquei em um quarto superconfortável e espaçoso, com uma cama de casal e uma de solteiro, frigobar, televisão, ar-condicionado, espelho enorme e armário. Tinha também uma varandinha com uma vista para a cidade e as montanhas.

O café da manhã uma delícia – pães, frios, frutas, bolos e bebidas (café, leite e suco). E o atendimento também foi ótimo, quem me recebeu foi a Andréia, muito atenciosa. Mesmo antes do check-in pude deixar a mochila e usar o banheiro.

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Quando a gente pesquisa por hotéis e pousadas em Domingos Martins, a maioria que aparece é fora do perímetro urbano, geralmente já na região de Pedra Azul. Como eu estava de ônibus e sozinha seria inviável. Na cidade mesmo há poucas e essa foi um achado.

Mais informações: (27) 3268-1691 ou (27) 99842-8917

Veja mais opções de hospedagem:



Booking.com

Onde comer

No domingo almocei e depois lanchei na Rua de Lazer, que tem opções diversas, desde os alemães, que são temáticos da região, mas também self-services, hamburguerias… E alguns mais caros, outros mais em conta. Para todos os gostos. Comi no Pommer Restaurant e depois no Mountain Burguer. E comprei chocolates no Mayer Schokolade.

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Também é possível encontrar opções para comer fora de lá, seja nos trailers próximos à praça ou em lanchonetes e mercados nas ruas do centro, tudo de fácil acesso. Mas na Rua de Lazer está tudo concentrado e também acho muito mais legal ficar no meio do burburinho.

Como chegar

Os ônibus de Vitória para Domingos Martins são da viação Águia Branca e saem da rodoviária diariamente em diferentes horários ao longo do dia. Na volta a mesma coisa, saindo da rodoviária de Domingos Martins com destino à capital. Dá para consultar os horários pelo site e até comprar antecipadamente.

Eu cheguei por volta das 11h e ao longo da tarde/noite deu para conhecer bastante, como já mostrei. Outra opção é procurar pacotes de agências. Há várias que oferecem bate e volta com bons preços. Fora do período de Natal da para ir e voltar no último ônibus também, sem problemas.

Viajando Sozinha em Domingos Martins

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Em relação ao fato de estar sozinha foi tudo tranquilíssimo. Como a cidade estava bem cheia acho que passei desapercebida (adoro rs) e ao mesmo tempo me senti à vontade para circular. Não sei como seria em outra época de menos movimento, mas acredito que seria numa boa também. A cidade é bem receptiva, as pessoas simpáticas, nenhum problema.

E em relação à segurança também tudo tranquilo. Mesmo no caminho da pousada, que já não era dentro do “burburinho”, mas tinha gente nas portas de suas casas, um clima de interior. Circulei a pé em diferentes horários e não senti nenhum tipo de receio. Valeu a pena!

Veja  o mapinha com os lugares onde fui:

Estas são minhas dicas para quem procura o que fazer em Domingos Martins, no Espírito Santo. Vale destacar que a cidade é famosa também por ter temperaturas mais amenas (é considerado o terceiro melhor clima do mundo). Aos poucos vou mostrando mais destinos do estado, como é viajar sozinha para cada um deles, o que dá ou não para conhecer viajando por conta própria e sem carro. Acompanhem aqui e também no Instagram pela hashtag #ViajandoSozinhaNoES.

Outros destinos que já visitei:
Serra | Guarapari | Anchieta | Aracruz

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* Agradecimento aos parceiros: Pousada Solar da Serra

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